Cap. 43

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— VAI, DOMINIC, BLOQUEIA ESSE IDIOTA! — Grito empolgada.

— Calma, amor — Will diz pegando minha mão.

— Estou SUPER calma — Digo ansiosa. Ele me puxa e me dá um beijo.

— PORRA, ASH — Meu irmão grita na fileira da frente. Me desvencilho de Will e vejo que Ash perdeu de fazer o ponto. Olho e ele dá o dedo do meio. Quem está aqui acha que foi para Dylan, mas eu sei que foi pra mim. Ok, eu mereço.

O jogo volta e, merda, Asher está péssimo! Acabou de cometer uma falta e por pouco não foi expulso da partida.

(...)

Ao fim da partida, nós perdemos, como era de se esperar. O importante é que se ganharmos no próximo jogo, podemos nos restabelecer. Acredito neles e sei que conseguem, foi só um dia ruim.

— Estou puto! — Dom surge dizendo, com John e Caleb.

— Todos estamos — Madi diz.

— O importante é vocês focarem no próximo jogo agora — Digo e eles assentem.

— Asher está um porre hoje — Caleb diz.

— Próximo jogo espero que ele tire esse monte de coisas da cabeça e nos ajude a vencer — John diz. Eles me dão uma olhadinha e eu me faço de sonsa. Tenho feito muito isso ultimamente.

— Não quero ouvir nada. Sei que meu desempenho nesse jogo foi péssimo — Asher aparece vestindo sua jaqueta, já de banho tomado. Ele passa a mão no cabelo molhado e suspira.

— No próximo jogo não faremos corpo mole — John diz.

— Sim, principalmente eu — Asher diz. Queria consolar ele, porque sei o quanto o futebol significa para o mesmo, mas eu só iria piorar as coisas.

— Pós-jogo em casa? — Pergunta Dyl forçando um sorriso.

— Acho melhor não, estou puto e quero ficar sozinho — Ash diz e os outros garotos assentem.

— Então beleza, nos vemos amanhã na Madi — Dyl diz e assentimos. Aos poucos, indo embora.

— Ei, Ry, que tal sairmos? — Will pergunta. Eu concordo e vou fazendo o caminho para a saída enquanto olho de relance para o quarterback que está treinando no campo. Sempre ele.

— Vamos onde? — Pergunto desviando o olhar de Thorn.

— Surpresa — Diz.

— Odeio surpresas — Digo.

— Tá, vamos no chalé da minha família, talvez eu tenha preparado algo lá — Ele diz e dá uma piscadela.

— Legal — Digo sorrindo.

(...)

Após 30 minutos na estrada, finalmente chegamos. Descemos do carro e dou de cara com um chalé bem daqueles de filme mesmo. Achei lindo e agora quero um pra mim, dois beijos.

— O que acha? — Ele pergunta.

— É incrível — Digo olhando para os lados.

— Vem, por aqui — Ele diz me puxando pelo braço.

— Uau, Will. Não precisava de tudo isso — Digo admirando a decoração.

— Nada é demais pra você, Ry — Ele sorri. Oh, ele é tão fofo... Asher é tão argh! Como posso gostar dele? NÃO! Eu não gosto dele, por isso estou com o Will! Não é? Preciso pensar... — Ry?

— Ah, oi. Estava pensando — Digo sorrindo.

— Espero que seja algo bom — Diz.

— Claro — Disfarço sorrindo.

— Então, me conta, como começou a tocar? — Ele pergunta puxando assunto.

— Ah, na verdade eu nem consigo me lembrar direito da época, mas meu pai me ensinou e desde então ele me dá uma nova todo ano, assim me lembro dele sempre que toco — Digo sorrindo.

— Pô, que incrível. Sua coleção deve ser bem grande — Ele diz e eu assinto.

— Qualquer dia te mostro — Sorrio.

(...) Sexta-feira, 18h

— RYAN, PARE COM ESSA MERDA! Você tem quinhentas roupas e está falando como se não tivesse nenhuma — Minha mãe diz.

— Não gostei de nenhuma — Digo.

— Nem pra sair com o seu namorado você se importa com isso — Diz.

— É que... o resto do pessoal vai estar lá — Digo.

— O resto do pessoal? Aham, sei. Claro que é por causa deles todo esse estresse — Ela diz revirando os olhos. — Pronto, vista esse trapo.

— Uau, onde achou esse trapo lindo? — Pergunto colocando a roupa.

— No seu guarda-roupas, como sempre — Diz. — Senta na cadeira, vou passar uma maquiagem nessa sua cara de morta.

— Nossa, pra que falar assim, sua cavala — Digo e ela ri.

— Você sabe que é linda, não precisa de ninguém pra te falar — Diz.

(...)

— E se o seu irmão me odiar? — Will pergunta preocupado.

— Ele não vai — Digo revirando os olhos.

— Podem subir, a senhorita Taylor liberou — O porteiro diz. Pegamos o elevador e vamos ao apê de Madi. Toco a campainha e ela aparece sorrindo.

— Oi, pombinhos — Ela diz sorrindo. — Por favor, entrem.

— Uau, aqui ficou lindo, Madi! — Digo admirando o apartamento. — Oi, gente — Digo cumprimentando todos de uma vez. Paro o olhar em Thorn e o vejo encarar Will. Ele para de sorrir e sai do apartamento, batendo a porta.

— Vou falar com ele — Diz Dylan.

— Não, maninho. Deixa que eu vou dessa vez — Digo. Ele entende e me deixa ir.

My Brother's Best Friend Histórias para pegar e não largar. Descubra agora