Maratona 1/3
Lola narrando...
Ainda de olhos arregalados eu fito minha imagem no espelho, e a pedra avermelhada na minha testa brilha e dela sai uns tipos de brilhinhos e esses brilhos pousam no chão do meu quarto, eles começam a ganhar uma forma e não, não pode ser
-Lucky - eu falo em um sussurro e me aproximo lentamente e ponho minhas mãos em seus pelos, é real desabo em cima dele chorando, sinto ele me abraçar com a cabeça e choro no peito dele - Eu senti sua falta
-Eu vi - ele diz e levanto meu olhar, ele lambe meu rosto como ele fazia quando eu queria chorar, eu respiro fundo e abaixo minha cabeça
-Como? - eu pergunto baixo, minha garganta dói
-Quando eu morri fui pra um lugar de descanso, vi outros lobos e a Livila ela é considerada a rainha e protetora dos lobos e quando morri eu podia ouvir e ver você, mas não podia te tocar e nem falar com você - ele fala e me encolho mais nele, como um filhote no colo da mãe - Eu vi sua dor, eu vi, me desculpa
-Não a culpa não é sua - eu falo já imaginando do que ele fala, de quando eu me cortava
-Eu te deixei - ele fala com remorso e nego sorrindo em meio as lagrimas
-No começo eu não entendia, mas agora entendo, todos merecem descanso isso inclui você, eu que era egoísta e não reconhecia isso, eu só fiquei mal, porque você era o único que se importava comigo - eu falo
-Estou orgulhoso de você, minha menina se tornou mulher - ele fala e sorrio pra ele, e a porta é aberta e eu arregalo os olhos, mas o Lucky não tava mais aqui, olho ao redor e nada - Calma, minha menina, eu tô aqui
-Filha o que foi? - pergunta meu pai preocupado, me ajudando a levantar eu nego com a cabeça
-Uma lembrança boa - eu falo baixo, minha garganta reclama na hora
-Deixa eu ver sua garganta - ele fala e abro a bota, colocando a língua pra fora, ele olha - Tá inflamada vai ter que tomar bezetacil
-NÃO - eu grito e logo me arrependo, minha garganta começou a doer e logo começo a chorar de dor
-Filha, vamos pro hospital, vem- ele me põe no colo e coloca um casaco, ele desce as escadas e olho no relógio 4:29 da manhã
-Hospital não, pai - eu falo com a voz rouca e sofrida
-Me chamou de que? - ele pergunta baixo eu o olho com desdém
-Pai, agora vamos ficar em casa? - eu pergunto com os olhos estilo gatos de botas
-Desculpa filha, mas vamos pro hospital - ele diz e suspiro que merda odeio hospital, JÁ SEI, vou fazer o barraco
Desculpa o sumiço
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A Maga Suprema
Fiksi PenggemarDepois de uma morte, ela não fala Depois de uma descoberta, ele é pai #1 em Marvel- 12/05/20
