Você mentiria para salvar a pessoa que ama?
Arriscaria perde-la para sempre em troca de mantê -la viva?
Foi um preço caro que Apollo pagou para manter sua amada Morgan a salvo, juntamente com seus filhos.
Mas mal sabem eles que por trás dessa menti...
Vou parar de te amar Para poder continuar Para recuperar O que uma vez perdi Voltarão a abrir Aquelas portas que jamais fechei E em abril vai chover para saciar a sede Eu carrego na minha alma Sinto na pele Há tanta nostalgia na minha vida E muitas batalhas perdidas Mas hoje ganharei Encontrei a saída Voltarei a acreditar Para viver sem mentiras Vou sonhar de novo Como naqueles dias Quando eu te encontrei, quando eu te amei Quando você também Me amou Me amou Abençoe o futuro E não volto atrás Hoje eu quero ser feliz Hoje cheira a liberdade Abraço os anos Eu gosto de viver Com o necessário Desde o dia em que eu perdi você Mas hoje ganharei Encontrei a saída Voltarei a acreditar Para viver sem mentiras Vou sonhar de novo Como naqueles dias Quando eu te encontrei, quando eu te amei Quando você também Me amou Me amou Me amou
Te dejaré de amar, Reyli Barba
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M O R G A N
—MERDA — praguejo depois de tentar pela vigésima vez abrir a porcaria da porta em vão.
—Não pode falar assim mamãe— olho para lado e encaro os dois pequenos com braços cruzados e cara emburrada me fazendo respirar fundo para me acalmar.
— Eu sei querida, foi sem querer, não repitam nunca está bem— eles apenas balançam a cabeça concordando e se sentando ao lado da porta.
—Eu tô com fome
—Eu tô com sono
—E eu tô ficando louca, essa porta não abre por nada, a fechadura tá emperrada... quer saber, venham cá— eles se levantam e eu pego na mão de cada um indo para as escadas e descendo as mesmas — Vamos procurar um hotel pra ficar, não se preocupem vocês vão comer e dormir bem.
Quem eu queria enganar, nos não temos dinheiro nem pra comprar um saco de pipoca, quem dirá um hotel e comida, mas eu precisava dar um geito, por eles. Repito um mantra na minha cabeça de que tudo vai dar certo, eu precisava acreditar nisso.
Depois de sair de nosso pequeno apartamento, começo a andar sem rumo, sei que é perigoso, uma mulher sozinha com duas crianças pequenas, mas não tenho escolha, o corredor do apartamento pode ser até pior que uma rua a noite.
—Mamãe eu não aguento mais andar, minhas pernas estão doendo— Athena choraminga parando de andar. Pego ela no colo e continuo andando, prefiro sentir dor do que eles.
Ainda andando, pelo canto do olho percebo um carro preto nos seguindo, tentei não dar muita bola já que ultimamente estou com síndrome de perseguição, então continuo andando só que dessa vez mais rápido.
—Mamãe vai mais devagar eu não tô conseguindo acompanhar— Bash reclama puxando meu braço, olho pro lado e o carro também acelerou vindo mais rápido em nossa direção, não penso duas vezes, pego Bash no colo e corro o mais rápido de consigo.
O carro estava quase nos alcançando, eu estava em desespero, os dois choravam no meu colo com medo e paro para refletir tudo que vem acontecendo nesses cinco anos. A rejeição, a ameaça, minha fuga e o nascimento dos dois, tudo que fiz nesses cinco anos é fugir, e tudo por culpa dele, a pessoa que me destruiu e iluminou ao mesmo tempo.
Sem parar de correr passo ao lado de um beco e sinto uma mão me puxar para dentro do mesmo tapando minha boca em seguida, eu só sabia chorar, chorar e implorar por meus filhos, a culpa era minha, eu os coloquei nisso, não era pra ser assim, não era.
—Fique quieta, eles estão perto... por favor— na mesma hora eu paraliso e me calo, todo meu corpo começa a tremer. Aquela voz, aquela maldita voz e é nesse instante que percebo estar com os olhos fechados, os aperto ainda mais me negando a acreditar no que está acontecendo. Okay a explicação é, eu não acordei ainda e tudo isso é apenas um pesadelo, um terrível pesadelo, isso. — Abra os olhos baby, eles já foram—
Okay não é um pesadelo, ele realmente está aqui e isso com certeza é pior que um pesadelo. Abro os olhos lentamente ainda repetindo um mantra na minha cabeça que eu estou dormindo mas assim que termino de abrir encaro um par de olhos azuis na minha frente, aqueles malditos olhos que me atormentavam à cinco anos, eu queria gritar e esmurra-lo mas eu não conseguia, ainda estava travada, o medo estava me travando.
—Mamãe, estou com medo, podemos ir pra cama? — Athena fala ainda chorosa, minha pequena menina, mal sabe ela que estamos completamente ferradas.
—Vamos sim querida, venha cá — ele tenta pegá-la de meus braços mas a mesma nega com a cabeça— não tenha medo pequenina, me chamo Apollo, tudo vai ficar bem, eu irei protege-los. — dito isso Athena finalmente cede indo para os braços dele deitando a cabeça em seu peito dando longas piscadas.
Ele me estende a mão mas eu ainda não conseguia me mover, então o mesmo segura a segura me puxando delicadamente para andar, foi aí que percebi o quanto eu sentia falta daquele toque e memórias nossas vinheram átona, as boas, e principalmente as ruins, uma raiva cresceu em mim me fazendo puxar a mão da sua parando de andar.
—Nos não vamos a lugar nenhum com você, me devolva minha filha e vá embora, suma de uma vez por todas— tento controlar minha voz para não gritar e assustar os gêmeos.
—Baby, não seja teimosa, venha comigo, por favor, por eles, estão cansados e com fome, precisam descansar.— ele pede com a mão estendida e eu encaro os dois, tão pequenos e já passando por tanta coisa.
Athena já dormia profundamente no peito de Apollo, Bash continuava acordado e agarrado em meu pescoço olhando tudo atentamente sem dizer uma palavra mas eu sentia seu coraçãozinho bater rápido, ele estava com medo, e é isso que me faz ceder, eles estavam com medo e eu precisava protege-los, eu estava tão cansada, não aguentava mais, mas por esses dois eu continuava lutando, se eu estivesse sozinha já teria desistido, mas precisava mantê-los a salvo. Seguro na mão estendida de Apollo e ele nos leva até um carro preto parado a alguns metros de onde estávamos.
Entramos e ele coloca Athena com a cabeça em meu colo, enquanto Bash fica na frente ao seu lado, o que me deixa com um leve pânico por ele ser tão pequeno.
—Não se preocupe pequeno, pode dormir, nos estamos indo para casa..
Casa. A tantos anos que eu não sei o significado disso. Uma paz que a muito tempo não sentia se instalou em meu corpo, minhas pálpebras começaram a ficar pesadas e senti todos os meus ossos relaxarem, aos poucos tudo foi ficando escuro, mas antes de pegar no sono, escuto aquela voz que eu tanto amei.
—Eu senti tanto a sua falta, baby....
***
Epígrafe e primeiro cap postados com sucesso, espero quegostem e me contêm o que estão achando!!♡