Amor é uma tempestade de verão.
É aquela chuva que cai no fim da tarde em dezembro.
Ele chega sem avisar, e toma o céu com suas nuvens carregadas de emoções, que caem em pingos grandes e inundam nosso corações da forma mais profunda.
Mas o amor também pode ser o sol depois da chuva. É aquele raio luminoso que sai do meio das nuvens negras, e põe cor nos, até então, tons escuros do dia a dia.
O amor é a brisa quente e úmida que beija a nossa pele com suavidade, é o cheiro suave de grama molhada, que acalma e conforta.
Mas também pode ser o som dos passarinhos voando entre as árvores, o farfalhar das folhas sob os pés, que nos colocam um sorriso bobo nos lábios...
E acima de tudo, o amor é uma gota de água numa pétala de flor.
Pois é simples.
O amor não está nas grandes coisas.
E o amor é um dente de leão, se não cuidado.
Como essa pequena flor, vai embora com o vento, da mesma forma que chegou, espalhando pelo ar e viajando para longe.
Esse vento traiçoeiro....
Que traz as nuvens de chuva, move as folhas na copa das árvores, agita os pássaros e pode até, levar o que chegou em um instante.
É, o amor é vento, vento que sopra, e que se não percebido, vai embora, e deixa apenas lembrança, lembrança de chuva, de folha e de flor.
Uma flor que um dia esteve em suas mãos, mas que agora se desfaz, e voa para longe nas tênues curvas do mesmo vento...
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Sentimentalismos.
Poesia"Sentimentalismos." Até soa como livro chique. Livro renomado de autor famoso, mas é só isso, apenas palavras, apenas poesias, apenas eu aqui, aspirante a poeta, falando com sinceridade sobre sentimentos. Afinal, viver é isso, ser humano é isso, é s...
