Na noite anterior ficamos sem falar nada só com medo do que ia acontecer agora e pensando no que faríamos, se iríamos atrás dos que fossem levados ao invés de ficar fugindo ou se só tentaremos achar um lugar seguro, até porque éramos apenas pessoas em muito menor quantidade e não éramos super. Heróis, até por que não existiam super-heróis por mais que as vezes rezássemos para um aparecer e acabar com esse inferno, ou para acordar do que parecia ser um pesadelo.
Depois de um tempo já que não tínhamos nem coragem de abrir a boca perdidos em pensamentos e com mais medo ainda, nos ajeitando no lugar mesmo ele sendo bem pequena para sete pessoas juntas, em outra situação seria o tipo de lugar que nem teríamos coragem de entrar com medo de escorpiões ou insetos nojentos e também pela sujeira e lama dentro do lugar com as pedras verdes de plantas, mais nessa situação era até reconfortante por pelo menos termos mais uma chance de fugir.
já que a caverna era pequena fiquei na ponta da mesma um pouco perto da abertura onde dava para ver se alguém se aproximava, ficava observando o Victor com a perna machucada preocupada com ele, com a cabeça sem parar um minuto concentrada em pensamentos, com medo do que aconteceria com nossos amigos, com receio e medo não sabendo o que pensar sobre quem antigamente era seu melhor amigo, mas agora parecia ter se tornado aliado dos homens de preto, preocupada com o Victor e de ele ficar pior do que já estava e ainda por minha culpa por ter me salvado, de perder as poucas pessoas que ali sobravam, estava também triste já que os pensamentos antigos sempre voltavam como a lembrança de seus país, a cada vez que fechava os olhos por alguns segundos, tudo isso a essa altura me assombrava tanto que tinha conta de sair correndo pra um lugar distante onde ficasse sozinha e gritasse até não ter mais voz, mesmo assim sabia que eles precisavam de mim e fazia de tudo para me manter o mais firme possível.
fico pensativa olhando para fora durante um bom tempo entrando em pânico pelos pensamentos e o olhar distante, estava frio dentro da caverna e tinha começado a chover de leve com o anoitecer fico pensando e olhando a chuva até que sinto a mão do Victor sobre a minha fazendo eu olhar para o mesmo que de algum jeito aparece o meu pânico por mais que eu tente esconder olhando ele via que o mesmo estava com dor e com a franja grudando na testa que estava encharcada de suor, suspiro olhando todos em volta que dormiram até porque todos estavam exaustos a mia dormia no colo do Michael com a cabeça encostada no peito do mesmo, na testa dela permanecia o sangue seco do machucado que ela havia feito com a confusão, ele também dormia sentado com a cabeça encostada nas rochas ,só permanecia o Victor acordado e eu, sabia que ele provavelmente estaria acordado ainda por não conseguir dormir por causa da dor, suspiro olhando ele, olho para sua perna e devagar levanto sua blusa e a faixa vendo a ferida feia em seu abdômen que estava quase em carne viva e havia muito sangue seco em volta, sabia que não poderia fazer muito ,aproveito que estava chovendo, olho em volta procurando um lenço ou um pano até que pegou a parte rasgada da camisa do Victor, parecia pensativo perdido nos próximos pensamentos, ele parecia comigo nessa parte, éramos orgulhosos e aguardávamos as coisas para nós mesmos, pego o pedaço rasgado da camisa e molho o mesmo na chuva em seguida olho para o Victor pedindo permissão para mexer no machucado, ele assente com a cabeça e passo devagar o tecido molhado sobre o machucado com sangue seco, o limpando bem devagar pois imagino que estivesse doendo bastante, mas o Victor permanece em silêncio mas seu olhar de dor o entregava, depois de limpar devagar o machucado que começa a sangrar de novo mas bem pouco dessa vez, pressiono o tecido e ouço um grunhido baixo de dor, olho para o mesmo me sentindo horrível por ele estar assim, depois de uns segundo tiro o tecido e ponho o que estava amarrado em cima de volta e ajeito sua camisa, vejo que o mesmo estava suando bastante ainda, ponho a mão em sua testa que estava ardendo em febre e sabia que ele podia piorar muito ainda, pego a manga da minha blusa molhando a mesma na chuva indo passar na testa do mesmo, passo devagar o tecido molhado da blusa sobre sua testa quente tirando o que conseguia do suor e aliviando um pouco o calor, e passo também em volta do seu pescoço e sinto o mesmo tremer por um instante somente, até por que estava mesmo frio na caverna, só que isso era a menor preocupação da maioria ali, pelo menos por enquanto. Fico olhando ele que me olha de volta, levanto um pouco a barra da calça do mesmo olhando onde estava o ferimento por ele ter ficado com a perna presa embaixo dos escombros, olho a mesma que estava inchada com uma mancha roxa mais não parecia estar fraturada, respiro fundo e volto a olhar seus olhos ele fazia eu me sentir mal pelo menos um pouco segura sabendo que mesmo machucado ele estava ali do meu lado, ele parecia entender cada pensamento meu e não me forçava a falar, mas me fazer saber que ele entendia o que estava sentindo e Quero que ele soubesse que eu também o entendia e ficaria ao seu lado.
fico olhando o mesmo até que puxo o garoto para mais perto de mim estava vendo em seu rosto que ele ainda estava com dor e cansado deito ele devagar colocando a sua cabeça em meu colo e acariciando seus cabelos úmidos de suor, imaginando que muitos acharam aquilo nojento mais eu não ligava, só estava preocupada com ele, não imaginava que em tão pouco tempo seria capaz de conhecer uma pessoa e ficar tão apegada, mais tinha tanto medo, por também poder ser mais uma pessoa que eu poderia perder, sentia uma vontade imensa de chorar ao pensar em perder mais alguém, já que eu já tinha perdido quase todos que faziam parte da minha vida em tão pouco tempo.
Fico olhando o mesmo tentando fazer ele ficar um pouco relaxado para descansar um pouco já que sabia que não conseguiria dormir ou que se dormisse teria pesadelos, além do mais alguém tinha que ficar vigiando caso alguém aparecesse, estava cansada de sermos pegos de surpresa.
ele pega minha mão novamente e entrelaça nossos dedos olhando no fundo dos meus olhos, me sentia como se ele fosse até minha alma, tudo que eu tentava desesperadamente guardar só para mim, tudo minha sensação de culpa, medo e dor olhando ele que dá um pequeno e fino sorriso que retribuo me esforçando para fazer mas que não dura muito, sinto sua outra mão em meu rosto, seu toque me dava uma sensação de segurança que só percebi que precisava, fico olhando em seu rosto e vejo pela primeira vez lágrimas nos olhos dele, curvo um pouco as costas e fico com o rosto mais próximo do dele limpo de leve suas lágrimas com não é passo de leve os dedos em sua bochecha, ergue um pouco a cabeça com os rostos bem próximos selamos os lábios em um beijo simples, um beijo que podia ser por estarmos emotivos ou só por querermos nos sentir protegidos e próximos um do outro, paramos algum tempo depois com falta de ar olhando um nos olhos do outro como se tivéssemos compartilhado um segredo e selado o mesmo para nós mesmos ,acaricio seu rosto de leve e deixo o mesmo descansar, fico o observando até que vejo o mesmo fechar os olhos ainda acariciando seu rosto depois de uns minutos vejo o seu respirar ficar leve e imagino que o mesmo está dormido volto a olhar para fora observando a chuva, decidida que eu não ia mais ser a pessoa que era pega de surpresa e sim a que ataca, estava cansada de ser a donzela em perigo, ou de correr dessas pessoas, não sabia ainda o que faria, mas eles me pagariam pelo que me fizeram, o que fizeram a minha família E aos meus amigos e não importa se meu melhor amigo estivesse do lado deles, ele morreria também, mas não deixaria mais ninguém daquele lado a machucar as pessoas que sobraram na minha vida.
R.z.g
☆OBS
Gente queria pedir por favor pra quem puder votar ou só comentar alguma coisa, qualquer coisa, uma observação ou crítica, qualquer coisa
Obrigada ♡
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Campo de Girassois
Aventure"Olho para eles preocupada e pergunto falando baixo -Onde estão os outros? Paramos de falar e ficamos em silêncio primeiro porque já sabíamos a resposta e segundo por medo de alguém nos achar."