Angela Brum; on
Ao ouvir aquelas palavras prefiri ficar em silêncio.
Enquanto isso o carro já estava lá fora. Saímos e fomos em direção a ele. Antes de entrar olhei para trás. E vi, pela última vez, a casa onde cresci. Uma casa linda. Ela era um sobrado, em um tom azul céu que meu pai tinha pintado quando eu fiz quatro anos. E seu telhado era branco como uma nuvem. Ela tinha um quintal enorme, que por várias vezes, marcou o meu joelho. Quem olhava devia imaginar que a família que morasse naquela casa era a mais feliz do mundo. Mas infelizmente era realmente, só imaginação.
Entrei no carro em silêncio, e sai dele do mesmo jeito, silenciada. Foi um dos momentos mais difíceis pra mim.
Entendi como o silêncio me dava aos nervos e o como ele era assustador. Pois no silêncio é difícil lidar com as coisas. Pois, sabe? Meio que tudo fica evidente. E era como se... eu não fosse resiliente.
Durante toda aquela trajetória. Eu pude observar meu passado indo embora. Junto com aquela casa que agora não era mas a minha. Durante toda a trajetória, observei a estrada. Até chegar ao aeroporto. Meus pensamentos se desforcaram quando eu observei a faxada do lugar que iria mudar a minha vida. Talvez mudaria para sempre.
---- Filho, você pode sair primeiro e ir pegando as malas na traseira do carro? Eu vou pagar o taxista ----Minha mãe o pediu suavemente.
Meu irmão como sempre a obedeceu. Assim tive a opotunidade de sair logo do carro e ir caminhando até a entrada do aeroporto.
Mas então, o que no fundo eu esperava que acontecesse, aconteceu.
Madisson Brum; on
Quando percebi que Noah tinha chegado da escola fui até ele para falar sobre como tentaria mudar daquele dia pra frente. Eu tentaria, por mas que meus filhos ainda não tivessem fé em mim.
O vi sentado no sofá da sala com seu celular e fui até ele para iniciar a conversa que eu queria tanto ter.
---- Precisamos conversar filho.
Ele me olhou de um jeito meio descontraido. Mas aos poucos foi se conscientizando, e percebendo qual era o assunto da conversa. Parecia não estar afim de conversar, mas era eu quem estava puxando o assunto. Eu sabia que ele não negaria.
---- Sobre como as coisas estão indo fora do controle com Angela. ---- continuei falando ---- Quero mudar nossa situação.
---- Sei, mãe você não conhece a Angela.
Nossa... Eu não sei se ele estava realmente certo. Sabe? Eu tinha meus instintos de mãe.
---- Ela não se importa de ferir sentimentos, pelo menos é o que eu acho. E ela é arrogante e impulsiva. Mas, é claro quem sou eu né? Talvez, ela mude um dia.
---- Noah, esse é um pensamento cruel.
Ele bufa.
---- Aí mãe...
Antes que ele continue eu falo:
---- Quero o melhor para ela, e para você claro. Mas desde o aciden...
---- Não mãe!

VOCÊ ESTÁ LENDO
Escola Duarte♡
Teen FictionAngela Brum é uma adolescente de 15 anos, que é problemática e impulsiva. Depois do divórcio de seus pais, sua mãe tem se distanciado. E isso causa uma grande revolta em Angela e seu irmão. Em busca de um recomeço para a família a mãe da Ange...