capítulo quatro
Nosso último assalto foi matéria dos jornais. Diziam que os piores estavam de volta, onde quer que estivéssemos, nós iríamos trazer morte e caos a essa cidade. E, bem... eles não estavam errados sobre isso. Por essa razão, é fundamental que fiquemos quietos nesse momento.
Enquanto isso, o meu foco estava em planejar o plano perfeito para o Banco.
— É muito arriscado. — menciono para Owen ao analisar a situação. — Não podemos mandar um dos nossos.
— Quem vamos mandar, então? — perguntou em um tom irritado, o que era normal, me sinto igualmente frustrado.
— Eu não sei mas não vai ser um de nós.
Dei de ombros encostando o corpo na poltrona, relaxando um pouco os músculos e fecho os olhos por breves instantes, tentando encontrar uma solução para aquele problema.
— Harry não pode ir, ele foi confrontado pela polícia há pouco tempo, assim como o Mitchell. — abro os olhos fixando minha atenção nas fotos do Banco. — Se enviarmos um deles para lá, vai ser mais fácil chegar até o resto. É óbvio que depois do assalto a polícia vai checar as câmeras de segurança, frame por frame, isso se eles forem dedicados assim... — foi impossível não deixar um riso escapar de meus lábios. — E se caso alguém reconhecer um deles...
— Já era. — Owen completou a frase.
— Exatamente. — franzo o cenho, como uma mania que faço quando estou com um ponto de interrogação acima da cabeça, digamos assim. — É muito arriscado. — repito em um murmuro, quase em confissão para mim mesmo.
Sinto a tensão retornar ao meu corpo deixando-me terrivelmente irritado e acabo empurrando os objetos da pequena mesa redonda no chão, bufo, levantando e deslizo os dedos entre os fios de meu cabelo.
— Precisamos de outra pessoa. — foi o único pensamento que tive, que deixou Owen um tanto assustado, ele sabe bem dos meus problemas de confiança.
— Está pensando em suborno?
— Não. — recolho as fotografias do nosso alvo, colocando-as em destaque no mural branco. — Subornos raramente funcionam. Quando oferecemos dinheiro por um serviço secreto, eventualmente a pessoa irá exigir mais com a ameaça de abrir o bico, então só teríamos duas opções. — viro-me para ele. — Ceder ou matar... e você sabe qual a única escolha viável.
— Sei. — suspirou. — O que fazemos?
— Precisamos de tempo. — exibo um sorriso simplista para meu parceiro. — E precisamos de mais ângulos, especificamente do terraço. — digo apontando para o mural indicando as fotos. — Mande uma mensagem para Peter.
— Certo. — disse com seu celular descartável em mãos.
— Pode ir descansar, Owen. Já fizemos o que estava em nosso alcance hoje. — falo vestindo a minha jaqueta. — Eu vou me encontrar com o Ryan.
Ele deixou uma risada escapar, fazendo-me franzir o cenho com um semblante confuso.
— Sabe que a Rose apostou com os outros caras que vocês dois têm um caso, não é?
— Fala sério. — reviro os olhos diante de tal informação.
(...)
Mantenho o olhar atento na pista quando avisto os faróis de dois carros se aproximando, Ryan ultrapassou o ponto de chegada em um piscar de olhos, o que levou todos à loucura. Era incrível como ele nunca decepciona quando suas mãos estão no volante. Ele nasceu para fazer isso, está em seu DNA.
— Espero que tenha apostado alto. — o sorriso imenso em seu rosto foi contagiante.
— Pode ter certeza que sim. — solto uma risada.
Noto o responsável pelas corridas se aproximar para pagar a nossa parte, Vegas, é assim que o chamamos. Afinal, “o que acontece em Vegas fica em Vegas”, um clássico.
— Ei, cara. — chamo sua atenção após guardar o dinheiro em meu bolso. — Eu preciso de um favor.
Assim que escuta o que disse, a expressão em seu rosto muda e ele nega com a cabeça.
— Não me envolvo com essas coisas, irmão. Meu negócio é racha e isso já é complicado demais. — seu jeito marrento de falar era engraçado.
— Eu só preciso de alguém para um serviço. Uma pessoa de confiança.
Ryan lançou um olhar curioso para mim e eu apenas fiz um sinal com a cabeça que ele sabe o que significa: “Eu te conto mais tarde”.
Parando para pensar... deve ser por isso que as pessoas pensam que temos um caso. Conhecemos até os mínimos sinais um do outro.
— Qual é, Vegas? — dou um empurrão de leve em seu ombro. — Eu só estou te pedindo um favor.
— Porra, assim vocês vão acabar destruindo meu trabalho. — revirou os olhos. — Beleza, me encontra na minha oficina às 10h da manhã. Se atrasar, eu tô fora.
— Pode ficar tranquilo. — sorrio.
— E vê se leva uma grana, em? Maluco tá pensando que trabalho de graça. — resmungou a última frase antes de se afastar, o que fez com que eu e Ryan caísse na gargalhada.
— Agora me diz. — meu amigo diz, ainda curioso. — Mais uma pessoa não é muito perigoso?
— Não é permanente. — levo a mão para a nuca e balanço a cabeça em negação. — E, na verdade, arriscado seria colocar um de vocês dentro do Banco para coletar informações. — murmuro observando o redor e solto um suspiro. — Não se preocupe, vamos ter cuidado.
— Como sempre. — afirmou.
Deixo um sorriso mínimo surgir em meus lábios e logo fomos surpreendidos com a sirene da polícia. Logo, todos estavam correndo de um lado para o outro em direção a seus carros. Ryan e eu fizemos o mesmo.
꙳
veio aí capítulo novo e curtinho para deixar vocês com gostinho de quero mais, heheh.
espero que tenham gostado!
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𝐁𝐋𝐎𝐎𝐃𝐒𝐇𝐄𝐃
FanfictionQuando se vive em um mundo perigoso, a confiança é algo indispensável. Então, o que acontece se o líder de um grupo de criminosos, intitulado como Takers, descobre que confiou na pessoa errada? INÍCIO → 15.08.2020 | copyright • horrorthought © dois...