Capítulo 18: O evento do ano.

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Charleston Charity Association ou como é costumada a ser chamada CCA, nada mais é do que uma organização composta pelas famílias mais abastadas da cidade com o objetivo de ajudar pessoas não tão favorecidas quanto elas.

Durante o ano todo, o grupo procura sempre ajudar quem estiver com alguma dificuldade e nada passa diante dos olhos de Diana Hills, que além de ser a fundadora da associação, também é a líder.

Além dela, Anne Howard, Lenora Kurtz e Mabel Collins estão sempre por perto ajudando Diana a manter tudo em ordem e também ao tomar decisões. No passado costumavam ser um grupo inseparável formado pelas quatro e Sally Moon, que era uma pessoa bem diferente do que é agora.

A CCA se tornou um dos muitos sonhos das cinco durante o ensino médio, onde as garotas tinham se conhecido e passaram por inúmeras situações diferentes que fez com que elas criassem o sonho de sempre ajudar pessoas que passavam por dificuldades financeiras e emocionais.

Mas a vida real costuma ser diferente quando se trata de sonhos, além disso, as pessoas mudam o tempo todo.

O evento beneficente anual da CCA tinha se tornado uma tradição na cidade, todos os anos havia uma grande e luxuosa festa onde pessoas e contatos importantes compareciam e arrastavam junto seus filhos mimados e rebeldes — ou não tão rebeldes assim — para aprenderem mais sobre os negócios da família.

E é claro que ninguém com uma conta bancária generosa e que saciaria todos os desejos de qualquer pessoa, não poderia faltar.

— Elizabeth Hills, o que pensa que está fazendo?

— Olá, mamãe — a loirinha sorriu — Bem, como pode ver, estou servindo como degustadora de aperitivos e posso dizer que esse aqui está muito bom.

— Eu contratei um chef incrível para faze-los, eles estão bons, não é necessário que faça isso, mocinha, pare com isso, as pessoas reparam nessas coisas, Liz — a mãe arrastou a menina para longe da mesa de comidas.

— Mas mamãe...

— Vou conta à Polly sobre a surpresa que fará para ela no aniversário dela se continuar.

— Você não seria tão má! — a menina semicerrou os olhos e cruzou os braços finos encarando a mãe.

— Eu seria sim... — Diana fez sua melhor cara de ameaça.

— Tudo bem, tudo bem, não conte nada, vou ficar longe da comida por enquanto — bufou ainda irritada por ter que esperar os outros chegarem para que pudesse finalmente comer tranquilamente a refeição principal.

Do outro lado do salão, Jonas apresentava de forma orgulhosa sua bela esposa e a encantadora filha deles como se fossem uma família perfeita. Aquilo deixava Rebecca desconfortável, irritada e triste. Era mentira, mas ela queria que ao menos fossem uma família.

A única coisa que fazia com que ela recebesse ao menos notícias dos pais era o fato de terem o mesmo sangue e morarem na mesma casa, ela não se lembrava de uma vez sequer ter ido ao parque tomar sorvete com sua mãe, ou brincar com o pai quando era criança, nada. Era tudo apenas ela e montes de brinquedos que seus pais acreditavam suprir a ausência deles.

A ruiva sorriu e agradeceu mais uma vez quando percebeu que elogiavam ela sobre sua beleza, e por pouco não chorou, queria apenas sumir dali.

Assim que a terceira família saiu, Jonas inclinou a cabeça para o lado da filha e falou em um tom baixo de voz, como se fosse um segredo.

— Agora vou apresentar você e sua mãe para uma das famílias que estou tentando fechar um negócio importante, quero que seja gentil com um dos filhos deles, entendeu?

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