Capítulo 11

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Josh Beauchamp.


Hoje está sendo um bom dia, o que eu considero um ótimo dia. Há muito tempo eu não acordava bem, sem sentir essa tristeza enorme que eu sinto todos os dias, e hoje eu acordei assim. Já havia se passado metade do dia e ainda me sentia bem, acho que isso é um recorde.

Simon nos deu uma semana de folga das atividades do grupo. Apesar de termos que ficar em Los Angeles, ainda assim era um alívio. Estamos trabalhando muito para voltarmos aos shows e viagens, então ele decidiu que era hora de descansarmos.

— O que acham de irmos tomar um sorvete? — Joalin perguntou atraindo a atenção de todos, e logo houve uma explosão de diversão em todos.

— Eu topo! — falei imediatamente e recebi alguns olhares curiosos. Geralmente, eu sou o único que não quer sair, mas hoje estou a fim de me divertir.

— Ótimo! Nos encontramos aqui mesmo daqui vinte minutos, sem mais nem menos. — Joalin voltou a falar e todo mundo correu para seus respectivos quartos. Eu fiz o mesmo.

Fui direto para o banheiro tomar um banho, o que provavelmente deixou Krystian bravo. Ele odiava ser o último, mas agora ele vai ter que esperar.

[...]

Já estávamos todos nós na sorveteria próxima ao hotel. Tivemos que juntar quatro mesas para sentarmos todos juntos, o importante é que deu certo.

Eu estava tomando o segundo milkshake de morango, assim com o resto do grupo que também estavam no segundo sorvete cada. O dia em Los Angeles estava quente, e essa era nossa maneira de nos refrescarmos.

— O seu milkshake parece estar muito bom. — Any falou ao meu lado e eu olhei para ela rindo.

— Você quer um pouco? — ofereci o copo e ela aceitou. O problema é que ela pegou o copo e saiu andando, deixando o pote do sorvete dela em cima da minha mesa.

— Gabrielly! Eu vou te matar! — gritei fazendo todos rirem e corri atrás de Any, que já estava fora da sorveteria.

Ela estava escondida atrás de um carro, mas fingi que não a vi. Olhei para os dois lados para disfarçar e comecei a andar ao lado contrário de onde ela estava, mas então parei e virei para trás, olhando diretamente para onde ela estava. Escutei-a dando um grito e comecei a rir, correndo até ela.

— Te achei! — falei assim que cheguei próximo a ela. 

Ela tentou correr, mas eu a segurei pelos braços e a levantei. Ela ria e balançava as pernas tentando se soltar, era a coisa mais engraçada que já vi em toda minha vida. Voltei para a calçada e a coloquei no chão, encostada na parede.

— Já pode devolver, né? — perguntei ficando bem próximo dela. Estávamos tão próximos que pude sentir o cheiro de seu perfume.

— É só pegar. — ela respondeu escondendo o copo atrás de si.

Ri com aquilo. Parecíamos crianças.

Estiquei meu braço e alcancei o copo, porém antes de eu o pegar, Any o soltou, deixando todo o líquido cair no chão. Meu braço estava em sua cintura agora, e nenhum dos dois se moveu. Eu estava olhando em seus olhos e ela fazia o mesmo. Um arrepio subiu por todo meu corpo, e ela aparentemente percebeu, pois soltou um sorriso ingênuo.

— Josh... — ela começou a dizer, e eu cheguei mais perto, acabando com todo o espaço que tinha antes.

Não sei o que está acontecendo. Eu não conseguia tirar minha mão da cintura dela, ou não queria. Ela também não deu nenhum sinal de que queria se afastar.

— O que os dois estão aprontando?



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