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7- Devoção

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Ele estava numa penumbra olhando para o vampiro de olhos azuis que o fuzilava com um ódio palpável. "Está pronto para me dizer onde Bonnie está?" Kai perguntou para Damon que se remexeu contra as cordas embebidas em verbena que o atavam. "Eu não sei onde ela está, e mesmo se eu soubesse não diria." Ele respondeu com sinceridade. Kai se levantou e serviu uma dose de uísque, voltou a se sentar encarando Damon e sorriu. "Quando Lily me contou que a Bon teve um filho meu, eu só conseguia pensar na sua cara." Ele riu mais ainda. Damon fez uma careta e seu olhar de ódio se tornou mais evidente. "Eu sempre saquei a sua paixonite por ela, mas as coisas ficaram difíceis para você não é? Quer dizer, a Bonnie nunca olharia para você, ela é a melhor e mais fiel amiga da Elena." O herege deu um gole na sua bebida e riu mais uma vez. "Suas chances foram para o espaço quando eu apareci." Ele disse com uma pontada de veneno na voz. Dessa vez foi Damon quem riu. "Claro, ela te ama tanto que te trancou no inferno para você morrer sozinho." Disse debochando.

Kai trincou o maxilar e apertou o copo na mão. "Ela estava chateada comigo, mas você e a maldita duplicata tinham que interferir, não é?" Ele acusou irritado. Bonnie parecia atordoada, confusa, e foi Damon o responsável pelo golpe que o desacordou. Depois disso, Bonnie foi arrastada para longe, ainda completamente entorpecida. "Elena e Caroline certamente sabem onde Bonnie e meu filho estão, talvez eu deva chegar até elas primeiro." Kai falou com um sorriso maligno que fez Damon estremecer.

Mais do que depressa os hereges pegaram Stefan também e iniciaram sessões sucessiva de tortura. Os irmãos Salvatore foram submetidos a banhos de verbena, feridas que demoravam a cicatrizar por causa da falta de alimentação. E tudo era enviado para Elena e Caroline que surtaram e começaram a pedir ajuda a Bonnie novamente.

A bruxa Bennett estava sentada em uma poltrona no quarto de Klaus, era o local mais quieto da casa, a alguns dias ela havia se "mudado" para lá, o híbrido paranoico não costumava dormir, então transferiu a ela a cama, e levou o berço de Thom sob muitos protestos de Hope que tinha o pequeno como um irmão. Thomas mamava raramente, mas Bonnie não tinha coragem de negar-lhe essa alegria, quando ela deu de mamar para ele pela primeira vez, foi a emoção mais forte que sentiu depois do parto, ela se perguntava como sua mãe se recusou a dar-lhe de mama quando criança, pois achava que iria estragar seu corpo?

Ter Thomas nos seus braços se alimentando avidamente de algo que apenas ela poderia lhe dar era sua maior alegria. "Perdão, eu não queria interromper." Klaus falou entrando no quarto. Ele não tinha o hábito de bater e Bonnie não se importava, afinal de contas o quarto era dele. "Tudo bem." Ela disse baixinho sem desviar do olhar do seu menino. "Ele ainda mama?" Klaus perguntou curioso mas não havia nenhuma recriminação em seu tom de voz, pelo contrário, ele parecia encantado. Bonnie o olhou e sorriu, ela pareceu refletir por um momento. "Quando ele completou  1 ano as pessoas diziam que eu deveria parar de amamentar, então eu acabei parando. Na mesma semana ele ficou internado por dois dias com infecção de ouvido e garganta. Eu nunca me senti tão culpada em toda minha vida. Voltei a amamenta-lo ainda no hospital e ele respondeu muito melhor ao tratamento. Então uma médica me disse que no dia em que ele soubesse que não era mais necessário, ele pararia." Bonnie falou com um sorriso. Klaus a contemplava com verdadeira adoração. Ela parecia uma deusa! "Agora ele procura bem menos, e eu já sinto que o tempo de parar está próximo." Ela falou acariciando os cabelos do pequeno. Sua voz transmitiu um pouco de melancolia e Klaus sentiu isso. "Você não gostaria que ele parasse?" Ele questionou ainda mais curioso. "Não é isso, mas a cada conquista dele, cada coisa nova que ele aprende, tudo é um sinal de que está crescendo." Ela disse voltando a encarar Klaus. "Eu pareço uma mãe mesquinha e egoísta, não é?" Falou fazendo uma careta. Klaus riu e se aproximou. Ele se abaixou na frente dela, ainda encantado com a beleza da cena. Ele se culpou por nunca ter visto Hayley amamentar Hope. "Não, você parece uma mãe como todas as outras, que acha que eles crescem rápido de mais." Ele disse baixinho para não incomodar o momento do pequeno. Os olhos de Bonnie encontraram os dele com carinho, mas ela percebeu que apesar da conversa relaxada, ele tinha algo importante para falar. "O que aconteceu?" Ela perguntou sentindo a pele formigar. "Nada que não possa esperar Thomas se alimentar." Ele disse tranquilizando-a. Bonnie concordou e voltou a relaxar, seus olhos encontraram as duas joias azuis do seu menino e ele sugou o leite da mãe com total satisfação. Klaus admirou Bonnie, ela tinha os cabelos presos em um coque improvisado. A alça de sua blusa estava abaixada revelando a beleza de seu seio direito, a pele lisa e brilhante parecia ser macia como todo o restante do corpo. A bela auréola escura de melanina se apresentava timidamente antes que os lábios de Thomas contornassem o mamilo. Dessa vez não era erótico, era muito mais do que isso. Era a imagem de uma deusa, Klaus desejou poder desenhar ou esculpir aquele belíssimo momento, assim ele guardaria para sempre a visão mais bela que Bonnie já lhe proporcionou.

A Rainha - KlonnieHistórias para pegar e não largar. Descubra agora