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31 de Dezembro de 2018

Eu e Gabi acordamos 9h, nos arrumamos, colocamos biquíni e descemos pro restaurante do hotel para tomarmos café da manhã.

— Bom dia pretinhos lindos! – Falei me sentando a mesa e Gabi fez o mesmo. Tomamos café da manhã rindo e conversando muito porque os meninos não deixavam barato mesmo, zoavam todo mundo. Depois de comermos muito, fomos pra área da piscina curtir um pouco e eu aproveitei o sol pra tomar um bronze.

— Vamos pular na piscina Wilson! – Rodrigo gritou já pulando.

— Se você se machucar, eu vou rir da sua cara – Gabi gritou pro boy

— Ai pq vocês dois não se acertam logo? – Kênia perguntou a Gabi.

— Quando ele me pedir em namoro direito! Pq eu não aguento ser destratada! – Gabriela fez um drama.

— Queria eu estar sendo destratada assim! – Kêkê respondeu e nós rimos.

— Transa mata ou casa! Bora?! – disse sugestiva.

— Bora!!

— Bora!! Eu começo! – Kênia disse animada. — Transa, casa ou mata... Trey Songz, Will Smith e Meu irmão.

— Eu mato o Will, transo com o Trey e caso com o seu irmão! – respondi.

— Tu mataria o Tio Will? Que crime! – Gabi se exaltou.

Após brincarmos muito na piscina e irmos
almoçar foi geral dormir nos quartos e eu fui fazer a minha oração ao último por do sol do ano. Me sentei no gramado em frente ao mar e vi ele ali, grandão e vermelho. Fechei meus olhos e mentalizei tudo o que eu realizei até aqui, até que fui interrompida dos meus devaneios.

— Atrapalho, cindy?

Era ele, ele sempre aparece com essa voz irreconhecível.

— Que isso, pirata! Senta aí! – dou espaço pra ele sentar ao meu lado e continuo a olhar o sol.

— Hoje é o melhor dia do ano pra se ver o pôr do sol.

— É mesmo? Porque?

— Porque parece que ele fica mais bonito,  minha mãe sempre diz que "O por do sol é o melhor mensageiro de Deus."

—Sábia ela! E está muito certa, amo fazer minhas rezas olhando pro sol.

— Pediu alguma coisa de especial? – Ele falava sem me olhar, estava vidrado no sol.

— Até agora o mesmo de sempre... saúde pra mim e minha família, sucesso, boas realizações, paz...

— E amor? Não pediu? – nessa hora ele
me olhou.

— Amor? Eu morro de medo do amor, pirata. – mantive o contato visual com ele.

— Logo você, uma princesa da Disney? Não sonha de dar o "beijo de amor verdadeiro"?

— Que beijo o que garoto...

— Não seria super romântico o nosso beijo rolar agora, já que você só me enrola? – ele olhou fixamente para minha boca e eu ri.

— Seria, pirata... seria!

— Isso é a minha deixa? Porque eu vou amar te beijar agora, nega – e eu sorri

Iago chegou bem perto de mim e colocou a mão em minha nuca e olhou fixo em meus olhos, eu alternei o olhar entre seus olhos e sua boca, minha respiração e a dele já eram uma só. Fechei os olhos e senti seus lábios nos meus, era um beijo calmo, tranquilo e eu nem esperava isso do cafajeste do Iago. Mas a mão dele passeava por toda a minha nuca e eu me virei de frente pra ele, que aproveitou e acariciava minha coxa com voracidade e cautela. Terminamos o beijo por falta de ar e mesmo assim minha boca pedia a sua.

— Pirat...

— Shiu! Não fala nada, preta! – ele me deu mais um beijo.

Ficamos conversando até que surgiu um assunto que eu não dominava.

— Eu sou péssima em qualquer esporte, é sério. – falei rindo.

— Não admito que você, que deu uns beijos num jogar de basquete fique aí moscando. – ele levantou e estendeu a mão pra mim.

— Bora? – falou com a mão  em minha frente.

— Pra onde?

— Pra quadra, uai!

Ele me levou até a quadra do hotel e pegou uma bola de basquete que estava no cantinho.

— Vem, eu te ensino! – Ele me deu a bola e se posicionou atrás de mim, abraçou meus braços e segurou a minha mão com a bola, levantou a mesma em direção a cesta e arremessou. E acreditem... Foi cesta!

— AAA NÃO ACREDITO! – gritei e dei pulinhos

— Bora, me marca agora. – Ele pegou a bola e quicou algumas vezes no chão, e eu fui pra cima dele mas não conseguia nada, pulava nas costas dele, tentava pegar a bola de qualquer jeito.

— Facilita, pirata! – Eu disse em meio a risos e ele se esquivava e ria da minha cara, até e eu conseguir pegar a bola, e ele me pegar no colo e me girar no ar. Depois de tentarmos jogar alguma coisa sentamos no chão e conversamos mais sobre nossas vidas e ele sempre me roubava uns beijos. Iago me contou que seu pai morreu quando tinha 13 anos então sua mãe o criou sozinho. Ele é de Madureira e treinava na CUFA desde garotinho, foi lá que se apaixonou por basquete e com 17 anos entrou como base nos Piratas e mudou a vida da sua mãe. Comprou uma casa própria em Madureira pra ela, um apartamento na Barra pra ele e um carro também.

— Está na hora de irmos no arrumar, o sol até já se pôs. – dei mais um selinho rápido nele.

— Ok, vamos lá. – Iago se levantou e me levantou também e fomos em direção ao nosso quarto de braços dados e trocando alguns beijos no meio do caminho.

Confesso que ele me surpreendeu, eu não esperava que Iago Lopes fosse um homão da porra.

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Saiu o beijo! Amém!!
Gostaram do cap, cheirinhos??

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