As mãos de Any tremiam quando ela pegou um vaso em um armário alto e abriu a torneira para enche-lo pela metade, colocando a rosa dentro da abertura estreita ao segurá-la em uma das mãos e usar a outra para guiar o caule.
Também tremia enquanto tomava um banho, quando se vestia, trocando o roupão por um pijama comprido de cetim. Precisava de roupas em seu corpo, envolvendo-a, queria cobrir-se de modo com que ele o havia tocado, o modo com que ele a fizera se sentir.
Pensou em jogar a rosa no lixo, afinal estava um tanto amarrotada e o gesto e entregar aquela rosa a ela tinha sido estragado pelo modo com que Josh havia saído de sua casa. Ainda assim por ser a rosa de sua fantasia, Any não conseguirá descartá-lá, se conseguisse talvez ficasse convencida de que aquilo nunca havia existido, de que ela havia imaginado. Ainda não conseguua acreditar que ele havia escolhido uma rosa clara, balançando a cabeça , surpresa, levou o vaso ao mantel, colocando-o entre uma vela grossa e um aparador de livros de latão em formato de um gato.
Perdida, sem saber como retomar a vida ao normal, Any deu um passo para trás, ainda olhando para a flor, até se sentar no sofá de couro que combinava com a poltrona onde eles tinham acabado de transar. Olhou para a poltrona quase sem acreditar. E realmente não teria acreditado se não fosse a rosa como prova.
Poderia ter se convencido de que era apenas um sonho intenso e selvagem. Uma fantasia como aquelas de seu diário.
Suspirando, pensou:
O que eu pretendia fazer essa noite? Ah sim, deitar com um livro e a gata. Mas não tinha esperança de se concentrar em um livro naquele momento, e a gata havia desaparecido, não via Izabela desde a chegada de Josh.
Bem parecia não existir oportunidade de seguir em frente, de agir normalmente. Finalmente parara de tremer, mas seu peito ardia de um jeito que ela conhecia muito bem. E sabia que isso aconteceria.
Coração partido.
Fechou os olhos, mas foi impossível não deixar uma lágrima cair de seus olhos.
Uma coisa fora entender que transar com ele seria um erro terrível, porque seu coração se envolveria. E porque sabia que nos olhos deles não existiam nada a mais do que sexo.
Mas o que diabos vc esperava Any? - murmurrou em voz alta irritada com si mesma.
Ela sabia o tipo de homem que ele era, sabia que não poderia esperar carinho e a proximidade que tanto desejava vindo da parte dele. Ela sabia!
Ainda assim havia trocado aquela doçura por sexo, pelo ato, por um orgasmo, pela sensação de tê-lo dentro dela.
Josh entrou com o jipe na garagem e subiu as escadas até o apartamento com rapidez. Não queria tê-la deixado daquela maneira, mas algo dentro dele o obrigou a fazer isso, tinha um plano, para provar ser digno dela mas nunca se dera o trabalho de imaginar um fim pra esse plano.
Para Any ele era apenas um pintor, um ninguém e especialmente, não seria digno pra ela se soubesse quem ele realmente era.
Então enquanto ela o fitava com os olhos como o céu da noite, sentiu o velho rancor dentro de si tomar conta dele, então partiu.
Entrou no apartamento silencioso e olhou pelas janelas o mar escuro, tinha movimento com uma tela, como um Monet da vida real. Passou a mão pelos cabelos, sentindo todos os músculos de seu corpo tensos, a pergunta não o deixava em paz. Por que diabos ele havia partido?
Então uma resposta horrível o atingiu.
Teria feito isso para feri-lá? Feri-lá da maneira como ela havia o chamado de ninguém?
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Red Diary | Beauany
FantasyAny Gabrielly parece ter uma vida perfeita, rica, bela e inteligente, mas solitária, sonha em se entregar para um homem especial, que possa ama-lá. Enquanto este grande amor não aparece, ela guarda suas fantasias sexuais em um diário secreto, que nu...
