UM MÊS DEPOIS...
— Seus amigos vão ter que trazer o que eu pedi, em menos de 60 minutos - Disse Marcus. — Ou, até mesmo antes, para o caso da chuva chegar e pegá-la.
Elle estava no meio do campo aberto, com uma arma apontada para ela. Enquanto no céu, nuvens carregadas se formavam. Elle estava assustada e machucada.
— Se não tivesse feito o que fez - Marcus deu alguns passos para trás e pegou uma cadeira, se sentando de baixo da varanda do casarão. — Você não estaria ai.
— Eu fiz o que tinha que ser feito, e o babaca do seu filho, merecia - Disse Elle e sorriu, com o cabelo bagunçado.
— Você é muito ousada nas palavras, Elle - Sorriu Marcus com a arma para Elle. — Já se passaram vinte minutos... TIC, TAC!
AO MESMO TEMPO, a quatro quadras do Casão.
— Acha que podemos ir lá e pegar? - Pergunta Marilyn a Martin.
— Parece fácil para você? - Pergunta Gizelle. — O meu irmão está com eles, e Elle, pode morrer pela chuva, se a gente não pegar o que eles pediram a tempo.
— Marcus pediu alguns caixas com o selo da Apollon - Martin atravessou a rua, subiu nos entulhos e olhou em voltam. — Pegaremos a força, ou, não. Mas vamos salvar, Elle.
— O seu pai da foto tinha esse nome, não é? Atrás dele?! - Pergunta Gizelle a Marilyn.
— Não sei bem se aquele homem é meu pai, mas... O nome da apollon estava lá - Respondeu Marilyn.
— Eles nos deram armas, só usem quando for necessário - Diz Martin.
— Por exemplo, Pela vida da Elle? - Sussurrou Gizelle. — Ah, qual é? Se fosse fácil com as armas, Marcus teria vindo aqui pessoalmente.
— E para que ele correria o risco de se molhar depois? - Pergunta Marilyn.
Marcus levou una água mineral para Elle, que aceitou e bebeu toda em um só gole.
— Como é a ingenuidade das pessoas - Riu Marcus. — Essa água poderia estar com veneno, meu amor - Se abaixou perto dela. — Meu filho perdeu um filé e tanto aqui.
Como em resposta, Elle cuspiu no rosto de Marcus, como em resposta a isso, Elle levou uma bofetada de Marcus. Ele se levantou e se sentou em seu lugar, olhou para o céu. As nuvens cada vez mais carregadas.
— Você vai sair dessa - Disse Marcus. — Você não está tão longe da varanda, até correr até é moleza.
— Seus homens me espancaram, como acha que vou correr fácil para ai? - Elle se contraiu com uma dor no lado direito do quadril.
— Pensasse isso antes - Disse Marcus e pediu para olharem ela, enquanto ia pegar uma bebida.
Martin, Marilyn e Gizelle estavam parado em frente ao prédio dos rebeldes, saqueadores e todo o tipo de gente, após um mês, desde que a chuva foi levando cada vez mais pessoas.
— Vamos - Disse Martin, as meninas foram logo atrás em silêncio.
Havia um grupo de rebeldes tendo uma reunião, e ao lado, no canto da sala, as caixas. Quando Martin escutou passos atrás de si, já era tarde de mais. Mas levantou com a arma em punho, assim como Marilyn e Gizelle. Marilyn sentiu um calafrio ao pegar novamente em uma arma, mas se concentrou no problema em sí.
— São o pessoal do marcos? - Pergunta o que dava o alarme. Nisso, chamou atenção do grupo que se aproximaram. — Se forem, estão mortinhos da Silva.
— Ele está com uma do nosso grupo - Disse Gizelle. — E com meu irmão.
— Nós sentimos muito, mas se é a caixa que ele quer... Ele não vai ter - Riu o mais velho, parecia ter quarenta anos, com barba por fazer e com a pele suja. — Vão embora, ou, vamos matar vocês.
— Achem outra forma de salvar esses dois - Disse outro do grupo, parecia o mais novo.
— Droga - Martin encarou o líder, que carregava uma uzi em mãos. — Eu sinto muito, mas o nosso pessoal em primeiro lugar...
— Como treinamos? - Pergunta Gizelle.
— Sim - Responde Marilyn.
— Temos três atiradores de snipes, em cada prédio que olharem, e se não derem as caixas... Bom, até logo, amigos - Disse Martin.
Quando o grupo e o cara do alarme olhou para os prédios rindo, O trio atiraram na perna de cada um. Blam! Blam! Blam! Blam!
— Está escutando? - Pergunta Marcus. — Eles estão lá, mas acho que se não correrem... A chuva vai estragar tudo.
Os homens caíram em dor inevitável, xingando palavrões. Gizelle tirou as armas deles e jogou para longe, não lhe agradava fazer tudo aquilo, mas para salvar Elle, era necessário.
— Você atirou bem - Disse Martin a Marilyn.
— Ah, parem o casal e peguem as caixas - Disse Gizelle.
— Não somos um casal, amizade não se mistura - Diz Marilyn e Martin assente. Pegando as caixas, não muito pesadas, eles voltam o mais rápido possível.
Marcus se levantou e encarou o céu. A qualquer momento ia chover.
— É tão lindo isso quando não está prestes a molhar você - Sorriu Marcus e encarou Elle. — Quer se confessar pelo que fez?
Elle riu e encarou Marcus:
— Papai do céu, me perdoe por chutar as bolas do filho, do filho da puta do Marcus e quase matá-lo com uma faca de serra.... Eu peço desculpas, mas se eu visse o desgraçado agora... Faria pior.
— Ah, que lindo - Disse Marcos e viu Martin, Gizelle e Marilyn chegando com as caixas. — Rápido! A chuva está bem ai! E Elle, aquilo não ia ser um estupro, mas você estragou tudo quando achou isso. PEGUEM A CAIXA DELES E ENTREGEM O MENINO! - Gritou Marcus.
Escutaram tiros vindo do lugar em que estavam os rebeldes e encararam Marcus, que deu de ombros.
— E ela? - Pergunta Martin.
Pegando as caixas, Marcos subiu no carro e os homens de Marcus nos outros carros.
— Você está livre... - Nessa hora a chuva começou a cair da floresta em direção a Elle, que começou a correr com todas as suas forças.
BLAM!
— Não! - Gritou Gizelle.
Marcos havia acertando Elle na perna, e depois no estômago - BLAM! - Fazendo sua sentença de morte ali. Com a chuva a pegando. Elle sentiu suas entranhas se revirarem, misturadas com a queimação dos tiros e o grito em seu interior dizendo para acabar com essa dor. Jogou uma bile escura para fora e teve espasmos, e caiu em meio a lama e a bile e sangue.
Nesse meio tempo, Marcus já tinha ido embora, enquanto os amigos de Elle choravam da varanda. Finn escondeu-se entre Gizelle para não olhar, e chorava também. Não tinha nada que se podia fazer, mas Martin sentia uma necessidade enorme de fazer algo por Elle.
— Nós vamos se esbarrar com eles novamente... - Limpou as lágrimas. — E não é a chuva que vai ser a maior preocupação deles agora. Somos nós.
THE RAIN
DEPOIS DA CHUVA.
EPISÓDIO FINAL.
CAPA POR: gnomo02
PERSONAGENS POR: Powbrunna13
DanaSCM e LisaVic13
COLABORAÇÃO EXTRA: DanaSCM
THE RAIN - DEPOIS DA CHUVA, RETORNARÁ EM JULHO, COM SUA PARTE 2.
FANFIC DA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX: THE RAIN.
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THE RAIN - Depois da Chuva.
FanfictionUma chuva com um vírus desima metade da população humana, exposta à ela. Outras pessoas conseguem escapar, mas tem que enfrentar um novo mundo, depois da chuva. Capa Por: @gnomo02
