Júlio

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CAPÍTULO DIMINUÍDO - EM REVISÃO PARA PUBLICAÇÃO  



Minha mãe preparou um jantar fantástico para Anna e ela simplesmente não apareceu. Estou trabalhando como estagiário na empresa que ela montou com a ajuda do imbecil do Trevor, então eu sei que as coisas por lá andam tensas. Hoje ela teria uma reunião com um cliente complicado, mas poderia ter pelo menos avisado que não pretendia aparecer. O aniversário da Anna é uma coisa meio sagrada para minha mãe.  Ela ficou tão chateada que jogou a comida fora. Sei o quanto ela odeia fazer isso.

"Filho, se incomoda se formos para Cabo Frio agora? Acho que não quero pegar a estrada amanhã", minha mãe pergunta da porta do meu quarto.

"Tranquilo, mãe. Quer que eu dirija? Eu sei, eu sei, você ainda acha que não tenho segurança para dirigir na estrada, mas para alguma coisa o imbecil do meu pai serve, ele me deixa dirigir desde que comecei a dar altura para alcançar os pedais do carro".

Sério, minha mãe é a mulher mais incrível do mundo. Ela casou e atura o babaca do meu pai. Mas não é por isso que ela é incrível. É a falta de filtro da minha mãe. Qualquer outra mãe teria surtado quando o filho de apenas 14 anos entrasse em casa de ressaca, com a cara inchada de tanto chorar e dissesse para mãe que estava apaixonado pela melhor amiga dela. Que, só por um acaso, é a mãe do meu melhor amigo, quase irmão.

A reação dela foi a menos normal possível: me mandou tomar um banho e dormir um pouco, e, quando eu acordasse sóbrio, com ênfase na palavra "sóbrio", poderíamos conversar.


Um dia de solOnde histórias criam vida. Descubra agora