Desde que a mãe, tia e irmã vieram oferecer boas vindas Nicole parecia que a qualquer momento passaria mal no meio do aeroporto. Eu já tinha presenciado muito dessa expressão aterrorizada nas minhas irmãs quando se meteram numa confusão (Rosely) ou não sabem como agir em determinadas situações (Marina).
Cadê o acolhimento afetuoso e hospitaleiro?
Satisfação pela sua chegada?
Notei que nem se esforçaram em manter aquele dialogo simples. Estavam interessados e focados demais apenas na minha presença depois que descobriram quem eu sou, o meu sobrenome.
A alta sociedade me ensinou a identificar pessoas que dão mais valor a uma conta bancaria do que o caráter do sujeito. Eu sinto cheiro de interesseiras vindo de longe.
Recordo de alguém ter comentado que Nic não se dava bem com os pais. E quase sempre quando resolvia atender as ligações que recebia dava em discussão. Ela também nunca foi de mencionar a sua família, praticamente foi adotada pela minha como uma filha postiça da Dona Laura que tinha um enorme carinho pelas amigas das filhas.
A verdade é que mesmo há conhecendo alguns anos eu não sabia praticamente nada a respeito de Nicole Dantas a não ser o básico. Mudou para cá para terminar o curso, se tornou professora de dança, uma grande amiga da minha irmã caçula e é a melhor amiga de Cherry, com quem me relacionei no passado.
No período que eu e Cherry estávamos meio que envolvidos a maior parte do motivo era para provocar o seu atual marido. Ela era uma loira fenomenal, uma dos meus tipos preferidos de mulher. Provocante.
Sendo sincero não tenho realmente um tipo certo por que amo a diversidade feminina. Sejam loiras, morenas, ruivas ou coloridas. Baixinhas, altas, magras, cheinhas. Ganhando minha atenção era na certa que iria caçar.
— O seu pai está esperando no carro. Você sabe o quanto odeia demoras. — sua mãe avisa enganchando o braço no meu para que a seguisse para fora do aeroporto. — Dereck trabalha em que ramo mesmo? — perguntou.
Eu ajeito a mala para facilitar o acesso às duas mulheres. Nic ao se aproximar resolveu pegar a dela vendo que estaria ocupado com as nossas duas malas.
— Arquitetura. — respondi observando Nic que vinha segurando na minha mão do meu outro lado revirar os olhos.
— É o dono ou trabalha para algum escritório?
— Eu e um amigo decidimos abrir nosso próprio escritório de arquitetura.
— Sócios?
— Sim.
— Então é um dos donos da empresa. Uh, que interessante. — disse à mulher que se apresentou como Tia Judith. — Não quis seguir a mesma carreira do seu pai?
— Não. — é apenas minha única resposta.
— Mas é o único filho homem.
— E daí? — Nicole se manifesta nitidamente irritada com essa entrevista. — Dereck pode ser o único filho homem, mas não será o único filho.
— Nicole não é para tanto. Seja menos agressiva. Titia não quis saber por mal, apenas curiosidade genuína. — disse Amanda e não gostei de ver Nic se encolhendo com a repreensão desnecessária.
— Nicole está certa. — dou um aperto firme na sua mão e sorrio. — Tenho duas irmãs capacitadas e competentes para assumir a empresa. Esse cargo sempre foi delas. Não me oponho. Minha participação não é necessária. — eu disse.
É desconfortável quando o assunto principal se torna minha família. Construí minha carreira com muito suor para não ter que ficar na sombra do meu pai. Admito que o sobrenome Lyndrax mesmo não aceitando o seu poder influente abriu algumas portas e facilitou, não estou querendo ser mal agradecido, mas ainda me mantive na luta ocultando esse detalhe com Alexander para chegarmos aonde chegamos hoje como uma das melhores empresas de arquitetura ganhando mérito, prestigio e prêmios.
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Uma Nova Chance
RomanceNicole Dantas ainda acredita no amor mesmo depois de ser traída por seu noivo e sua irmã quando faltava apenas uma semana para seu casamento. O que Nic não acredita mais é que o amor foi feito para ela que sofreu essa grande decepção e que ultimamen...
