It was the first wave of many

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– O que? Que que minha mãe tem a ver? - ela fala com as sombrancelhas franzidas.

– Nada não. Esquenta com isso não princesa. Deixa que isso eu e seu irmão resolvemos - falo olhando pra mesa pensando no clima que causei, tipo eu nem taça pensando nisso mas depois daquela mensagem.

POV Blaine (Algumas horas atrás)

A cada dia que passa conto quanto tempo falta pra sexta e nesse momento falta mais dois dias. Já pensei muito no que usar, no filme pra gente se pegar, na roupa de cama, em muitas coisas. Eu e Sam estávamos trocando mensagens mas já tem um tempo que ele não responde, deve estar ocupado então quando decido levantar e fazer minha lição meu celular vibra cinco vezes seguidas.

"Blaine, já quer voltar pra mim?" 

"Já viu que o Sam é o hétero de Taubaté que não quer se assumir?" 

"Qual a graça de ter alguém mas não poder fazer carinho nele em público?"

"Comigo você podia fazer, lembra?"

"Pensa nisso porque isso aí te magoar aos poucos, sei que você tem seu lado carente, que por sinal eu amava."

No primeiro momento sinto enorme raiva dele, mas depois de ler pela segunda vez me vem um sentimento que concorda com o que está escrito. É realmente chato não poder beijar, pegar na mão, fazer carinho no Sam porque ele tem aqueles motivos, mas como parceiro dele eu teria que aceitar mesmo sendo difícil pra mim, assim como aceitei o Kurt enrolando nossa primeira vez.

Penso e reflito olhando pela janela do meu quarto que dá vista para a rua. Como eu gosto tanto dele meu. Queria poder abraçar ele sem ter que pensar se alguém está ou não nos observando. Depois eu tenho que conversar com ele.

POV Sam (Tempo real)

Estamos aqui pegando os pedidos e levando pra mesa, sei que tem garçom mas eu tô com um pouquinho do que Blaine pode fazer. Enquanto levo dou aquela respirada profunda e caminho até eles. Antes que eu sente a minha irmã sai de frente do Blaine e senta do lado dele fazendo com que eu me sente de frente. O seu olhar pra mim me diz que já sabe do que está rolando.

Sento tentando evitar contato visual com o meu Blaine, esse medinho que sinto agora não é ruim mas sim uma coisa que não quer que ele termine isso tudo, deu pra entender? Eu gosto dos momentos que passo com ele. Será que ele acha que tenho vergonha dele? Porque minha mãe dizia isso pra mim quando eu saía com ela pra perto da escola e eu não demonstrava carinho por medo que alguém visse, a muito tempo atrás. Não pode ser isso porque se for como que vou resolver?

– Sam? Não vai tomar? - a voz da Stacie invade minha cabeça que está cheia de pensamentos avulsos sobre o clima.

– Não tô com vontade, pequena - falo dando uma olhada rápida pro Blaine no último momento. Seus olhos me observam me deixando com mais medo.

De repente sinto um pé cutucando minha panturrilha. Como parece fazer bastante esforço pra chegar até mim penso logo na Stacie, acertei. Olho pra ela e logo seus olhares apontam pro Blaine como se fosse um sinal, sua testa está franzida e suas sombrancelhas expressando raiva.

Uso da sua idéia e faço minha depois de uns segundos tomando coragem, espero melhorar o que está pior. Levo meu pé, sem o chinelo e roço na panturrilha dele que é lisa igual a minha. A parte mais difícil chega agora quando tenho que olhar nos seus olhos pra ver se o mesmo gosta ou não do ato. Levanto aos poucos minha cabeça e já na metade do caminho avisto um sorriso no canto de sua boca que logo se mexe querendo se desculpar comigo.

My Life Not So ComplicatedHistórias para pegar e não largar. Descubra agora