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i want you to know you are like my heart
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A confiança só habita corpo merecido. E eu sei que mereço tudo isso, porque não há outra alma que tenha fadado os episódios cheios de desolação que o meu, onde minha carne era cortada, facilmente acessada. Tudo sangrou. Tudo pulou pra fora.
Eu quase fiquei sem órgãos ou ossos.
Mas hoje tudo vai mudar.
No caldeirão que comprei, jogo o pedaço de torta, doce como Seulgi cruzrando olhares misteriosos, confiante, instigando o resto de meus sentidos num impulso elétrico sem contramão.
Haha, é engraçado como me sinto uma bruxa enfeitiçando um tolo camponês.
Adiciono o telefone que quebrei em mil pedaços, resultado do meu clamor que ninguém quis ouvir, redigir sã; uma alma melhor. Um chamado de desespero solitário. A polícia é uma merda.
Depois, acrescento um pequeno cadarço avermelhado de um dos tênis que comprei para Seulgi e seu rosto riscado numa linha de trem que finda num abismo sem volta. É onde meu coração caiu por muito tempo antes de criar asas maduras e afiadas.
Por fim, não menos importante, permitido que parte do que sempre amei seja derramado sobre tudo aquilo que me fez sentir alguma coisa. No caldeirão, jogo o ramo de lírio recém arrancado do jardim escondido na casa de vovó. Lírios que aprendi a amar depois que Seulgi me ensinou o que é o amor. Aprendi as partes feias e as partes bonitas. Mas, por alguma razão, o que permanece é o amargor de tê-lo aprendido da pior forma. E até os dias de hoje não posso dizer se foi pela minha ou pela alma errática dela.
Começo a misturar os ingredientes da minha nova e melhor receita de bolo.