Capítulo 32

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                               Pingos de Mel.

                                  ~ Thor ~

     A chuva que caia era acompanhada por uma música que gostamos em comum. Tocava em algum lugar: " The Wlight-The Band ". Nos rodavamos e cantavamos enquanto estávamos sendo encharcados. Senti de ir pra casa antes que escurecesse. Antes eu não ligaria muito, mas com o que vem acontecendo é melhor eu dar ouvidos a voz da consciência.

___ Mel. Vamos agora está bem querida? ___ Pergunto ainda a abraçando toda molhada e com frio.

___ Temos mesmo que ir?___ Pergunta enquanto faz cara de choro. É como ver nela agora, o que antes era eu. Eu não me preocupava tanto com horários. Antes Mel era bem mais medrosa, e agora está mais forte, mas mesmo assim ainda vulnerável. Ela é perturbada em pesadelos, mas sempre vai dormir sorrindo, seja no sofá da sala com seus livros de confeitaria, ou no tapete da cozinha depois de comer um enorme sanduíche com mostrada. Como, em meio a tanta desordem, ainda consegue sorrir e rodar de baixo da chuva me pedindo com um rostinho de anjo pra simplesmente ficarmos e esquecermos o quanto é perigoso?

___ Sim. Nós temos. Não quero que nada te aconteça. ___ Ela saí do transe que entrou e percebe do que estou falando e que infelizmente nos não estamos em bons lençóis. Acredito que adquirir responsabilidade agora, após um pedido de casamento é essencial. Minha prioridade se tornou seu bem estar, e não importa o que tenha que fazer, sempre a escolherei e a colocarei em primeiro lugar. Vamos nos unir, e Melanie é minha família agora.Ela sorri e diz;

___ Recarregue a bateria  Fanny. ___ Diz juntamente com a música. Lembro-me de ter cantado essa música na escola pra ela. Mel estava chorando porque havia acreditado que eu estaria à traindo. Adolescência! Eu sabia que essa música não condizia com o momento, mas que ela à amava. Melanie naquele dia riu e me abraçou. Como pode ela achar que eu teria ficado com a Marienne? Ela é tão... Mesquinha.

  ___Você pode colocar a carga em mim.

      Rimos e voltamos cantarolando. Não tinha ninguém nas ruas àquela hora, mas já estávamos perto. Melanie canta tão bem, mas tenho medo que um dia ela resolva investir nisso e ir em bora. Mel para e sobe em cima da escada:

__ Você pode colocar à carga em mim._ E começa a dançar. Meu Deus ela é tão linda, vamos entrar na dança. Enquanto estávamos em uma dança maluca o dono da varanda que estamos aparece com uma espingarda na janela e grita:

___ Saiam daqui seus baderneiros. ___ Saímos correndo de volta à rua. Fomos cantando mesmo. A música seja lá onde estava tocando era bem alta.

   Ao abrir a porta, vejo o rosto de Melanie se transformar rapidinho. Suponho que aquela mulher sentada na sala, na nossa frente, seja Stéfany. Mel me olha com um rosto de brava e sussurra:

___ Eu não quero conversar com ela! Não hoje. ___ A mulher, e muito menos Melinda notam nossa presença. Estavam tão entrosadas, conversando seriamente e fixamente, que nem notaram que abrimos a porta.

___Vamos pra casa da árvore?

___ Ótimo. ___ Damos a volta por trás da casa e subimos as escadinhas de madeira costumeira. Deitamos na nossa cama emprovisada de sempre ( um colchão no chão), e tiramos a roupa para se secar. Nos secamos e ficamos lá, parados, calados e pensativos. Acho que Melanie está meia abatida com a volta de Stéfany. Em três quatro dias muita coisa aconteceu. Agora está chovendo, então não acho que venha algo bom por aí. Estamos no verão e o tempo simplesmente virou. Faço carinho em seu cabelo enquanto penso sobre o que será de nós.

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