FUGA - Capítulo 3

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"Não espere por uma crise para descobrir o que é realmente importante em sua vida".


O que você faria se soubesse que uma criança que nem sequer nasceu tem uma reputação maior e melhor que a sua? Que uma criança consegue transmitir mais esperanças no seu próprio povo do que você jamais conseguiu?

Não sei você, mas Cosmos estava com inveja e inacreditavelmente plantando sementes de ódio contra seu próprio filho.

O grande poderoso Guru estava tomado pela cobiça e desdobrou-se em zelotipia. Em sua percepção, se ele Lorde Cosmos não podia ser o primeiro a conquistar Solaris, então ninguém mais pode.


No entanto, Cosmos ainda tinha poder, e estava mantendo controle sobre a rebeldia em sua civilização. Afinal, ele ainda continua sendo um assassino impiedoso, e não hesitou em matar friamente soldados que o enfrentaram e o queriam fora da liderança. Cosmos tentava se mostrar capaz de exterminar a laia ocidental, porém ninguém mais tinha fé no mesmo. Se ele não conseguia matar a sua própria esposa ocidental, então como ele iria acabar com toda uma raça?

Buscando soluções para seus problemas inacabáveis, o homem corria por toda floresta negra como tentativa de espairecer a mente.

Cosmos tinha um grande exército e a arma nuclear mais poderosa do planeta, a mesma que ele saqueou do Ocidente que iria usá-la no caso de um ataque Guru. Porém, todo o seu império estava beira do declínio.


Lhe ocorreu então, a buscar a velha vidente e conselheira do mundo das trevas. Ela vivia no extremo norte das terras orientais, muitos casos de fatais de ataques de animais eram relatados ali, e o frio intenso impedia que pessoas migrassem e formassem uma civilização no lugar. Mas a tal velha morava em uma casa isolada, em um pequeno vilarejo abandonado. Era um grande mistério a permanência daquela senhora no local, e todos evitavam manter contato por medo do desconhecido. Os bárbaros até mesmo a acusavam de bruxaria, eram realmente tempos medievais daquele lado do planeta.

Montado em um cavalo e com vestimentas extras quentes, Cosmos fez uma longa viagem até a moradia da velha vidente. Uma árvore com mais de mil anos era onde aquela pobre velha vivia desde que resolveu deixar o mundo ocidental, e aquela era a sua humilde casa. As pessoas costumavam visitá-la em épocas difíceis, e com o seu misterioso "dom" ela revelava pedaços e até mesmo falava profecias de seu futuro enigmático.

─ Alguém em casa? ─ Disse Lorde Cosmos.

Uma senhora abriu a porta de madeira da árvore e abriu espaço para o moreno entrar. Era uma simples casa e, para apenas um pequeno tronco de árvore, o lugar era bastante grande e espaçoso, o que despertou a atenção e curiosidade de Cosmos.

─ O que você deseja? ─ Disse suavemente a senhora.

─ Desejo saber o que o futuro reserva para mim e para todo o meu povo.

─ E o que eu ganho em troca?

─ A gratidão eterna de vosso Deus, senhorita.

─ O meu Deus é o Universo, mas enfim, sente-se.

Cosmos sentou-se e colocou seu casaco de pele no encosto da cadeira.

─ Eu sinto uma energia estranha emitindo de você, é a sua primeira vez aqui? ─ Disse a velha.

─ Sim. Não costumo acreditar nestas baboseiras de vidente.

─ Então por que está aqui, Cosmos?

─ Digamos que são tempos desesperados para mim, e eu não lembro de ter mencionado o meu nome para você.

─ Ah não? Se eu fosse você eu teria cuidado, ter seu nome na boca de alguém permite que tenham poder sobre você.

A Outra Dimensão (Em Andamento)Onde histórias criam vida. Descubra agora