Jonathan Bricon é um adolescente comum de 17 anos, que tem uma grande paixão por desenhos. Após se apaixonar por sua vizinha, Alicia Clark, sua vida e a de seus amigos, Sam, Brice e Mary, tem uma reviravolta completa. Mas um pouco de drama não deixa...
Passei aquele noite em claro, pensando na garota que havia visto. Ela era tão linda. Eu a tinha enxergado de relance, com o canto dos olhos, porém eu havia ficado com aquela imagem na cabeça. Parecia ser uma garota doce e gentil, seus cabelos pretos estavam presos em uma bela trança, usava um vestido branco com listras azuis horizontais e um decote nas costas.
O único pensamento que havia em minha cabeça era o quanto ela era linda.
Passei a imaginar o nome dela, o som de sua voz, sua idade, qual colégio ela deveria frequentar...
Todos os pensamentos ocupavam a minha mente e, por mais que eu tentasse, não conseguia dormir. Por fim, peguei um caderno grosso com a capa forrada de couro sintético azul e folhas totalmente brancas. Foi um presente que meu pai deixou para mim antes de falecer. Me lembro muito bem do dia em que ele me entregou o caderno em uma caixa muito bonita.
Era uma Sexta-feira, o dia que deixavam eu visitar o meu pai na UTI, apesar de já ter 14 anos na época, os médicos achavam que eu poderia incomodar outros pacientes. Entrei no quarto e ele me recebeu com um sorriso:
- Ei filho! Como vão as coisas? - Tudo na mesma pai. Sentindo muita dor? - Nada que eu não possa aguentar. - Sabe, eu ouvi as enfermeiras conversando, elas disseram que o Dr. Grey decidiu parar com a quimioterapia. - Eu não queria que você soubesse desse jeito, mas eu conversei com o Dr. e nós decidimos intenrroper o tratamento. - O que?! - me levantei da cama rapidamente, quase em um pulo - Isso é um absurdo! Você não pode fazer isso! - Jonathan, eu quero partir em paz. - a voz dele era calma - Não quero sentir dor, não quero sofrer. - Não é a você quem decide! Você não pode desistir! A mamãe sabe disso?! - Sim, ela concorda.
Ainda me lembro da sensação de ouvir essas palavras, foi como se um peso tivesse sido colocado em meu peito. Caí de joelhos no chão, com as lágrimas escorrendo pela minha bochecha.
- Jonathan. - disse meu pai - Eu sei que é difícil, mas é minha decisão.
Continuei ali no chão por algum tempo, até ele dizer:
-Abra a segunda gaveta do armário por favor.
Eu abri, e encontrei uma caixa de madeira com detalhes de metal.
- Agora, traga para mim.
Me sentei na cadeira ao lado da cama, onde ele permanecia deitado. Então ele abriu a caixa e me entregou o caderno.
- É lindo. - eu disse - É seu? - Eu comprei para você. Vi os desenhos no seu livro de artes, e acho que você devia fazer os próximos em um caderno de desenhos. - Ele deu uma batidinha na capa do livro. - Obrigado - eu disse.
Eu nunca havia usado o caderno, mas aquela parecia ser uma ocasião especial. Comecei a desenhar a garota que tinha visto. Quando o céu começou a clariar, decidi que era hora de finalizar o desenho. Estava muito bonito, na verdade, acho que aquele foi um dos melhores desenhos que já fiz.
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