Naturalmente amor...

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Amor é uma tempestade de verão.
É aquela chuva que cai no fim da tarde em dezembro.

Ele chega sem avisar, e toma o céu com suas nuvens carregadas de emoções, que caem em pingos grandes e inundam nosso corações da forma mais profunda.

Mas o amor também pode ser o sol depois da chuva. É aquele raio luminoso que sai do meio das nuvens negras, e põe cor nos, até então, tons escuros do dia a dia.

O amor é a brisa quente e úmida que beija a nossa pele com suavidade, é o cheiro suave de grama molhada, que acalma e conforta.

Mas também pode ser o som dos passarinhos voando entre as árvores, o farfalhar das folhas sob os pés, que nos colocam um sorriso bobo nos lábios...

E acima de tudo, o amor é uma gota de água numa pétala de flor.
Pois é simples.
O amor não está nas grandes coisas.

E o amor é um dente de leão, se não cuidado.
Como essa pequena flor, vai embora com o vento, da mesma forma que chegou, espalhando pelo ar e viajando para longe.

Esse vento traiçoeiro....
Que traz as nuvens de chuva, move as folhas na copa das árvores, agita os pássaros e pode até, levar o que chegou em um instante.

É, o amor é vento, vento que sopra, e que se não percebido, vai embora, e deixa apenas lembrança, lembrança de chuva, de folha e de flor.

Uma flor que um dia esteve em suas mãos, mas que agora se desfaz, e voa para longe nas tênues curvas do mesmo vento...

Sentimentalismos.Onde histórias criam vida. Descubra agora