Capítulo 04

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Caro Doutor Lecter,

Eu poderia responder detalhadamente o que possa ter ocorrido, pois a minha experiência em analisar crimes, estava safo, mas seria muita imprudência minha dar as cartas para o FBI, deixa-los mais perto do assassino e dificultando ainda mais a minha perseguição ao mais novo assassino da cidade. O meu erro foi ter falado demais pelo telefone aos policiais, pois a minha empolgação ao ver aquela cena, me deixou instigado a procurar saber mais, havia tanto tempo que eu não presenciava algo parecido com meu passado recente, que ao descrever a cena, possa ter deixado as autoridades cismada. Mas olhei diretamente ao Doutor Lecter após a pergunta e disse:

- Após a conclusão do colégio, estudei alguns anos para ser Médico, mas não pude concluir por circunstancias financeiras, ainda guardo um bom conhecimento comigo sobre algumas coisas, e isso veio facilitar na descrição do crime. – Conclui falando tão convincente que até mesmo acreditei na minha mentira.

- Muito bem senhor Foster, realmente o senhor tem boa memória, pois descreveu bem o corte cirúrgico que havia no corpo, tão bem que o senhor mesmo poderia ter feito isso. – Disse doutor Lecter virando-se para o agente Graham.

- Espero que isso não seja uma acusação Doutor Lecter, pois estou tentando apenas colaborar com as investigações. – Disse afirmando e aguardando uma posição do agente Graham.

- Muito bem senhor Foster, agora diga o que senhor fez nas ultimas 12horas. – Disse o Agente Graham, que nem mesmo comentou algo sobre a acusação indireta do doutor Lecter.

- Após sair do trabalho, fui para a minha casa, tomei um banho e fui descansar. – Que realmente não era mentira, cortar arvores o dia todo é bem mais exaustivo do que eu pensava.

- Então o senhor não saiu, não viu nada, não ouviu nada? – questionou Graham.

- Não senhor, de fato se eu tive-se visto algo suspeito, eu teria falado.

-E quanto tempo você leva da sua casa, para o local de trabalho? – voltou a perguntar Graham.

- Em média 10 minutos andando, como não tenho carro, acabo sempre saindo mais cedo para chegar a tempo. – Conclui e já esperando algum pronunciamento do Doutor Lecter.

- Acredita que o assassino possa ter levado o corpo de carro? – Questionou Doutor Lecter.

- De fato, pois arrastando o corpo, alguém teria encontrado a trilha feita ou até mesmo escutado algo.

- Mas se caso o assassino veio de carro, alguém não teria também escutado o barulho de alguém se aproximando? – questionou dessa vez o Agente Graham.

- Concordo, mas o local em que o corpo foi encontrado, da acesso para uma outra via de terra que faz ligação direta com a rodovia estadual, então. – o Agente Graham corta minha conclusão.

-Vamos analisar á área com mais cuidado e a via de terra que não tínhamos o conhecimento. – Afirmou o Agente Graham que visivelmente demonstrava fadiga e estresse.

- Concluímos por aqui senhor Foster, em caso de alguma movimentação suspeita, nos ligue. – Acenou com a cabeça me entregando seu cartão que vinha com o nome e numero de celular.

- Claro Agente Graham. – Assenti.

E então fomos liberados, concluo que a pergunta sobre a distância da minha casa ao local, seria o tempo em que eu levaria a vitima até dado local em que foi colocado o corpo, se caso eu fosse o suposto assassino, sei também que a conversa sobre o "pobre rapaz que desistiu da medicina" não foi das minhas melhores mentiras, mas foi convincente, um problema a menos, pois com o meu depoimento, não haverá mais nenhum policial no meu pé, e terei tempo para investigar sozinho.

Precisarei dos recursos em que o FBI trouxe para cá, mas antes de dar uma de penetra em uma das bases que estão espalhadas por aqui, primeiro preciso "farejar" o assassino, preciso de um plano para isso ou não irei conseguir pega-lo.

A Outra Face de DexterOnde histórias criam vida. Descubra agora