Capítulo 10 - DERECK

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Abrir A&D ARCHITECTURE do nada sem tanta experiência não foi uma tarefa fácil, principalmente se tratando de dois jovens recém-formados. Algo que eu e Alex tínhamos em comum era o fato de que queríamos ser nossos próprios chefes depois de passar por estágios de merda onde o chefe idiota ao acabar um projeto feito por uma equipe recebia os agradecimentos como se tivesse feito aquele trabalho sozinho, nunca dando o merecido mérito para os funcionários corretamente.

Sempre fizemos questão de valorizar o trabalho da equipe que trabalham com a gente, e não para a gente. E quando a nossa empresa decolou e conseguiu se estabelecer no mercado como uma das completas e melhores começando a gerar dinheiro Alex veio com uma proposta de selecionarmos instituições que estão se deteriorando. Ajudaríamos a reerguê-la reformando sem cobrar nada.

Partiu dele que viveu parte da vida em orfanatos e não tendo condições de pagar cursos aproveitou para participar de instituições que ofereciam aulas gratuitas estimulando a educação.

O plano original iniciou comigo e Alex assumindo, mas com o passar do tempo e agendas lotadas se ocorresse de caso estivéssemos envolvidos num projeto alguém de confiança assumia, sempre sobre nossa supervisão para saber o andamento.

Foi assim que um conhecido do meu sócio entrou em contato e relatou sobre um centro juvenil que cuida de crianças e adolescentes que no momento estava com condições precárias. O local se mantinha em pé com ajuda de voluntários, mas nos último ano com o desemprego em alta e a queda da economia o governo decidiu que colocaria a venda caso não arrumassem investidores.

Talon, esse conhecido garantiu o local para que não fosse vendido para um comprador que queria transformar o centro numa concessionária. Sem capital suficiente pelo alto valor que custou procurava um meio para salva-lo por completo e recordou dos imóveis que reformamos ou construímos sem intuído de garantir fama, apenas ajudar o próximo, mas acabou ganhando reconhecimento da mídia por causa de uma matéria no telejornal.

Após ler o relatório de pesquisa que nos foi enviado entramos em acordo e abrimos uma exceção aceitando. Inclusive Senhor Lyndrax confirmou que seria um dos investidores. Alex comentou desse projeto para Rose que foi lá abrir aquela boca grande para Marina que chegou aos ouvidos de Amber e terminou no nosso pai de coração mole que nunca recusa nenhum pedido vindo das filhas.

— A reunião está marcada para as nove e meia, senhor Lyndrax. — confirmou minha secretária que imediatamente ligou para saber da reserva do hotel que me hospedaria que não foi confirmada.

Ela entrou em pânico quando soube que foi cancelada. Havia até mesmo esquecido de avisar. A mulher tinha pavor de falar com o Alexandre, que andava estressado com um dos clientes. Estava preocupada que tivesse cometido um erro na reserva e seu chefe tivesse desaparecido perdendo assim o emprego. Expliquei que houve um contratempo e que estaria hospedado na casa de um amigo.

— Certo, qualquer mudança ou problema que apareça não hesite em me informar. Minha permanência não demorará. — encerrando a chamada eu desconecto o celular do carro alugado quando chego ao meu destino.

A inspeção era para avaliar como se encontra o centro juvenil e o que seria feito se derrubaríamos para começar do zero ou uma reforma. Afinal, o processo leva certo tempo para ser executado e demanda energia que quem está construindo. Nada mais natural do que planejar bem cada passo desta empreitada.

Neste caso sendo um imóvel existente vou analisar estado da construção, possíveis custo das alterações necessárias, a facilidade ou a possibilidade de se chegar ao resultado pretendido para escolher a melhor opção.

— Senhor Lyndrax. — um homem loiro próximo da minha altura que parecia familiar de algum modo veio me receber quando fechei a porta do carro e ofereceu a mão. — Sou Talon Orion, nos falamos por telefone.

Uma Nova ChanceHistórias para pegar e não largar. Descubra agora