Capítulo 20

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Sede de sangue!

Conversa vai, conversa vem! Escuto meu passageiro sombrio assoviar em meus ouvidos! Pedindo que o mate! De fato eu não sou normal. Os prazeres comuns de uma pessoa seria talvez beber com os amigos, darem risada, mas e para o Dexter? Talvez se eu fosse como os outros, eu sentiria esse simples prazer! De acompanhar um jogo pela TV, jogar conversa fora e ir para casa.

Não para o perturbado Dexter, assassino em série.

A cada batida na mesa em que Freddie dá em vibração pelo time, é uma facada a mais que quero dar em seu peito.

O jogo se acaba e ele vira-se pra mim todo empolgado.

- Que jogo em Kyle?! Nada melhor que encerrar a noite com o seu time vencendo uma partida como essa!

- Foi uma partida de arrepiar mesmo! – Digo brindando pela vitória.

Pago minha conta, antes que ele possa pagar a dele e saio primeiro do estabelecimento. O comprimento antes de sair e vou em direção a porta.

Noto que onde está o meu carro não existe câmeras.

Preciso ser notado para que ele venha até aqui.

Então abro o capo do carro para simular uma situação, fico de pé em frente olhando para o motor, ate que ele saia. O carro dele não esta tão distante do meu.

Observo Freddie saindo e guardando seu dinheiro na carteira, ligeiramente repara minha impaciência forçada.

Viro-me a ele e o chamo.

-Freddie! Que coisa cara, preciso de uma ajuda aqui! – Digo enquanto ele muda a direção de seus passos que prosseguia para seu carro.

-Kyle! O que houve? Problema na bateria? – pergunta ele se aproximando.

Deixo a seringa fácil em meu bolso.

-Deixe me ver! – Vindo diretamente com os olhos procurando a bateria no meu carro.

Quando Freddie se agacha no motor, injeto com rapidez e eficácia a seringa com o tranquilizante no quanto direito do seu pescoço, não dando tempo para qualquer tentativa de fuga.

Carrego-o para o porta-malas e observando se alguém aparece. Tudo limpo.

Parto dali e o levo para o porão da minha casa.
Único local de fato seguro neste momento para o meu trabalho, não correndo risco de ser pego.

Encosto o meu carro na parte de trás da casa, não tenho muito material desde que cheguei aqui! Então preparo todo porão com o pouco de plástico e prendo Freddie em meio a uma mesa, reforçando com uma corda para conte-lo.

Horas se passam e Freddie acorda ainda pouco perdido, a luz próxima ao seu rosto faz com que sua visão fique prejudicada.

-Mas o que.. O que é isso? Porque estou preso? – Diz Freddie tentando reagir. Impossível, é engraçado vivenciar essas situações, pois todos que ficam na "minha mesa", nunca escapam.

-Freddie.. Freddie! Mostra-se homem sereno, trabalhador! Vive uma rotina! Pode viver a mentira para que as outras pessoas comuns vejam isso. Mas isso não funciona comigo, eu que, sempre vivi uma mentira.

-Kyle?! É você? Mas o que significa –

-CALADO! Porque toda essa mentira? Poderia viver uma vida normal! Mas você deixou seu passageiro sombrio falar mais alto dentro de você! Você matou aquele vigia brutalmente!

-Mas o que?? Você está louco?? Passageiro o que? Eu não matei ninguém! Tire-me daqui seu psicopata!

Olho para ele, se batendo para sair. Abro meu conjunto de facas, das quais são novas! É difícil às vezes se acostumar com novas ferramentas, mas é questão de costume.

E continuo meu interrogatório.

-Doutor Lecter ! Você foi paciente dele! Conte-me qual era o seu problema! Qual é problema de vocês, pacientes do Hannibal? Uma nova equipe de assassinos? Primeiro Gideon, depois você!

-Kylee! Você está cometendo um grande engano! – Noto uma voz tremula vindo de Freddie, ele sabe que vai morrer! Este é o medo, era isso que eu queria ver nele.

-Me chamo Dexter! Mas provavelmente você deve me conhecer como "Açougueiro de Bay Harbor", assim como a maldita mídia me chamava!

-Dexter ou seja lá que maldição seja! Tire-me daqui! Sobre o Doutor Lecter, sim, fui paciente dele! Mas nunca tive um problema! Meu real interesse... Era outro! – Diz Freddie pausadamente.

-Dos quais seria? – Questiono.

-Queria uma oportunidade na universidade em que ele dava aula! Fomos íntimos, mas quando ele descobriu, brigamos e nunca mais tivemos contato. – Conclui Freddie.

-Então você quer dizer que teve um caso com o Hannibal?

-Sim! Digo.. Não, não sei explicar. Mas que diabos, porque você não me tira daqui e para com essas malditas perguntas! Como sabe do Hannibal? Se você está querendo fazer uma besteira por ciúmes, por favoor! Eu e Hannibal não temos mais-

-QUANTA BABOSEIRA! Chega! Não quero saber de sua história amorosa com ele! O real motivo que você esta aqui é por ter matado este homem da foto! –Aproximo-me com a foto da cena do crime, com o rosto da vitima! Para que ele veja de perto a ultima vez o que ele fez.

-CÉUS! Que horror! – Freddie vira-se de lado para não olhar.

-OLHE PRA MIM!Está é a ultima vez em que você vai olhar para a FACE DE DEXTER! . – Digo isso enquanto elevo as minhas mãos, segurando firme a faca! Na qual uma belíssima faca de cozinha.

-NÃÃÃO! POR FAV... – E de repente, as reações naturais de Freddie vão diminuindo, enquanto minha faca para em seu peito. Ali acaba a maldade, a insanidade, toda a mentira construída de um homem bom. Não fiz isso pelo vigia, fiz isso por mim mesmo.

Fecho os meus olhos, e os meus batimentos de um ritmo acelerado, diminuem. O passageiro sombrio não está mais enfurecido. A sensação é ótima. Freddie Richard está morto.


A Outra Face de DexterOnde histórias criam vida. Descubra agora