Capítulo 32

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Camila Cabello P.O.V

Chegando no prédio onde moro, pego o elevador e subo diretamente para meu apertamento, que posso dizer que é meu, pois, comprei com o dinheiro que estagiei em outras empresas antes da dos Jauregui.

Já são quase 8:00 horas do dia, e não dou notícia a todos desde da tarde de ontem. Aposto que quando chegar eles iram me encher de perguntas e, como sempre, tirar opiniões precipitadas do que seja a causa da minha demora, o qual seria uma possível recaída.

Eu já até me acostumei, mas isso magoa, toda vez que acontece, parece que eles já esperam que isso irá acontecer qualquer dia. Mas o que eles não sabem e que eu encontrei a minha terapia, a minha anti recaída. Tal, que tem nome e sobrenome.

O elevador chegar em meu andar, desço dele, sigo até a porta do meu apartamento. Ficando ali por um tempo. Respiro fundo, pego a chave em meu bolso da frente e abro a porta lentamente, sei que todos já estão acordados me esperando, mas mesmo assim tenho cautela.

Entro e logo avisto meu pai e Sofia sentados no sofá e Dinah em pé andando de um lado para outra. Assim que passo pela porta ela foi a primeira a me ver.

— Camila!-Ela praticamente grita quando me ver e logo caminha rapidamente em minha direção e me abraça.

Será que toda vida será assim?

— Oi!- Retribuo o abraço. Olho por cima de seu ombro e vejo todos em pé parecendo aflitos, mas aposto que não e só pelo meu possível sumiço.

— Filha não faça isso, ficamos preocupados com você.-Papai diz enquanto caminhava até a mim.

Calma, Camila. Não se estresse, eles só querem seu bem. Não os magoe, não os magoe.-Repito tudo mentalmente varias vezes.

Esse foi um mantra que criei para mim,pois, é difícil toda vez que sai e demorar alguns minutos e já ser bombardeada com precipitações e perguntas chatas que magoam quando são ditas em meio a acusações. E tudo que eu não quero no momento é uma discussão com eles.

—Onde você estava, Chan?-Tento me separar dos braços de Dinah mas a mesma não me larga.

— Eu estava com uma pessoa.-Digo caminhando até eles com a Dinah grudada em mim.

— É uma mulher?-Dinah rapidamente se solta de mim. — Não me diga que você nos deixou aqui preocupados para passar a noite com uma prostituta Karla.-Seu tom de voz me magoou e me irritou ao mesmo tempo. Olho para Dinah e vejo que ela se arrepender, mas já foi. — Não, eu não quis dizer isso.-Tenta reformular, mas a merda já foi feita.

— Você está dizendo que eu não posso arrumar uma pessoa por contra própria?-Pergunto sinto meus olhos se encharcarem e um bolo se formar em minha garganta.

—Não, eu não quis dizer isso... Cam...-Ela tenta me tocar mais desvio balançando a cabeça em sinal de negação.

— Eu sempre soube que vocês não confiavam em mim, mas não sabia que era dessa proporção.-Digo decepcionada, ela começa a chorar e seus soluços aumentavam de proporção a cada segundo.

Vejo o desespero visível em seu rosto, mas antes que ela pudesse se explicar sinto um forte cheiro de rosas e aromatizantes, tal que é muito parecido com o da...

—Karla Camila Cabello Estrabão.-Estremeço inteira ao ouvir essa voz. Vejo ela vindo da cozinha e parando em minha frente.

—Oi!? Mamãe.-Olho para baixo e a vejo me olhando de cima a baixo, me avaliando. Odeio guando ela faz isso.

— Meu bebê cresceu!-Então desaba em um choro abafado em meu peito. A abraço forte a aconchegando mais em mim, olho para o papai pedindo ajuda, mas ele só deu de ombros.

— Mamãe!-Digo, mas ela nada falou só afundou mais ainda o rosto meu torço.

— Porque você fez isso Camila?

—Eu precisava mãe, você sabe o porquê.-Digo a olhando, ela tira o rosto do meu peito, limpas as lagrimas e assente.

—Sim, eu sei, mas custava me visitar?-Indaga, respiro fundo e percebo que ela esta certa.

Faz muito tempo desde que pisei em Miami, acho que uns 12 meses ou mais. E esse tempo foi o suficiente para acontecer muitas coisas, como arrumar um emprego, meu físico mudar completamente, meu distanciamento mais ainda do vício e encontrar a mulher mais linda e encantadora do mundo.

— Desculpa, mamãe.-Desvio meu olhar do seu me sentindo envergonhada e muito arrependida.

—Tudo bem bebê, eu te entendo, agora olha pra mamãe-Pede, a olho e vejo seu olhar materno e amoroso para mim, tal que senti muita falta. Eu estava com tanta saudade, independente de como é sufocante na maioria das vezes, eu a amo, afinal ela é minha mãe e cuidou de mim minha vida inteira e esteve do meu lado e acreditou em mim mesmo quando nem eu mesmo acreditava.-Você está tão grande, nem parece que a pouco tempo atrás eu que trocava suas fraudas.-E lá se vamos nos de novo.

— Já está bom, Sinuh. Você está esmagando a menina.-Meu pai reclama, mas isso fez com que mamãe me apertasse mais em seus braços.— Sinuh-Fala novamente e todos rimos, papai nunca soube esconder o ciume que sentia de mim, mas com as meninas com certeza são 100 vezes pior.

— Pronto! Seu chato! Pode nem abraçar mais a filha.-Ela resmunga cruzando os braços após sair do meu abraço.

— Desculpa, querida. Mas antes de você chegar a Camila estava quase confessando estar com alguém.-Olho para ele de boca aberta.

— Até você, papa?-Sussurro e ele dá de ombros. Olho para a mamãe e a vejo me olhar de um jeito desafiador.

Coço minha cabeça me sentindo intimidada por seu olhar.

—Que historia é essa, Karla?-Fodeu de vez.

—Olha mãe, eu conheci uma mulher e estou me relacionando com ela faz um tempo, e eu só não contei a senhora porque ainda não é nada serio.-Explico, mas ela não relaxa a sua expressão.

— Então pretender transformar em um relacionamento serio?-Pergunta.

—Sim, pretendo,claro, se ela aceitar, algum dia quem sabe-Respondo. Mas isso só a fez se intrigar mais com minha resposta.

—Bom, fico feliz que tenha achado alguém para você filha, mas diz para mamãe quem é?-Pedi com seus olhos sugestivos e se aproximando mais de mim.

—É minha chefe mãe-Respondo e vejo sua afeição mudar para surpresa.

—Sua chefe?-Ela pareceu confusa e antes que ela perguntasse mais o papai chegou me abraçando.

— Essa é minha filha,Lauren é uma linda mulher Camila, você tem um ótimo gosto para mulheres, igual ao seu pai.-Diz agora abraçando mamãe de lado que logo o esporrou. Péssimo erro papai.

—Não me compare aquela cobra da Keana Alejandro.-Esbraveja dando lhe uma tapa no braço.

—Desculpa amor, aquela menina é tão insignificante que já até tinha esquecido.-Tenta se redimir, mas a mamãe continuou emburrada.

Então eles começaram a discutir, só então vi ali a chance de dá no pé. Subi rapidamente para meu quarto, tomei um banho vestir uma roupa simples e desci novamente os encontra ainda lá embaixo, só que cada um, na sua.

— Gente, eu vou sair.-Aviso passando no meio deles que se alevantam no mesmo instante, menos o meu pai.

—A onde você vai?-Mamãe pergunta.

—Eu vou sair com a Lauren, tchau-Abro a porta antes que ela pergunte mais coisas.

—Use camisinha.-Escuto papai gritar antes que eu feche a porta e saia.

Suspiro aliviada assim que consigo passar pelo rau do prédio e rapidamente vou em direção a casa da Lauren, que nesse momento deve estar quase perdendo os cabelos com Noah.

CONTINUA>>>>>

Notas Finais

Chegueiiiii cambada de fofinhos..e ai gostaram do capitulo???...ele saiu meio pequeno mas acho que deu pro gasto né???

Aqueles Olhos[Revisada]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora