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Korean
15:10 PM
16° C



















O som da máquina de costura e o farfalhar dos tecidos enchiam o ambiente, criando um ritmo quase hipnótico. Eu estava concentrada, com os olhos fixos nos detalhes de uma peça que precisava terminar antes do final do expediente.

— Safira ,me conta o que tá rolando — Jimin interrompeu minha concentração, com a voz carregada de curiosidade.

— Como assim? — perguntei sem desviar o olhar, movendo o tecido com precisão sob a agulha. — Me alcança aquele tecido ali, por favor.

Ele atendeu prontamente ao pedido, mas não deixou o assunto de lado. — O Namjoon tá estranho, e você também. Fora isso, você me disse que tinha algo para me contar mais cedo. Não se faça de desentendida.

Fingi não lembrar. — Eu disse?

Ele cruzou os braços, encarando-me como se estivesse desvendando um mistério. — Disse sim, e eu quero saber agora.

Suspirei e larguei os tecidos que estava costurando, olhando para ele com um ar resignado. — Você é muito insistente, Jiminie.

Ele sorriu, sentando-se na cadeira à minha frente com sua postura impecável. — Sou mesmo. Vai, me conta! Eu sou seu melhor amigo, e tenho direito de saber.

Rendi-me ao charme e à determinação dele, sorrindo. — Tudo bem, já que você insiste.

Comecei a narrar os acontecimentos da noite anterior. Jimin ouvia cada palavra com atenção, os olhos arregalados de surpresa e, ocasionalmente, um sorriso malicioso surgindo em seus lábios. Quando terminei, ele levantou-se abruptamente, falando mais alto do que deveria.

— Você tá de brincadeira! Nossa, Safira, que safada! — Ele ria enquanto apontava para mim, mas sua empolgação foi rapidamente cortada por um gesto meu.

— Jiminie, fala baixo! — murmurei, lançando um olhar de advertência. Mas já era tarde. Ele se virou e deu de cara com Namjoon, que estava parado atrás dele, com um sorriso discreto nos lábios.

— Sr. Kim! O que faz aqui? — Jimin corou instantaneamente e inclinou-se em uma reverência.

Namjoon manteve o sorriso e respondeu calmamente: — Pensei que você tinha me convidado para ser modelo. Mas, pelo visto, cheguei no meio de uma conversa interessante.

Senti meu rosto esquentar enquanto tentava manter a compostura. — N-Não, senhor Kim. Por favor, fique à vontade — Jimin respondeu rapidamente, ainda tentando recuperar a postura.

O restante do dia passou em um piscar de olhos. Entre as costuras e ajustes, Namjoon revelou-se um modelo perfeito, com sua postura firme e natural diante dos manequins. Eu e Jimin trabalhamos juntos em ritmo acelerado, e Namjoon ajudava sempre que necessário, mostrando-se mais envolvido do que eu esperava.

Quando olhei para o relógio, percebi que já passava da hora.

— Aí, gente, que dia! — Jimin suspirou, espreguiçando-se na cadeira. — Sr. Kim, o senhor devia largar a carreira de CEO e investir na de modelo.

— Você acha? — Namjoon perguntou com uma empolgação divertida.

— Aí, cuidado, Safira! — ele resmungou quando, distraída, acabei espetando um alfinete em sua pele.

— Se você não se mexer, eu não te machuco — respondi rindo, mas mantendo a seriedade na costura.

Jimin levantou-se de repente, com um sorriso travesso. — Bom, gente, acho que já vou indo. Safira, você se importa se eu for com o seu carro? — Ele nem esperou minha resposta antes de pegar a chave. — Acredito que o Sr. Kim não vai se importar de te dar uma carona.

— Jiminie! — exclamei, mas ele já tinha desaparecido no corredor.

Namjoon riu suavemente. — Ele parece muito interessado em sair daqui... Sou um chefe tão ruim assim?

— Não, imagina. Você é ótimo — respondi, tentando ignorar o olhar curioso dele.

Continuei arrumando tecidos e ajustando as peças no manequim, sentindo o olhar de Namjoon sobre mim.

— Você fica muito sexy quando está concentrada.

Virei-me, surpresa. — O quê?

Ele corou, desviando o olhar. — Eu disse que já está tarde. Devíamos ir.

— Pode ir, se quiser. Eu ainda tenho coisas para adiantar — falei, tentando esconder o sorriso que começava a surgir.

— Eu espero. Não seria certo deixar você sozinha aqui a essa hora.

— Se insiste... Mas não garanto que eu vá ser rápida.

Ele se levantou, cruzando os braços com um sorriso no rosto. — Talvez eu possa ajudar. Faz tempo que não coloco a mão na massa.

— Sabe costurar? — perguntei, cética.

— Claro que sei. Eu construí essa empresa, lembra? — respondeu, divertido.

Surpresa, aceitei a ajuda. Trabalhamos lado a lado durante horas, e ele me surpreendeu com sua habilidade. Entre pontos e ajustes, conversávamos sobre a empresa, projetos e até histórias pessoais.

Em algum momento, percebi que ele tinha adormecido, encostado no manequim. Sorri ao vê-lo ali, tão vulnerável.

Aproximei-me e o chamei suavemente. — Namu?

Ele abriu os olhos lentamente, com um sorriso sonolento. — Gostei disso. Namu.

Antes que eu pudesse responder, ele se inclinou e me deu um beijo rápido nos lábios. Meu coração acelerou, e tentei esconder o rubor que tomou conta do meu rosto.

— Você tem o sono leve — murmurei, ajeitando os tecidos para disfarçar meu nervosismo.

— Foi só um cochilo. Aliás, senti sua falta. — Ele me puxou para perto, abraçando minha cintura. Seus lábios encontraram meu pescoço, deixando um beijo molhado.

— Ei, alguém pode nos ver — protestei, tentando me afastar.

— Ninguém vai nos ver. Já é quase de manhã, e só estamos nós aqui.

Acabei cedendo ao seu toque e àquele sorriso que me desarmava. Ficamos ali, trocando carícias e beijos, até que ambos adormecemos, sentados no chão, entre tecidos e manequins.














Continua...


















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Espero que esteja do agrado de vocês, Estou me esforçando ao máximo para entregar o melhor para vocês e me perdoem por algum erro de ortografia. Obrigada por lerem até aqui💜

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