Capítulo 38

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Coloquei o dedo indicador sobre os lábios indicando que Matheus deveria fazer silêncio quando entramos no apartamento pela manhã

O silêncio determinava que os outros ainda dormiam, Malu inclusive no sofá agarrada no telefone

Acho que nunca fizemos tanto silêncio enquanto nós arrumamos para "começar o dia"

Quando sai do quarto vestida e de cabelos molhados encontrei minha amiga com o rosto avermelhado

- o meu Deus - falei a abraçando - me diz quem eu preciso socar que eu vou buscar o meu soco inglês

- foi terrível, a gente brigou e ele me acusou de não confiar no nosso relacionamento - disse fragilizada - eu que sempre arrisquei tudo pra fazer isso dar certo, eu continuei acreditando mesmo quando ele olhou nos meus olhos e disse em outras palavras que não era nada

Eu quero muito socar ele e eu vou

- acha que eu estou errada por querer pelo menos uma vez seguir uma decisão que foi minha e apenas minha?- se questionou para mim e eu segurei suas mãos com firmeza

- você está sempre errada ou está sempre certa! Quem liga? Eu não os ouço, eu só fico ao seu lado automaticamente - encarei seus olhos com fidelidade

É o que eu faço, eu a apoio! assim como ela me apoia e eu não preciso saber qual foi a decisão tomada, eu apoio isso, eu apoio qualquer escolha dela

- obrigada - disse sincera e eu levei suas mãos aos meus lábios deixando ali um beijo

- quer me contar?- perguntei um pouquinho curiosa

- eu não contei sobre aquilo, eu tomei a decisão que eu quero ter certeza e por isso marquei um médico para ir nesta tarde - disse baixinho apenas para que eu ouvisse - antes de criar todas expectativa e de acreditar que vou realizar esse sonho eu preciso ter certeza, eu sinto isso

- se foi uma decisão sua ninguém pode ir contra isso, eu vou ao exame com você e segurar a sua mão a cada segundo se preciso - afirmei - não importa quantas vezes faremos isso juntas até que você esteja pronta, é por você e apenas você pode tomar decisões sobre isso

- você é tão perfeita - disse sorrindo se segurando para não voltar a chorar

- eu sei - sorri - ele te chamou do que mesmo?- perguntei como quem não quer nada

- ele só me acusou de não ama-ló como ele me ama, de não confiar os meus conflitos a ele - contou - eu sinceramente socaria ele se ele não estivesse certo

Apenas assenti saindo do cômodo, a porta do quarto deles estava aberta quando eu entrei vendo Pedro sentado na beira da cama calçando os tênis pacientemente

Desconexos - Matheus thuler (Finalizada)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora