A História do Poço

42 5 3
                                    

Clarence odiava a falação de sua querida irmã Nell

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Clarence odiava a falação de sua querida irmã Nell

Um dia, resolveu dar um presente

A surpresa era do mais bom gosto e, decerto, faria com que pudesse estar envolto de silêncio

A surpresa era do mais bom gosto e, decerto, faria com que pudesse estar envolto de silêncio

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

A história começa aos meus doze anos. A minha vida já era um pandemônio, mas não culpo ninguém além de mim mesmo. A esse ponto, eu já tinha me envolvido em situações esquematizadas e macabras, que saciavam minha loucura. Minha irmã me irritava, ela era tão burra e simplória. Acho que foi tudo por impulso, mas saboreei cada momento. Eu caminhava com ela pelo bosque de casa. Há horas já havia me decidido. Ela me contava de como as vadias fúteis que eram suas amigas eram incríveis, e viajavam por todo lugar. Depois me contava sobre namorados e outras imbecilidades. Concluí que ela também era uma vadia fútil.

Eu estava tão animado, mas não expressava, é claro — silêncio! Se eu expressasse, alguém ouviria — fale baixo! Não mexi um músculo que deixasse meu plano em risco por suspeitas da parte dela. Nos aproximávamos do destino final. Já dava pra ver o grande triângulo de telhas. Disse a ela que queria fazer uma surpresa e, caro leitor, pense o que quiser, mas saiba que nunca fui um mentiroso. A surpresa seria de fazer pular o coração pela boca e cada músculo espasmar.

Nós subíamos a pequena colina, passando por cima do que já fora um grande sistema de encanação para a passagem e direcionamento de água. O interesse dela na surpresa só aumentava e, na mesma medida, seu entusiasmo para continuar falando tanta merda inconveniente — cale a boca ou eu te mato! Não me leve a mal, não sou seletivo. Odeio todo mundo na minha família, mas de formas diferente. O que me irrita nela é sua boca. Eu deveria cortar sua língua, mas a última tentativa foi falha, então optei por métodos mais eficazes.

Finalmente, chegamos ao velho poço. Foi tudo muito rápido e simples. Eu ordenei que fechasse os olhos. Eu a virei de costas pra mim. Ela agora encarava o poço. Eu me distanciei e, com leveza, corri de encontro com ela. Ela era leve como uma pluma. Seus frágeis ossos femininos eram delicados, e senti tanto prazer em parti-los. Várias pancadas contra as paredes, que desciam pelo cilindro até onde já esteve água. Os gritos foram a melhor coisa que saíram de sua boca em toda sua estadia neste mundo. E depois, como desejei, silêncio

E claro que, agora, me consideram louco por querer um minuto de silêncio. Estou agora no meio de uma mudança. O hospício me aguarda. Estou excitado com tudo isso. Como tanto desejei, agora, finalmente, terei minha paz e silêncio. Adeus, Nell.

 Adeus, Nell

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Medo Moderno & as Doenças da MenteOnde histórias criam vida. Descubra agora