Capitulo 3

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- Alonzo, pelo amor de Deus, não faça isso.- Diz Ariela, colocando-se novamente à frente de Henrique, que torna a colocá-la para trás.
- Saia de perto deste meliante, Ariela, não quero que o sangue desse ser repugnante te suje.- Diz Alonzo.
- Não vou permitir que mate o Henrique e empate a minha felicidade, largue essa arma agora.- Diz Ariela, caminhando bruscamente em direção à Alonzo e segurando seu punho.
- Saia ja daqui antes que te dê uma coça.- Diz Alonzo, empurrando Ariela no chão.
- Largue essa arma e lute como um homem de verdade, não tem vergonha em agredir a uma mulher?- Pergunta Henrique.
- Essa mulher é a minha irmã mais nova, no qual devo zelar por ela.- Diz Alonzo.
- Não está zelando por mim matando o homem que eu vou me casar.- Diz Ariela, tornando a se levantar e segurando novamente a mão de Alonzo.
- Você não aprende, não é Ariela? Só vai entender quando apanhar de verdade?- Indaga Alonzo.
- Você é que não quer entender que fazendo isso só vai me condenar a infelicidade para o resto da vida.- Diz Ariela.
- É isso que acontece quando as mulheres podem ler, só falam besteira, só fazem sandices, me solte!- Diz Alonzo, novamente jogando Ariela no chão.

Henrique aproveita a confusão para se esconder atrás da árvore e escala-lá, saindo da visão de Alonzo.

- Viu o que você fez? Me fez perder o vigarista.- Diz Alonzo furioso, ainda com a arma em mãos.
- Desista, Alonzo, você jamais encontrará o Henrique.- Diz Ariela.
- Sei que ele não foi muito longe, até suspeito aonde se escondeu.- Diz Alonzo, caminhando em direção a árvore, quando Henrique salta dela e se joga contra seu corpo, fazendo a arma rolar.

Enquanto Alonzo e Henrique trocam socos, Ariela consegue segurar a arma que ficou caída.

- Basta! Se separem, ou eu vou atirar.- Diz Ariela.
- Parem ja com isso!- Diz Ariela, dando um tiro para cima.

O tiro que deu Ariela, fez com que todos se assustassem, tanto os feitores quanto os escravos, que foram correndo procurar de onde vinha o barulho, incluindo Juliana e Hilária.

- Meu Deus! Senhor Alonzo matou o namorado de Ariela.- Diz Juliana, correndo para fora da casa.

- Que barulho foi esse?- Indaga Erasmo, ouvindo o barulho assim que todos chegamos a fazenda.

Quando todos se reúnem no local, encontramos Ariela com uma arma nas mãos e um monte de bananas que caíram sobre Henrique e Alonzo.

- Posso saber o que está acontecendo aqui?- Pergunta Erasmo, furioso.
- Encontrei o crápula do filho do general aos beijos com a Ariela.- Diz Alonzo.
- Henrique!- Diz o general.
- Vim até aqui para pedir a mão da Ariela em casamento, eu amo sua filha, Coronel Erasmo.- Diz Henrique.
- Perdão, dona marquesa... Lamento que aconteça esse desastre justo em sua chegada.- Diz Bernardo.
- Espero que se acostumem, sempre há brigas aqui na fazenda.- Diz Gabriel.
- Gabriel exagera, é que desde que nossa irmã conheceu o tal senhor Henrique, nossa casa virou um inferno.- Diz Bernardo.
- Com o tempo a senhora marquesa irá se acostumar com as pérolas desta família.- Diz Gabriel.
- Cale-se, Gabriel.- Sussurra Bernardo, apertando o braço do irmão.
- Espero que controle o seu filho, general Almeida, já falei que não estou de acordo com este casamento.- Diz Erasmo.
- Vamos embora agora mesmo, Henrique.- Diz Joaquim, irmão mais velho de Henrique.
- Por que eu nao posso casar com quem eu quero, papai? Eu amo o Henrique e mesmo que vocês não queiram, iremos ficar juntos.- Diz Ariela.
- Garota insolente! É sempre com a mesma cantaleta, não vai casar com o senhor Henrique porcaria nenhuma, venha!- Diz Erasmo, puxando a filha pelo braço.
- Vamos embora, Henrique... E não quero saber de você nem sequer dirigir a palavra a senhorita Ariela.- Diz o general.
- Por que eles não podem ficar juntos?- Pergunto curiosa.
- Senhor Henrique não é o  candidato certo a minha irmã, Olívia, um dia entenderá.- Diz Bernardo.

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