*Pov’s jennie*
3 anos atrás, Austrália
Cheguei a casa depois de um longo dia no Colégio. Meu irmão estava com Margot e minha mãe estava trabalhando no centro da cidade.
O som de 30 seconds to mars abafava meus ouvidos enquanto entrava na garagem distraída. Sem querer chutei uma caixa de cartão fazendo meu celular ir parar ao chão, assim como tudo o que estava dentro da caixa. Vários pacotes de uma espécie de “farinha branca” estavam agora espalhados pelo cimento. Ainda sem acreditar bem no que estava vendo, peguei num desses pacotes. Eu podia jurar que isso era…cocaína?
Xxx: que está fazendo Jennie?
A voz de meu pai ecoou pela sala fazendo-me saltar de susto. Ainda tentava assimilar tudo isso.
Jennie: Pai… O que…O que é isso?
Pai: Isso não é nada. Vai lá para dentro.
Meu pai falou arrumando de novo as saquetas dentro da caixa. O pânico em seus olhos era visível, assim como o suor que corria pela sua cara.
Jennie: Mas… isso é droga. Isso é muita droga. O que isso faz aqui pai?
Pai: Isso não é assunto que lhe diga respeito Jennie. Não se meta onde não é chamada.
Ele falou de maneira agressiva, sem nunca me encarar. Ele nunca tinha falado desse jeito comigo. Eu simplesmente não queria acreditar no que estava vendo.
Jennie: Me fala que isso aí não é cocaína pai! Eu não sou burra, eu sei o que é cocaína!
Ele me encarou furioso, um olhar quase impercetível para mim. Em 18 anos de existência, nunca tinha presenciado. E neste momento eu percebi que muita coisa ia mudar muita coisa em minha vida.
Pai: Essa conversa acabou aqui Jennie. Você não vai falar nada disso para ninguém, ouviu?
Seus olhos raiados de sangue espelhavam pura raiva quando ele se aproximou de mim. Pela primeira vez na vida senti medo de meu pai, e me apercebi da gravidade da situação. Meu pai era traficante de droga.
Jennie: Se não o quê pai?
A voz falhou-me enquanto o encarava de perto. Ele cada vez se aproximava mais, até que parou mesmo em frente a mim. Eu não queria acreditar no que vi a seguir. Ele retirou uma arma de seu bolso, mas nunca me apontou. Como se quisesse apenas que eu soubesse que ele a tinha.
Pai: Você não vai fazer isso Jennie, para o bem dessa familia. Sua mãe não merece saber disso, e seu irmão está demasiado ocupado com outros assuntos para dar a mínima para isso. Esse segredo vai ficar só entre mim e você. Vamos chamar uma coisa… de pai e filha sim?
Não acredito que isso tava acontecendo. Porque… porque meu pai tinha uma arma? Porque havia droga na minha casa? O meu “eu” a entrar nos 18 anos procurava respostas racionais para tudo o que se tinha acabado de passar, mas por muito que tentasse não encontrei.
O que eu acabei por fazer? Proteger meu pai durante 1 ano. Com medo do que vi naquele dia. Não quis fazer mais perguntas, nem quis saber em que esquemas sinistros meu pai estava envolvido. Tentei esquecer a todo o custo o que tinha visto, e meu pai nunca mais voltou a falar no assunto, agindo com a maior das naturalidades perante a minha mãe e meu irmão. Mas todos os dias carregava um sentimento de culpa. Sabia que algo fora do normal estava acontecendo em minha casa, e mais ninguém se dava conta disso. Apesar de tudo isto nunca considerei meu pai perigoso, e sabia que ele era incapaz de magoar nossa familia. Mas não conseguia perdoa-lo pelos caminhos de vida que escolheu.
1 ano depois meu pai pai foi preso pelo homicídio de um dos maiores traficantes de droga de Goldcoast.
O segredo que carregava comigo desabou. Minha mãe desabou. Não podia acreditar que meu pai lhe mentia todos os dias sobre como ganhava o dinheiro que sustentava a familia. Entrou em negação e decidiu proteger-me a mim e meu irmão de tudo o que se passava mudando-se de novo para a Coreia, longe de toda a confusão em volta de meu pai. Tal como eu, ela nunca o conseguiu perdoar. Contei-lhe que já sabia do grande segredo do Sr. Kim, mas sempre tive esperança que ele mudasse. E partir desse dia meu pai está em prisão preventiva por homicidio.
Desde esse dia que minha mãe fugiu da Austrália, evitando pensar que seu marido era um assassino.
Mas meu pai é um assassino e um traficante, e eu o protegi durante 1 ano. Sempre acreditando que ele ainda fosse a tempo de deixar aquela vida para trás.
Mas não deixou. E agora minha familia vivia assombrada com seus atos. Eu vivia assombrada com seus atos.
E não quero que ninguém saiba disso. Eu não quero que Lisa saiba disso. Sei que neste momento estou morrendo enterrada em segredos, e a pessoa que mais mudou minha vida à um mês merece saber. Mas não agora. Isso podia mudar sua maneira de ser comigo é eu só… queria que continuasse tudo igual. Queria ter a ruiva na minha vida, e isso bastava. Meu passado obscuro podia esperar.
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(N/A) O que acharam dessa revelação de Jennie?
Sei que o capítulo tá pequeno, mas isso não é bem um capítulo, é mais um "recap" para vos por a par da história e juntar as peças do puzzle aos poucos... A história a sério já continua no prox capítulo... espero que estejam a gostar 💖
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Must be Love on the brain - Jenlisa
FanfictionLalisa Manoban é uma garota que em nada tem a vida facilitada. Um trabalho de merda, e um patrão pior ainda. Para ajudar à festa, seu pai é alcoólico e sua mãe fica gravemente doente. O que ela não esperava, era que no meio da escuridão, aparecesse...
