quem mente e quem não lembra.

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Oii! Cara... Aconteceu tanta coisa, sem brincadeira... Porra. Esses últimos meses foram de foder, não tenho nem palavras pra isso.

Mas eu voltei! Boas festas e boas duvidas porque é pra isso que essa fic existe!

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Pov Verónica

"Inevitável"

Já teve a sensação de que estava sendo levado a um lugar que você não queria ir, mas depois tudo valeu a pena? Aquela sensação de que se você não tivesse ido a um lugar ou feito uma besteira você nunca teria chegando aquela momento específico que fez tudo valer a pena ou não teria o seu momento de alto conhecimento, ou não teria evitado uma besteira maior, compreende essa sensação?

Essa é a estranha sensação que eu estou sentindo agora olhando para a mulher que a tanto tempo não via, que a tanto tempo evito, que a tanto tempo amei e amo, que a tanto tempo protejo. A mulher que me destrói, me faz levantar barreiras que só existem em sua presença tão simples e tranquila que não tem nada de tranquila na verdade, a louca que acha que poderia proteger a filha de um Deus e falava isso com naturalidade, com convicção. A garota que me fez fazer chover só para impressiona-la.

Lucia Iglesias Vives.

-Você! - Lucy apontou pra mim em um belo tom de ódio e irá, irritação, incredulidade e assim vai.

Você se fodeu, Verônica.

Corre, Verônica!

Ai que pijaminha lindo ela tá.

-Lucy... - minha voz saiu fina e minina.

Preparação 0.

-Vocês precisam conversar? - Me assustei quando notei que Lauren ainda estava ali parada olhando pra gente com uma expressão de agrado. Cerrei os olhos.

-Ah, Lauren, pode entrar Dinah esta na cozinha fica a vontade. - Lucy mudou totalmente e tratou a morena super bem. Olha só! - eu vou trocar uma palavrinha com a Verônica, faz um tempinho que a gente não se vê, longa amizade... Sabe? -
Nossa ela disse amizade.

Ai que dor!

Não chora, Verônica!

-Sei... Então eu vou deixar vocês... Conversarem. - Lauren literalmente andou correndo e entrou no apartamento. Filha da mãe.

Lucy saiu do apartamento e fechou a porta, uma expressão seria que não deixa ela menos linda que o normal, o tempo vez bem a ela. Tão lin- senti uma enorme ardência na minha bochecha do nada!

.... Ela me bateu?

-Lúcia! - tentei me defender os milhares de socos que eu estava levando, não machucava, eu praticamente na sentia, mas ELA TAVA MESMO ME BATENDO!

-Desgraçada, eu achei que você tinha morrido! - Ela não parava de me bater. Okay... Eu sumi por 5 anos sem dar sinal de vida, justo ela ficar brava, não? - Não ri, filha da puta!

-Tenha calma! - tentei segurar os seus pulsos, mas ela foi mais rápida e se afastou.

-Calma? - ela perguntou com deboche. - 5 anos, Verónica... Você some por 5 anos e me aparece do nada para um dia das garotas e quer que eu tenha calma?!

Explica a situação para ela Verônica.
Foge, Verônica.

Fala que ela ta linda com esse pijama.
-Você tá linda com esse pijama. - Que?! - não pera!

Okay, talvez eu tenha algumas vozes na minha cabeça, mas é tudo culpa dos traumas, nada grave. Eu supero coisa pouca.

-Você só pode ta de brincadeira. - o ódio na sua voz aumentou. - Eu não to pra gracinha, Iglesias.

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