Fingo que acredito

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Há minutos atrás eu diria: Enfeitar, prender. Mas agora eu respondo: Um tremendo mal entendido.

O que uma presilha presa em um cabelo pode fazer?

Quando Lucas disse que quem escutou não acredita, eu não liguei muito e fui para a sala, Camila foi tomar banho e Glenda estava lendo desta vez outra revista.

Não sei o que tanto ela lê.

Ao chegar à sala percebi que minha mãe olhava–me apavorada.

— Luis meu filho, posso falar com você? — Perguntou de imediato.

— Claro — respondi.

— Você deveria ser mais carinhoso com sua namorada — começou a falar.

— Sobre agora pouco todos nós escutamos um barulho — ela diminuiu a voz.

— Como assim?

— Ah sei — falei.

— Você deveria ser mais cuidadoso — ela parecia estar com vergonha.

— Estava preso o que eu poderia fazer? — Perguntei.

Minha mãe ficou ruborizada. Eu realmente não estava entendendo porque ela estava com tanta vergonha.

— Só seja mais cuidadoso da próxima vez, eu vou ver como está indo o almoço — desconversou e correu pra cozinha.

Lucas que deve ter ouvido toda a conversa veio até a mim, rindo como sempre.

— Luis, Luis, sua mãe não sabe que a Camila estava com uma presilha presa no cabelo. Aliás, acho difícil alguém acreditar nisso.

— Ela acha que nós estávamos fazendo o que? — Perguntei.

— Quanta inocência — Lucas fez piada. Refleti.

Camila me pediu pra ajudar, eu puxei com força, ela gritou, falou pra ir devagar, gritou de novo, pediu pra ir devagar...

— Que mente poluída que minha mãe tem! — Falei. — Como ela pode pensar que nós estávamos transando?

— Não só ela, Gabriel e Vivi também. Até comentaram, e a Vivi está muito nervosa com isso.

Rapidamente minha mãe voltou e começou a falar que Gabriel e Vivi queriam acampar.

— Vocês poderiam ir também — minha mãe disse.

Camila chegou à sala e resolveu dar sua opinião.

— Acho que eles querem que seja mais particular — Camila disse.

— Claro que não, todos os quatro podem ir. Será divertido, só entre jovens.

— Sei não

— Quando Gabriel e Vivi chegarem falarei com eles e veremos — minha mãe disse. — Então, como está indo o emprego Luis? Não está precisando de nada?

— Está indo bem, consegui subir de cargo, como eu te disse por telefone. O aluguel está bem, divido com o Lucas, e tenho dinheiro guardado — respondi.

— Seu pai e eu estávamos conversando, talvez você pudesse se mudar para cá e trabalhar com seu pai na empresa — eis o ponto em que minha mãe queria chegar. Meus pais sempre quiseram que eu trabalhasse na empresa.

— O Gabriel já trabalha lá. Não precisam de mim — falei.

— Ok, ok. Não vou insistir. Conversamos sobre isso outra hora — minha mãe obviamente falaria disso todos os dias. Tentaria—me convencer de qualquer forma. Ela sempre foi contra de eu morar em outro estado. Meu pai a apoiava é claro.

Aluga-se Uma Namorada | Lumila Adaptation [✔︎]Onde histórias criam vida. Descubra agora