Cheguei no hospital e fui atendida, me disseram que a bala pegou apenas de raspão.
-Majestade, com sua licença, lamento incomoda-la mas a polícia deseja ve-la.
-Claro deixo-os entrar. - A enfermeira estava saindo quando me dei conta. - Perdão você disse Majestade?
Mas ela não parece ter me ouvido, apenas se retirou e deu passagem ao policial que entrava acompanhado de muitos outros.
-Ela disse majestade? - A pergunta não queria calar em mim. - Onde estão meus pais? Eles estão bem?
-Alteza, se acalme. Lamentamos mas seus pais foram mortos durante o assalto.
-Não... - Disse em um sussurro.
-Sentimos muito. Mas precisamos saber o que aconteceu. A maior parte das testemunhas se foram no ocorrido. As poucas que restaram estão sendo ouvidas.
-Se foram? Todos se foram? - As lagrimas formaram em meus olhos e não podia dete-las.
-Nem todos Majestade. Sei que deve estar sofrendo com a perda do rei e da rainha mas precisamos saber do que a senhorita se lembra.
Respirei fundo. Pisquei varias vezes na vã tentativa de afastar as lagrimas.
-Havíamos chegado a pouco tempo e nós preparavamos para pedir, e então chegaram dois homens um deles chamou o outro pelo nome que eu não sei lembro. Então me pai me disse para correr - Nesse momento as lagrimas passaram a vir acompanhadas de soluços. - Ele... Ele disse que a porta que estava perto era a da cozinha e por ela havia outra que dava para uma saída. Então eu corri. Ouvi os disparos mas meu pai me dissera para não parar de correr. Eles... Eles se foram?! Devia ter ficado, estava tão assustada.
-Sua Majestade fez bem em correr o que seria de Lisarb se estivesse morta?
-E como chegou até aqui majestade?
-Maxwell Alvo me trouxe.
-E como ele te encontrou?
-Espere um minuto ele não estava lá também?
-Sim, meus pais queriam ir embora por isso mas eu queria... Queria comemorar como uma garota normal... O jovem Alvo deve ter escapado. Eu corri o máximo que pude mas não sei até onde cheguei... Eu parei em uma praça não aguentava correr e então chegou um carro. O carro dele e ele disse que me ajudaria.
-Certo. Deixaremos que descanse. Com sua licença Majestade.
Os polícias sairam e logo um médico entrou.
-Vossa Majestade, lamento sua perda. Não precisa se preocupar estou te dando alto, para sua sorte não foi nada grave. Pode voltar e assumir o trono. Assim que se sentir pronta pode sair do quarto e os polícias a escoltaram - Ele se retirou.
Não esperei eu queria sair. Queria que tudo fosse apenas um pesadelo.
-Majestade. Vamos acompanha-la.
Vi Max no fim do corredor. Decidi que não importava precisava falar com ele.
-Se não se importam Maxwell pode me acompanhar.
-Como quiser Majestade.
-Emilly? - Max me chamou quando estavamos em uma distância segura.
-Eles se foram.
-Eu sinto muito meu amor, estou aqui com você, vai ficar tudo bem. Não vou deixar que te machuquem.
-Não quero voltar. Não quero ser rainha Max.
-E não precisa.
-Tem certeza? Sabe o que isso significa?
-Eu te amo Emy e no vou perde-la.
-Vai ser acusado por ter sido o ultimo a ser visto comigo.
-Eu não me importo. Enquanto você estiver comigo não ha nada que eu não possa enfrentar.
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Destino Traçado
SpiritualDezesseis anos e uma sentença de morte. Era assim que eu via mais esse problema, meus pais me dizem para olhar a oportunidade e o lado bom de tudo. Mas não tem lado bom, não dessa vez... Eu precisava aprender, aprender a confiar mais. Me disseram qu...