Marinette POV *
- Bem, me deixe ser sua cúmplice. –
fala arrancando as cartas da minha
mão e suspira ao ler as palavras.Mastigo a ponta do meu polegar
enquanto observo ela ler as palavras do
cabo Agreste. Pobrezinho, sozinho
no meio... bem de algum lugar só Deus
sabe onde, mandando cartas para
alguém que nem liga pra ele.- Isso é tão triste e bonito ao mesmo
tempo.- Eu sei.
- O que você vai fazer?
- Eu?
- Claro, a carta veio para você.
– Não, ela veio para Kagami.
- Mas Kagami se foi, e essa casa agora é
sua, então, por consequência a carta é
sua.- Isso não faz o mínimo sentido.
- Eu acho que faz muito sentido. –
piscou e a ignorei pegando a carta e a
dobrando cuidadosamente e coloquei
de volta no envelope.- Eu falarei com Luka, ele deve saber
pra onde Kagami foi.- É tempo perdido Mari. Faça um bem
para esse pobre soldado e escreva uma
carta, e pra anima-lo mande uma foto
de você nua.- O que? - guinchei e ela gargalhou.
- Ok, de biquíni. – piscou e a ignorei
colocando a carta novamente sobre a
geladeira.
– Cale-se. Vamos beber. - peguei outra
garrafa voltando para sala e tentando
esquecer tudo sobre o cabo A. Agreste .[....]
- Vai Luka, você tem que saber algo?
- Desculpe baixinha, ela não deixou nada.
- Mas você não conhece um amigo,
algum parente...- Não, sinto muito. Não éramos
exatamente melhores amigos, sabe. A
conheci aqui do café mesmo, ela
frequentava muito e como sabe que eu
conheço muita gente me perguntou se eu conhecia alguém que queria
comprar seu lugar.- Ah. – merda, o que eu faria agora?
– Está tudo bem Mari?
- Sim eu acho. É que eu recebi essa
carta endereçada a Kagami, e eu não sei
o que fazer.- Você pode mandar de volta para o
correio. - sugeriu voltando lavar
algumas xícaras. Era uma solução.- Será que eles podem encontrar
Kagami?– Duvido muito. Com certeza vão
mandar de volta para a pessoa que
enviou. – meu coração se apertou com
a ideia dele receber a carta de volta.- Oh... - Luka parou de lavar as xícaras
e me encarou.- Tudo bem mesmo baxinha?
- Sim, sim. Só pensando, valeu pelo
conselho Luka.
- Sem problemas. Agora pegue seu
avental e vai trabalhar Dupan, não te
pago para ficar vagabundeando. –
piscou dando uma risada e ri, indo
pegar meu avental.- Claro chefe. - ele sorriu e foi para os
fundos.Terminei de colocar o avental, e
amarrei o cabelo em um rabo de
cavalo, e fui para trás do caixa, ainda
não tinha nenhum cliente, então deixei
minha mente vagar.O que eu faria sobre a carta?
Eu não me sentia bem em mandá-la de
volta para o correio, seria tão triste
quando ele a recebesse, com certeza
perceberia que Taylor o deixou, ele
ficaria tão desolado.Me lembrei de suas palavras... sim eu
tinha decorado. Depois que Chloé se foi
eu reli a carta mais uma vez... Ok talvez
umas dez vezes.Seu lema gritou em minha mente. Mas
amanhã será melhor. É basicamente o
lema aqui. Espero que o lema se realize
e minha próxima carta seja melhor.Mas se eu mandasse a carta de volta,
amanhã não seria melhor, talvez nunca
mais fosse.- Mocinha, pode me atender?
Era isso, eu ia responder a carta.
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ᴅᴇsᴛɪɴᴇᴅ ғᴏʀ ʟᴏᴠᴇ
Fiksi PenggemarMarinette Dupain-Cheng se muda para ótimo apartamento, e é maravilhoso ter seu lugar e Independência, mas sua vida muda ao receber uma carta de um estranho. A carta não é destinada a ela e sim antiga moradora, mas ela se conecta com esse estranho co...