3 - O caso 362!

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Lara parou na entrada da oficina e vê de longe o mecânico que levanta a mão sorrindo e é correspondido, coloca as mãos dentro de sua jaqueta e espera o homem caminhar até ela, sua barba por fazer e olhos caídos mostravam o cançado de ter começado cedo.

—Sua moto está lá atrás, coloquei o rastreador que pediu e consegui ajustar seu banco para o pedido que fez! - ela sorri de lado e apanha a chave.

—Obrigada! - sua voz mostra a felicidade por finalmente ter sua companheira de volta.

Rapidamente vai para o local indicado, avista o pneu de sua moto e puxa a capa mostrando a paixão de sua vida, que graças a Hally se apaixonou por motos e a velocidade que elas proporcionam, mas essa era diferente, ela a chamava de Juliet. Passou a mão no metal personalizado, tinta preta anti chamas, pneus revestidos e estofado feitos especialmente pelas empresas Hunters e desenvolvidos pela amiga que pensou em tudo quando mandou fazer peça por peça para o que Lara necessitava.

Segurou o guidão forte e a empurrou tirando dali, caminhou por algum tempo até voltar para a frente da oficina, montou e apanhou o capacete que o senhor havia deixado pendurado, sorriu ao abaixar a viseira e se sentiu em casa quando ouviu ela ser ligada por inteira e tremer abaixo dela, uma sensação que só quem pilota poderia saber.

Então acelerou e não pensou duas vezes antes de passar alguns semáforos amarelos, mas seu caminho era até o local onde Hally e ela se escondiam para trabalharem sem a mídia em cima. Sua velocidade atingiu 200km/h e sorriu que a estrada estava deserta, não queria ter que diminuir.

Após dez minutos parou a frente de uma casa entre as divisões de duas cidades perto de São Paulo, tirou o capacete e guardou a moto na garagem. Abriu a porta do local que levava para dentro da casa e viu as paredes serem ligas com linhas pretas que percorreram todo corredor por onde ela caminhou.

—Seja bem vinda, Lara! - a voz feminina do software ecoa pela casa fazendo a loira sorrir.

—O que achou do cara, Kate? - adentra a sala vendo a mesa ao centro ser ligada com sua aproximação, coloca seu capacete na estante onde há outros treze capacetes que se conectam ao sistema e se vira para o holograma que surgiu acima da mesa.O programa mostrava um homem de porte grande, cabelos longos em um rabo de cavalo, barba grossa, e vestia uniforme militar.

—Álvaro White, tem vinte e sete anos... - anotou mentalmente, pois era a mesma idade dela e de Hally. —Um metro e noventa, e peso não divulgado... - a loira da risada. —Acho que ele se acha gordo, senhorita! - a voz comenta fazendo a advogada cair novamente na risada.

—Estou tendo a mesma impressão, Kate! - comenta e se volta para as informações que surgiam enquanto o holograma girava no próprio eixo.

— E serviu nas forças armadas Norueguesas! - as informações param por ali e a mulher fica incomodada.

—Só isso?! - o holograma some confirmando sua dúvida. —Mais nada Kate? Nem a data de nascimento?! - então todas as pesquisas feitas pelo software surgem a mesa e Lara se aproxima analisando a foto do prontuário do homem com as exatas informações.

—Sua última aparição foi a dois anos! - uma foto borrada surge mostrando o homem conversando com uma mulher negra, bem mais baixa e seu olhar mostrava obediência total, seus músculos estavam a mercê do olhar da pessoa com quem conversava deixando-a intrigada, pois só havia visto esse tipo de obediência em um dos casos mais difícies que defendeu.

Um caso onde uma menina de dez anos sofreu com lavagem cerebral, e sua obediência se derivava do tom de voz da pessoa, quem carregava a voz poderia comandar a pessoa a fazer o que desejasse, e caso fosse contra, o cérebro sofria um colapso deixando a pessoa imóvel de dor, até que respondesse ao seu comandante e seu corpo voltava ao normal.

Sr. White por engano (ou não) - Livro IIOnde histórias criam vida. Descubra agora