Relatos de uma esudante

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Passei mal na escola novamente, a enfermeira do colégio já estava acostumada a me ver ali em sua sala. Pedi direto para ligar para minha carona me buscar, alguém que meus pais pagam para me levar e trazer pros lugares. 

A dona Lúcia ligou rapidamente, e também pediu para trazer minhas coisas da sala de aula. 

Aguardei pacientemente no "saguão" do colégio. A enfermeira me ajudou a trazer minhas coisas até aqui, mas ela chegou entregando minhas coisas a um homem que eu nunca tinha visto na minha vida. 

-Você que é o cunhado do Raimundo, certo?-Ela disse entregando as coisas para ele.

-Eu?...Sim.-O homem respondeu pegando as coisas da mão da mulher com um sorriso no rosto.

Enquanto eu assistia tudo aquilo meio confusa e gaguejando algo como "ma-mas, ele não, quem?"

Mas "contra vontade" tive que o seguir para um carro aleatório. 

Isso não me cheira bem. Deixei o número da polícia discado no meu teclado na chamada rápida. Sentei no banco traseiro aguentando minhas tonturas e desconfiada ao extremo, ele tava sendo muito simpático. E eu não confio em gente muito simpática.

Enfim, o caminho foi super tranquilo, ele me deixou na portaria do meu prédio e até me ajudou a descer do carro com a mochila e o fichário.

Agradeci e comecei a subir as escadas que me levava até a porta do prédio. Olhei para trás e ele já tinha saído com o carro. Bom apesar de tudo, talvez realmente eu não devia ter desconfiado desse homem, devia mesmo só estar sendo gentil e fazendo um favor para o cunhado. Talvez eu devesse parar de desconfiar tanto das pessoas. 

Me virei para frente para entrar no prédio, mas daí senti minhas coisa sendo jogadas no chão e um pano cobrir minha boca e nariz, tentei respirar, mas tudo se apagou. A última coisa que vi foi uma pessoa mascarada sorrindo para mim.

Quem tem tantos culhões assim para fazer isso em plena luz do dia né?

Então foi assim que cheguei nesse lugar imundo, de camisola, calcinha e meia, somente. 

E você? Como chegou aqui?

Encarei a garota apavorada a minha frente, que mesmo sendo negra, seu rosto estava pálido. Quase ri de seu desespero, mas sinceramente, o que eu tenho a perder aqui? Minha vida já estava contada mesmo..

Vai me conta, o que te trouxe aqui.





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Autora:

Sim, me conte, como chegou/descobriu essa histórias com relatos de pessoas aleatórias que podem estar mais perto de você do que você pensa?

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Obrigada por ler.

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