Cap 7

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Camila Cabello point of views


Depois que me mudei para Nova Iorque, meu tio me obrigava a fazer coisas que eu jamais faria se não fosse obrigada, eu e Sofia passamos por maus bocados.

Tivemos que aprender a nos defender, ja que na escola éramos as presas fáceis dos veteranos. Uma escola rodeado por drogas, armas e gangues.

Conheci Ally, e conhecer ela foi uma das melhores coisas, ela nos defendeu te tudo e todos, mesmo sendo a garota mais nerd e estranha da escola. Ela era protegida por seu rótulo de ser "A filha de Big Russ" ninguém chegava nela e nem mesmo a quem ela era próximo. Mas isso não durou muito ja que seu pai a mandou para Los Angeles para ter uma vida honesta e longe de toda aquele caos de gangues.

Nosso tio era dono de uma dessas gangues, mas diferente dos outros, ele não tinha um pingo de escrúpulos ou disciplina, vivia em brigas e consumia as drogas que vendia, o que era péssimo para os negócios.

Ele nos obrigava a levar encomendas e a empacotar as drogas, acho que ele se esqueceu que eu e Sofia eramos apenas crianças.

Sofia o odiava, um dia tentou o matar com a própria arma dele, mas acabou atirando na parede ja que nunca tinha pego em uma, eles brigavam sempre, mas dessa vez, se Sofia não fugisse, ele a mataria, então ela foi embora de casa. Ja tinha se passado 3 anos desde isso tudo com os meus pais. Sofia ja estava grande e não quis ajuda, apenas sumiu.

Depois de um tempo descobri que ela havia entrado para uma gangue, os "la noches" era uma das gangues que mais odiava Felix, Sofia tentou fazer com que eu fosse pra la com ela, ela havia se perdido, e eu tentei ajuda-la, mas nada que eu fizesse mudava a cabeça dela.

Flashback on

Novembro de 2006

- Camila corre! - Felix falava para Camila sair da casa. Os tiros do lado de fora ficavam cada vez mais próximos.

Felix havia matado um homem que tentou o apagar em uma noite de bar, ele só não esperava que o homem que ele matou, era um policial condecorado aposentado. E o bairro até então restrito para polícia, ouviu o barulho de todas as sirenes existes de Nova Iorque, todos no mesmo intuito, "matar o filha da puta que matou o tenente".

- Você não pode ficar aqui, vamos embora! - Camila falava enquanto gesticulava com a mão.

- Essa briga é minha mija, esses hijos de puta nunca vão me deixar em paz até me verem a sete palmos do chão. - O homem falava com os olhos cheios de lágrimas - Sabe, eu nunca pensei que tentaria proteger alguém além de mim, mas eu te amo mija, como minha filha, e vou te proteger, me desculpa por tudo que fiz a você e a sua irmã, te amo Camila!

Assim que um tiro se fez próximo da porta da casa, Camila soube que quem tentava invadir matou o último segurança de Felix, e sem pensar duas vezes Camila saiu em disparada para seu quarto. E assim que o fechou, escutou seu tio.

- HIJOS DE PUTA - foi a última coisa que Felix conseguiu pronunciar antes da sequência de tiros que ecoou na casa.

Camila soube que seu tio não ia sair vivo. A garota pulou a janela de seu quarto indo para a escada de emergência do prédio do lado de fora. Assim que desceu todos os degraus fitando a rua repleta de policiais Camila correu, nem se quer olhava para trás, as lágrimas escorriam por todo o seu rosto, mas a mulher só foi parar de correr quando chegou na frente daquela casa. A casa que seu tio a enviou para entregar algo quando mais nova, a casa de MGK.

Camila não fazia ideia do porquê teria ido para lá, mas estava ali, com o rosto cheio de lágrimas. Assim que os guardas a viram, apontaram a arma para a mulher que estava parada diante da tal casa, e antes de atirar, o homem que sempre estava ao lado do chefão saiu da casa, colocando a mão sobe o cano das metralhadoras de seus capangas e abaixando-as. O homem seguiu até o encontro de Camila, e para sua surpresa o homem desfez sua pose de cara ruim e a deu um abraço, o abraço que fez Camila desmanchar.

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