Minha noite ia de tranquila e agradável a turbulenta e confusa. Simon aparentava estar assustado como se devesse para alguém, olhando para todos os lados o tempo todo.
- Angie, eu... Cara. Eu tava incomodado e eu... Eu não sei por quê fiz isso... Eu... Olha...
- Martin! Porra! Respira! Fala de vagar.
- Eu... Eu queria tentar pegar a gravação da câmera de segurança do refeitório pra dar pra Nicolle do jornal fazer uma matéria sobre o que aconteceu... Mas...
- Mas?
Simon olhou para todos os lados novamente e abriu um arquivo Mp4 no notebook e tornou o visor para mim em quanto cuidava de todos os cantos.
A imagem era ruim, com estática e em incolor, mas o principal era visível. Steve entrava no refeitório já com o lanche em mãos ás 09:38, sentou-se e conversou com os dois caras que acompanhavam-lhe e abriu o pacote... Ás 09:39 ele começou a comer... Antes mesmo de chegar a 09:40 ele já estava no chão sem vida. Fransí minha testa sem entender ainda, entretanto, Simon fecha o vídeo e abre um segundo voltando a tela. A imagem aparecia cortada pelo limite da tela, sem sombra de dúvidas era a tríplice dos babacas azucrinando alguém... Alguém que lhe entrega um sanduíche embrulhado e algumas cédulas. Não é preciso ser um gênio para entender o quê aconteceu.
- Ca-ra-lho... Caralho! - Eu literalmente não conseguia falar outra coisa!
- Eu não consegui pegar a outra câmera pra ver quem era o dono do lanche, eu ouvi um barulho e ai umas lanternas, eu me joguei atrás da mesa e me escondi... Mas eu juro ter visto o cano de uma pistola na sombra da luz!
Eram tantas informações de uma única vez que eu não tinha nem palavras, compreendi o que acontecia, mas não entendia porquê alguém entraria armado em um colégio de noite e perseguiria o Martin. Respirei fundo e tentei pensar logicamente.
- O cara da lanterna, viu você?
- Não sei, porra. Ele me seguiu até aqui. Acho que sim!
- Calma! Calma. Esconde o notebook e... Porra. Dorme lá em casa hoje, amanha decidimos o que faremos.
Continua...
VOCÊ ESTÁ LENDO
Ainda sem Título
De TodoAinda sem título é uma hístória que eu escrevi no 2 ano do ensino médio durante a aula; carrega as viagens da mente de um adolecente estranho entediado.