Capítulo onze

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Saio correndo em direção a entrada da casa. Acabo tropeçando, levanto mas sinto uma dor enorme no meu tornozelo, mesmo assim ando mais rápido.

- Renato!!! - grito da porta da frente - volta aqui caralho!

Ele olha pra mim com a cara fechada e sai de carro.

- O que aconteceu? - a mãe dele pergunta assustada quando chega do meu lado. - menina você tá vermelha.

- Seu filho saiu com raiva de mim, e eu não fiz nada pra ele. - falo gemendo de dor.

- Que cara é essa? Tá com dor? - Dani pergunta toda preocupada

- Eu acabei tropeçando e machuquei meu tornozelo. - falo pulando até o sofá. - pode pegar um saquinho de gelo pra mim, Dani?

- Claro, espera um pouco. - diz saindo quase correndo

- Léo, liga pro Renato. E manda ele voltar por favor. - dona Irene pede enquanto coloca umas almofadas embaixo do meu pé.

- Tá bom. - responde pegando o celular do bolso e indo pra cozinha

- Tá aqui o gelo. - Dani entrega o gelo na minha mão.

- Obrigada Dani. - suspiro colocando em cima do meu tornozelo.

- Ray, ele disse que não vai voltar. E também que ia embora de lá. - diz me olhando

- Há, Ok. Obrigada Léo - falo me mantendo calma.

Se o Renato soubesse o quanto eu estou com ódio da cara dele. O mesmo ia vir pra cá voando, na verdade nem tinha saído dessa bosta de casa.

- Eu vou arrumar minha coisas. - digo tentando me levantar. - pode ficar com a Laura, por favor? - dona Irene assente com a cabeça.

Pego meu celular e tento ligar para o Renato.

Ligação

- alô? Renato? - escuto sua respiração do outro lado da linha

- Oi Rayane. O que vc quer? - sinto uma irritação na sua voz.

- Volta pra cá, precisamos que vc nos leve embora também. - falo calma

- Não posso, lembra que eu disse que se você me negasse eu ia atrás de outra na rua? - disse com voz sarcástica - Pois é minha esposa.

- Que? COMO ASSIM RENATO? VOCÊ ESTA M TRAINDO? - grito com lágrima nos olhos.

- Infelizmente não Rayane, eu estou indo pra casa. Não a sua, a minha. - diz calmo

- Sua casa? A dos caçadores? A sua casa é a nossa. - falo sentindo um nó na garganta

- Quero um tempo Rayane, não tem um dia que a gente não deixa de brigar. Você pensa em briga. - fico incrédula com o que ele diz.

- Tempo? Eu não dou tempo, e para de falar como se fosse eu que procurasse briga caralho. Você é o pivor de toda briga, você é um irresponsável, que preferiu ir pra São Paulo do que ficar com sua família, sua esposa, SUA FILHA. Era a festa dela, e vc fez pouco caso. - falo chorando de raiva

- Uma pena então, eu tentando pensar. quero tempo pra isso - diz fazendo pouco caso - E pelo amor de Deus . Pra que festa? A criança nem sabe de nada, não entende nada. Fui pra SP e iria de novo. Vocês não são mais prioridade do que meu trabalho, é assim eu sustento vcs. pensou de procurar um emprego Rayane? - fico quieta tentando raciocinar o que ele disse.

Por fim desligo a ligação na sua cara

Ligação

-AAAAA QUE ÓDIO - grito socando a cama

Não consigo prender o choro e Caio desolada na cama. Ele quer tempo? Não somos prioridades? A filha dele não é?










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Próximo capítulo vai ser A metade conversa do whats

Depois do amor - Renato Garcia Histórias para pegar e não largar. Descubra agora