te deixo em meio aos meus lençóis
molhados, surrados, cansados
observando a tensão se dissipar e então
a paz chegar junto ao sol
observo a pele alva
marcada por desenhos e cicatrizes
peito subindo e descendo
me dando a certeza de que nem minha imaginação produziria tal coisa
talvez, meio louca
vejo tua aura iluminada
aquecendo com seu calor
meu ser gelado
a cada trago, um verso
de amor e compaixão
expondo-me cada vez mais
abrindo meu corpo
tentando entender o que acontece
num laço de vida me prendo e não solto
não desate o que não controla
beijos pela nuca
goles desenfreados de amor
transmitindo aquela estreia
que prometemos ir
rodeio essa essência
escorrendo por mim
seguindo seu caminho
fluído eterno desse encontro
e sempre a observar vou ficar
o tempo passa e nem mexo
medo de descobrirem meu segredo
cavando cada vez mais fundo em mim
entre memórias vividas desse passado assombroso
me perco
e por favor, não tente
me ache em versos e momentos
beba de mim, devora minha carne
e roube minha alma por final
dando o golpe de misericórdia
nessa pobre mortal
-all13
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a
Poesíasó respostando memo porque errei tudo na outra vez, mas se quiser saber o que é, são umas merdas que eu escrevo.
