— Para de ser fresco, Victor Trindade. É apenas o meu irmão, não um monstro.
Falava enquanto arrastava o mais alto para fora de seu quarto.
— Mano, eu acordei agora, deu nem tempo de me preparar psicologicamente. — resmungou passando a mão no cabelo, em seguida colocando o inseparável boné. — Ele já me xingou uma vez no Instagram.
— Ninguém mandou você chamar ele de cunhadinho. — revirei os olhos. — O João é legal, prometo.
Já fazia dois dias que meu irmão havia chegado em Orlando e desde então ele havia me incomodado para conhecer Victor, Benjamin e, principalmente, Gabrielle.
Inclusive, quando o mesmo conheceu minha amiga, chegou a quase babar nela. Passou o resto do dia falando o quanto ela era bonita e fariam um belo casal. Apenas ri das teorias do loiro.
— Olha quem resolveu aparecer. — Gabriel zoou o primo assim que nos viu no corredor.
— Pensei que ia fugir de mim. — foi a vez de João se pronunciar. O repreendi com o olhar. — Estou apenas brincando. — sorriu. — E aí, cara. Você é o Victor então?
Meu irmão estendeu a mão para o mais alto que, antes de aceitar o cumprimento, me olhou nervoso.
— Sou eu mesmo. — sorriu Victor.
— Eu posso te bater agora ou depois?
Revirei os olhos encarando a cena de João tentando colocar medo em Victor, e parecia que estava funcionando, já que este recuou alguns pequenos e discretos passos.
— João, o que eu te falei?! — perguntei ouvindo Gabriel e Filipe rirem.
— Estou apenas conhecendo meu cunhado. Não foi ele quem escreveu lá no Instagram que era meu cunhadinho? Pois então. — arqueou uma sobrancelha.
— Foi só uma brincadeira, cara. — Victor respondeu tentando passar tranquilidade. Assumo que até eu queria rir. — Eu e a Malu somos apenas amigos.
— Relaxa, moleque. — João riu. — Ela já me contou que você são mais que amigos.
Victor sorriu agora sinceramente.
— Mas já sabe que se magoar ela, eu largo o Brasil e venho aqui só para te fazer se arrepender amargamente. — ameaçou meu irmão antes de puxar Eagle para outro cumprimento, agora sendo um abraço.
— A gente deveria ter gravado a sua cara, mano. — Filipe falou rindo ao lado de Gabriel. — Imagina quando conhecer o sogrão.
— Aí eu só lamento. — João entrou na brincadeira.
— Vocês são fodas hein. — me sentei no sofá. — To vendo que fiz uma burrada em apresentar vocês.
— Ignora ela, chata desde pirralha mesmo.
Os meninos riram com a acusação de meu irmão, apenas ergui o dedo do meio.
Durante a tarde inteira tive de ouvir as piadinhas feitas pelos quatro. Victor que antes estava apreensivo pela presença de meu irmão, não demorou nem cinco minutos para que parecessem amigos de infância.
João fez questão de mostrar fotos minhas que estavam em seu celular, sendo todas elas zoadas. Mas existiam duas vencedoras, que arrancaram gargalhadas por longos minutos.
Uma que eu estava correndo e acabei caindo, resultando em um clique cômico meu com a cara no chão. E na outra, fazia careta e colocava o dedo no nariz.
Como eu amava o meu querido irmão.
Eles também conversaram sobre a loja de João e os canais dos meninos.
— O que está fazendo aqui sozinha? Aconteceu alguma coisa?
Me assustei com a voz de Victor, mas continuei deitada de bruços em sua cama. Estava tão bom ali que poderia dormir sem pestanejar.
— Aconteceu nada. Só estava com sono e já ouvi mil vezes meu irmão falar sobre a loja.
O rapaz se deitou ao meu lado, passando uma perna por cima das minhas e um braço pela minha cintura.
— Você sabe que é capaz do meu irmão ter um treco se ver a gente assim, certo? — brinquei encarando o rosto de Victor.
— Viramos parceiros agora. — riu deixando um beijo no canto de minha boca. — Ele disse que prefere eu do que aquele metidinho do Cooper.
— Ele nem conhece o Ben, mentiroso. — rimos.
— Mas já me considero bff do seu irmão, então sei que ele vai me preferir. — falou de uma forma engraçada e eu escondi meu rosto no travesseiro rindo. — Olha, raciocina comigo, a gente forma um casalzão da porra, conheço toda a sua família...
— Pelo Instagram. — o interrompi, mas logo me calei vendo seu olhar de tédio. — Tudo bem, continue sua linha de raciocínio.
— Suas amigas me adoram. Inclusive, temos até um grupo no insta. — continuou.— Anna é a mais doidinha, né? Falou que seria a madrinha do nosso casamento.
— Não acredito nisso.
Naquele momento eu não sabia se ria, chorava ou pegava o celular para xingar essas garotas.
— Acredite. Anna ainda fez um ótimo trabalho no Power Point, nele colocou fotos e curiosidades suas desde criança. Também tinha o nome do seus antigos peguetes e ex namorado.
— Eu vou matar essa guria. — fechei os olhos.
— Pode ficar tranquila que eu adorei saber mais sobre você. — falou tentando segurar o riso e beijando minha bochecha. — Só não gostei da parte em que você ficou com um garoto embaixo das escadas da escola, só por causa de um refrigerante.
— Era Sprite. E também ganhei cookies. — me defendi. — Eu só tinha doze anos e ele era bonitinho. — dei de ombros.
— Então se eu te der bastante comida, você fica comigo?! — arqueou uma sobrancelha.
— Eu já estou com você... Mas se prometer me dar coxinha sempre, eu até namoro contigo.
Victor fingiu que iria levantar rapidamente, o que me fez rir e o puxar para continuar deitado do jeito que estava.
— Se amanhã parar um caminhão cheio de coxinhas na frente da sua casa, não se assuste.
Ri antes de juntar nossos lábios.
♡
Hey, galeris! Tudo bom?
Faz dias que não atualizo, né? Mas como expliquei, está sendo difícil esses últimos dias.
O capítulo saiu bem menor que o normal, peço desculpas por isso. Mas quis pelo menos postar um pouquinho, para não deixá-las na mão.
Enfim, por hoje é só.
Um beijo da Fran e falou!
VOCÊ ESTÁ LENDO
Flashlight | Eagle Trindade
Aléatoire"Eu tenho tudo o que preciso quando você está comigo..." Você se lembra o dia em que nos conhecemos? O céu estava nublado, você usava uma camisa Tie Dye com alguns gatos bordados e a mão enfaixada. Eu resolvi me aproximar e perguntar onde havia comp...
