Charleston Charity Association ou como é costumada a ser chamada CCA, nada mais é do que uma organização composta pelas famílias mais abastadas da cidade com o objetivo de ajudar pessoas não tão favorecidas quanto elas.
Durante o ano todo, o grupo procura sempre ajudar quem estiver com alguma dificuldade e nada passa diante dos olhos de Diana Hills, que além de ser a fundadora da associação, também é a líder.
Além dela, Anne Howard, Lenora Kurtz e Mabel Collins estão sempre por perto ajudando Diana a manter tudo em ordem e também ao tomar decisões. No passado costumavam ser um grupo inseparável formado pelas quatro e Sally Moon, que era uma pessoa bem diferente do que é agora.
A CCA se tornou um dos muitos sonhos das cinco durante o ensino médio, onde as garotas tinham se conhecido e passaram por inúmeras situações diferentes que fez com que elas criassem o sonho de sempre ajudar pessoas que passavam por dificuldades financeiras e emocionais.
Mas a vida real costuma ser diferente quando se trata de sonhos, além disso, as pessoas mudam o tempo todo.
O evento beneficente anual da CCA tinha se tornado uma tradição na cidade, todos os anos havia uma grande e luxuosa festa onde pessoas e contatos importantes compareciam e arrastavam junto seus filhos mimados e rebeldes — ou não tão rebeldes assim — para aprenderem mais sobre os negócios da família.
E é claro que ninguém com uma conta bancária generosa e que saciaria todos os desejos de qualquer pessoa, não poderia faltar.
— Elizabeth Hills, o que pensa que está fazendo?
— Olá, mamãe — a loirinha sorriu — Bem, como pode ver, estou servindo como degustadora de aperitivos e posso dizer que esse aqui está muito bom.
— Eu contratei um chef incrível para faze-los, eles estão bons, não é necessário que faça isso, mocinha, pare com isso, as pessoas reparam nessas coisas, Liz — a mãe arrastou a menina para longe da mesa de comidas.
— Mas mamãe...
— Vou conta à Polly sobre a surpresa que fará para ela no aniversário dela se continuar.
— Você não seria tão má! — a menina semicerrou os olhos e cruzou os braços finos encarando a mãe.
— Eu seria sim... — Diana fez sua melhor cara de ameaça.
— Tudo bem, tudo bem, não conte nada, vou ficar longe da comida por enquanto — bufou ainda irritada por ter que esperar os outros chegarem para que pudesse finalmente comer tranquilamente a refeição principal.
Do outro lado do salão, Jonas apresentava de forma orgulhosa sua bela esposa e a encantadora filha deles como se fossem uma família perfeita. Aquilo deixava Rebecca desconfortável, irritada e triste. Era mentira, mas ela queria que ao menos fossem uma família.
A única coisa que fazia com que ela recebesse ao menos notícias dos pais era o fato de terem o mesmo sangue e morarem na mesma casa, ela não se lembrava de uma vez sequer ter ido ao parque tomar sorvete com sua mãe, ou brincar com o pai quando era criança, nada. Era tudo apenas ela e montes de brinquedos que seus pais acreditavam suprir a ausência deles.
A ruiva sorriu e agradeceu mais uma vez quando percebeu que elogiavam ela sobre sua beleza, e por pouco não chorou, queria apenas sumir dali.
Assim que a terceira família saiu, Jonas inclinou a cabeça para o lado da filha e falou em um tom baixo de voz, como se fosse um segredo.
— Agora vou apresentar você e sua mãe para uma das famílias que estou tentando fechar um negócio importante, quero que seja gentil com um dos filhos deles, entendeu?
VOCÊ ESTÁ LENDO
FOUR
RomanceQuando Charlotte, uma líder de torcida do ensino médio, se envolve em um caso amoroso perigoso, ela vai precisar da ajuda dos amigos para conseguir sair dessa situação, o problema é saber como pessoas de mundos diferentes poderão se unir para conseg...
