Capítulo CINCO - Saio em uma missão

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   Após pensar bem decidi que seria melhor ficar do lado de Percy, eu não queria destruir o Olimpo, eu não queria colocar a civilização ocidental em risco.

— Quíron? — Adentrei a sala.

— Pois não?

— Tenho uma decisão. — Contei a Quíron que eu ia atrás de Luke e tentaria impedi-lo de reerguer Cronos, e também lhe disse que ele havia tido no acampamento.

— Isso é muito estranho. O dragão que protege as barreiras não o deixaria passar.

— Também não sei, mas quando estivermos fora deverão fortificar a barreira, por mais que Luke não tenha seu exercito formado.

— Tomaremos cuidado, então s/n, já que aceitou a missão você deve ir até o sótão e consultar o Oráculo.

— Oráculo?

— Ele lhe dirá uma profecia.

   Quatro lances acima, a escada terminava embaixo de um alçapão verde. Puxei o cordão. A porta se abriu e uma escada de madeira caiu ruidosamente no lugar.
O ar morno que vinha de cima cheirava a mofo, madeira podre. Prendi a respiração e subi.

    O sótão estava atulhado de sucata de heróis gregos: suportes de armaduras cobertos de teias de aranha;
escudos outrora brilhantes cheios de adesivos dizendo ÍTACA, ILHA DE CIRCE e TERRA DAS AMAZONAS.

    Junto à janela, sentado em uma banqueta de madeira com três pernas, estava o suvenir mais pavoroso de todos: uma múmia. Usava um vestido de verão estampado em batique, com uma porção de colares de contas e uma bandana por cima de longos cabelos pretos. Olhar para ela me deu arrepios nas costas. E isso foi antes de ela se endireitar na banqueta e abrir a boca. Uma névoa verde jorrou da garganta da múmia, serpenteando pelo chão em anéis grossos, sibilando como vinte mil cobras. Tropecei em mim mesmo tentando chegar até o alçapão, mas ele se fechou com uma batida. Dentro da minha cabeça, ouvi uma voz, deslizando por um ouvido e se enroscando por meu cérebro: Eu sou o espírito de Delfos, porta-voz das profecias de Febo Apolo, assassino da poderosa Píton. Aproxime-se, você que busca, e pergunte.
Eu quis dizer: Não, obrigado, porta errada, mas eu não havia escolha.

— Qual é o meu destino? — Perguntei.

  A névoa rodopiou, mais densa, juntando-se bem na minha frente e em volta da mesa com os potes que continham partes de monstros em conserva.

— Você terá sucesso na missão;
conseguirá salvar o que deseja, então,
No final uma escolha terá de fazer;
qual meio-sangue vai viver.

E a névoa se dissolveu.

Saí do sótão, Annabeth, Percy e Quíron me aguardavam.

— Como foi? - Annabeth perguntou.

— Você tera sucesso na missão, conseguirá salvar o que deseja então, no final uma escolha terá de fazer... — Parei de dizer.

— Não parece completa. — Quíron disse.

— Qual meio-sangue vai viver. — Disse e Annabeth e Percy se encararam. — Acho que eu deveria ir sozinhe, não quero colocar a vida de vocês em risco.

— Você não pode ir sozinhe, você não tem experiência, Percy e Annabeth te acompanhará. — Quíron disse.

— Sou eu o/a garote da profecia, sou eu que devo correr os riscos.

— Não iremos te deixar sozinhe. — Annabeth colocou a mão em meu ombro. —  Quíron, quando vamos partir?

— Amanhã, ao amanhecer.

— Qual pistas temos? — Percy perguntou.

— Provavelmente Luke está indo para o mundo inferior, indo para a caverna do tártaro onde os pedaços de Cronos foram jogados, então vocês terão de ir para o mundo dos mortos e dête-lo. E com certeza ele tem um espião aqui dentro que o ajudou a entrar, sendo assim não vamos dizer isso ninguém.

— Certo.

 
  Logo depois do amanhecer, eu, Annabeth e Percy estavamos na Casa Grande checando as últimas coisas. Eu havia arrumado a mochila com a ajuda de Grover — garrafa térmica com néctar, pacote de ambrosia, saco de dormir, corda, roupas, lanternas e muitas baterias extras.
Eu me sentia meio insegure de sair sem Grover, meu companheiro para todos as horas, mas ele tinha seus próprios compromissos.

— S/n.. — Quíron pegou uma caixa de mais ou menos um metro de comprimento e largura. — Antes de você ir quero lhe dar isso. — Ele tirou de dentro da caixa uma espada feita de ouro e bronze. — Essa espada foi usada pelos melhores heróis e agora ela será sua.

— Uau. — Peguei a espada e passei o dedo nela, era pesada, parecia ter uns noventa centímetros de comprimento e se eu não soubesse que era uma espada eu teria deixado-a cair. Era quente. — Está quente?

— Ela é feita do ouro mais raro, ela esquenta toda vez que encontra seu dono verdadeiro.

— Eu sou o/a done dela. — Passei o dedo mais uma vez.

— E esse escudo. — Quíron tirou um escudo de dentro da caixa, ele era feito de prata e havia uma forma de cabeça dele, eu reconheci, era a meduza. — Era de Thalia antes dela entrar para as caçadoras.

— Eu não tenho como agradecer... — Eu estava sem palavras.

— Não é preciso, e ah! Não se preocupe com o peso. — Quíron pegou uma caixinha, equivalente ao tamanho de uma de fósforos. — É só colocar a espada e o escudo aqui dentro.

— Mas essa caixinha tem uns três centímetros.

— Tenta. 

Tentei colocar a espada dentro da caixinha e automaticamente ela ficou do tamanho de um palito de fósforo, fiz o mesmo com o escudo.

— Isso é... é incrível!

— E ela sempre vai voltar para o seu bolso, independente da distância.

— Igual a minha Contracorrente. — Percy tirou uma caneta do bolso e quando removeu a tampa ela virou uma espada.

— Uau! — Disse impressionade.

— Agora vão, não quero os atrasar. Argos estão esperando por vocês.

Subimos a Colina e quando atravessamos a barreira havia um carro preto estacionando, fui o/a primeira a entrar no carro e não me surpreendi de Argos nosso motorista ter olho pelo corpo todo.

— Vamos para Los Angeles? — Annabeth sorriu.

— Vamos! — Eu e Percy dizemos juntos.

Continuação no  ↳ Capítulo SEIS



Salve o Olimpo | 𝐈𝐦𝐚𝐠𝐢𝐧𝐞𝐬 𝒑𝒋𝒐Onde histórias criam vida. Descubra agora