Prólogo

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Gabe, vem aqui! Mamãe fez donuts! E tem chocolate quente gostoso e cemoso.

— Emy, é cremoso que se fala. – ele sentou-se do meu lado e sorriu.

—Você sabe que eu não consigo falar direito, Gabe. – cruzei os braços, e fiz um biquinho.

— Eu sei, Emy, mas eu posso te ajudar com essas palavrinhas cruéis.

— Sim! Elas são cuéis comigo.

— Cruéis, Emy. Repeti comigo: cruéis.

— Eu não consigo, Gabe. Eu nunca vou aprender a falar.

— Claro que vai. É que você ainda é pequena, mas logo vai aprender a falar tudo certinho. Você só tem quatro anos. – ele olhou pra mim sorrindo.

— Igual a você? Eu vou aprender a falar igual a você mesmo?

— Igualzinho a mim. – sorriu. — E então, vamos comer o nosso donuts recheado de chocolate?

— Sim! – gritei animada.

Gabe é meu melhor amigo do mundo inteiro. Ele sempre brinca comigo quando as meninas não querem saber de mim, ele sempre me ajuda com essas palavras malvadas e ele sempre come comigo o donuts que a mamãe faz.

Minha mamãe trabalha para a mamãe do Gabe e elas se dão muito bem. A mamãe do Gabe é boazinha e muito bonita, e ela sempre fala que eu sou como uma filha pra ela, já que eles não têm outro filho, além do Gabe.

Meu papai trabalha para o pai do Gabe, e eu sempre escuto eles conversando, e pelo o que eu ouvi uma vez, eles se dão super bem também. O papai do Gabe é muito bonzinho, e ele sempre trás algum doce pra nós, escondido das nossas mamães.

Na minha casa somos apenas nós três. Eu não tenho irmãos e, dificilmente, meus primos e tios aparecem aqui para nos visitar, então, quando eu não estou brincando, eu estou tentando ler para as minhas bonecas, ou brincado de professora junto com elas e com o Gabe.

— Emy? Está me escutando?

Olhei de volta para o Gabe, que estava sorrindo pra mim, do mesmo jeito doce que ele fazia.

— Oi, Gabe.

— Você vive no mundo da lua, Emy.

— Mundo da lua? Não, Gabe, eu moro aqui no mundo chamado terra.

— Todos nós moramos no mundo chamado terra, Emy. – riu.

— Então porque você falou que eu estou no mundo da lua?

— É porque você vive viajando na sua cabecinha, entendeu, princesa?

— Acho que entendi. – falei, comendo mais um pedaço do donuts e me sujando toda. — Eu amo esse doce da minha mamãe! É o melhor!

— Com certeza! A madrinha cozinha muito bem. Esse é o melhor bolo do mundo inteiro! – pegou um papel e limpou o meu rosto. — Você é perfeita, princesa.

— Gabe, quando eu ficar do tamanho da minha mamãe, bem adulta, eu vou fazer esse donuts bem gostoso, e vou mostrar para o meu píncipe encantado.

— Príncipe encantado? – ele parou de comer e olhou pra mim.

— Aham! Eu vou fazer esse doce, ai nós iremos sair para brincar, ele vai beijar a minha mão. Depois eu vou dar um pedaço de donuts, cheio de cobertura, ai nós iremos morar no castelo encantado. – sorri, contando o meu plano.

— Uau, Emy, você já tem um plano! Bem... Princesa você já é, agora só falta achar um príncipe.

— Gabe, eu não sou pincesa, eu não tenho um píncipe ainda e nem coroa.

Eternamente ( INCOMPLETO)Onde histórias criam vida. Descubra agora