CAPITULO 4

6 1 0
                                    

Cá estou eu, parado em frente a estrada,  cansado,  sem pensar mais em nada, a mente pesa um pouco meu corpo, meus pensamentos de pouco a pouco estão me deixando louco, algumas coisas do passado,  frustrações do presente, não estou contente, o mundo era melhor na minha mente, mas nada é perfeito, isso tenho que aceitar, tomo um gole de água e ergo minha cabeça para olhar o céu, claro, limpo e majestoso.
   Estou aqui,  ainda em frente a estrada, ouço som de carros q vão almentando drasticamente, passam por mim a uma velocidade absurda,  não deu pra acreditar, só paro para pensar que devem ser jovens querendo brincar, mas com o q? Com a propria vida? Subo em minha moti depressa e vou atrás, acelero o maximo que posso, vou no limite para alcançá-los, cento e cinquenta,  cento e quarenta, sessenta, setenta, oitenta, duzentos, derrepente um estrondo enorme ao longe, me bate a preocupação, não queria pensar no pior mas éra inevitável a conclusão, consigo chegar perto, doía carros capitados, dois jovens ensanguentados, culpados de seus próprios atos, maa não merecedores de tal descaso, vou até o primeiro carro o mais rapido que posso, começo a retirar o rapaz, neste momento ele acorda desorientado,  o repouso sobre a moto e ele sussurra perguntando sobre seu amigo e ja suponho que seja o outro condutor, apenas o digo que vai dar tudo certo, e que irei ajudalo também, corro para o sugundo carro, e o ato de tentar tirar o motorista é algo mais rigoroso,  preso entre seu airbag e seu cinto de segurança me deixa numa situação complicada. Enfim consigo, o solto do sinto e o desprendo mas a sorte nao estava comigo naquele momento, quase retirando o rapaz ouço uma peguena fagulha, um estrondo e só. Agora estou jogado ao chão olhando para o céu coberto de sangue mas dessa vez tambem é meu,  ao meu lado o primeiro rapaz,  chorando,  gritando, pedindo a deus, e se culpando pela tragedia, ele não consegui reagir, seu desespero falara mais alto, e eu?  Deitado, quase debilitado, junto o pouco de forças que tenho e subo em minha moto novamente, levo o rapaz para o hospital, chegando lá, peço que o socorram logo, mau sabia que quem precisaria seria eu, os olhos pesam, a cabeça abaixa, a coluna desce, as cortinas de meus olhos se fecham, e só reabrem em uma maca de hospital,  sem forças para me levantar. "Onde estou? Onde estou? " sussurro sem parar, nada me dizem, o medico vira ate mim e fala para me acalma que tudo dará certo, então pergunto como esta o rapaz, ele exita, retomo a perguntar, ele diz para não me preocupar, peço para então velo, mas apenas me dizem que nao é possível, retruco varias vezes os asgumentos do doutor, que insessantemente me dizia não, até então ceder, me põe em uma cadeira e me leva para velo, ele para em frente a uma porta e me levanta, por um vidro vejo cortinas e vários medicos pela sala, retorno a sentar e o pergunto novamente como o rapaz está resaltando a verdade, ele me diz que não está muito bem, que sofreu muito mas que estão fazendo todo o possivel, como um ultimo suspiro me calo e volto a me sentar na cadeira de rodas, e então o medico me retorna para cama insistindo para que eu fique calmo, ressaltando que não posso fazer nada, isso me frustra, quero sair daqui. Algumas horas se passam e eu ainda estou em claro esperando uma resposta, e nada, fico olhando incessantemente para o relogio e para a porta, não consigo me conformar em não fazer nada, tento esvaziar a mente ao maximo para relaxar.
   Uma noite se passou,  meu deus, uma dor de cabeça me abalava, olho para o lado e me surpreendo, o rapaz está lá, em pessimo estado,  mas está lá, isso ja me causa um alivio, ele estava altamente sedado, não consegui o acordar, mas também nao deveria, estou me sentido bem, não tanto quanto deveria mas já consigo viver normalmente, o médico me chamou para me liberar, depois de algumas papeladas decido dar uma volta,  quero respirar um ar puro antes de voltar para aquele garoto e vê-lo, estou realmente preocupado, nem estou acreditando em mim,  minha moto ainda esta me esperando do lado de fora do hospital, alegria poder ouvir seu motor novamente, me sentir vivo de verdade finalmente, algumas horas vagando pela cidade pra matar a saudade e pego o caminho novamente em direção ao hospital, eu não me respeitaria se eu fosse embora agora e o deixasse lá. Chego no hospital, começo a sentir um receio de entrar, sem explicações, pergunto pra mim mesmo se é por medo de notícias ruins,  mas estou preparado, não é como se eu pudesse me culpar pela morte do rapaz, vou ate o quarto e nada, começo a pensar no pior,  não conseguia conter a tristeza, vago pelos corredores em busca do médico, ando de um lado para o outro já encomodado, por fim o encontro, e em desespero começo a perguntar onde está o rapaz, o que aconteceu, ele diz para eu me acalmar  diz que está tudo bem, que a familia do rapaz soube do incidente e o veio buscar, então ele me da o endereço e com pressa pego a moto e vou até o local que por fim não era muito longe de onde estava.
   Estou em frente a casa,  encarando a porta, ainda aflito pelo estado do rapaz, ouço risadas, vozem que não sessam e por uma janela ao lado eu vejo a familia o abraçando felizes por ele estar vivo, ouço a mãe dele dizer, "que bom que deus colocou esse homem lá para lhe salvar", eu só pensava ironicamente comigo, "ele não me colocou", mas mesmo assim foi bom eu estar lá, mesmo com o que aconteceu tendo afetado um pouco a mim eu me senti vivo não só com a adrenalina mas também por ter salvo uma vida, ainda olhando pela janela fixo minha visão no seu rosto e então ele se vira e me encara levanta sua mão como um cumprimento, eu apenas aceno com a cabeça e vou embora, ao ligar a moto reparo a porta se abrir, dou uma ultima olhada e apenas faço um gesto de continência, e todos a sua volta repetem e se despedem, e o rapaz mancando vem em minha direção, sua mae quis ajudar mas ele insistiu em ir sozinho, com um sorriso no rosto ele me diz que a razão de ele ainda estar andando,  respirando, vivendo, sou eu, lhe dou um abraço apertado e ele me diz um obrigado, que me deve muito por isso,  apenas lhe digo que a divida ja está quitada pelo simples fato de poder o ver bem.  O rapaz se afasta repete meu gesto de continência e se despede com um grande sorriso no rosto e uma lagrima de felicidade a escorrer, e eu?  Estou partindo outra vez,  quem sabe onde essa estrada me levará agora.

Você leu todos os capítulos publicados.

⏰ Última atualização: Apr 19, 2018 ⏰

Adicione esta história à sua Biblioteca e seja notificado quando novos capítulos chegarem!

Coletor de LagrimasOnde histórias criam vida. Descubra agora