Part II | C : 6

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N/A: CAP NOVO POR FIM RS
Essa semana será o final de Velark.
Finalmente depois de tanto tempo, enfim.
Esse cap é uma bipolaridade, mas talvez vocês entendam com o decorrer.
Desejo boa leitura e já dei início ao próximo.

FUIII.

"Em nossa mente em pedaços, o desejo não é um sussurro egoísta; é um banquete sombrio onde todas as minhas faces herdam a mesma fome, mas nenhuma concorda em como saciá-la."
- Y.S

Sebastian Velark

- Eu te desafio - o tom rouco e grave causou silêncio absoluto.

Sua expressão antes carregada de raiva, transformou-se em pavor, no segundo em que viu o que acreditou ser apenas fruto de sua imaginação.

Me levanto devagar e ela prontamente se afasta, encarando os móveis e o tom das paredes, como se isso pudesse ser o suficiente para impedir que tudo recaia sobre ela.

- Pensando em fugir? - Desdenho, dando um passo em sua direção, depois outro, nem mesmo pisquei, não iria querer perder nenhuma expressão e ação vinda daquele corpo minúsculo comparado a mim. - O que foi, Jessika? - debocho, mantendo um sorriso maligno. - O gato comeu sua língua? - ironizo, continuando a avançar e ela recuar de modo instintivo.

- Não se aproxime de mim - exigiu, tal exigência vindo numa voz trêmula, olhar amedrontado.

- Porque não? - Paro, tirando o cigarro do bolso do jeans junto com o isqueiro. - Está com medo? - alargo o riso. - Onde está sua bravura? Hum? - Jessika fica em silêncio, mantendo o máximo de distância possível. Estava farto de todo aquele melodrama, suas palavras me deixaram puto, precisei intervir antes que Sebastian continuasse a se humilhar ainda mais, nos tornando mero capricho de sua raiva ridícula.

- Continue tentando me dobrar - incito, tragando da fumaça antes de soltar o restante, pouco me importando se a incomoda ou não. - E vai descobrir que sou pior do que pode imaginar, o que ele te fez, não se compara ao que eu posso fazer.

- Saia daqui agora.

- Tente me fazer sair - provoco. - Quer continuar brincando comigo? Me fazendo de idiota? Já basta ele não conseguir o mínimo.

- Fala como se não fossem a mesma pessoa - aos poucos sua coragem está aparecendo, e isso é interessante.

- Quer uma aula ou quer continuar sendo mesquinha? - apago o cigarro, jogando dentro de sua taça quase vazia. - Jessika! - chamo lentamente, absorvendo seu nome como a porra de uma entidade que estou prestes a devorar.

- Você é ainda mais escroto - sorri. - Se tocar em mim vou gritar.

- Grita - sorrio. - Aposto toda minha fortuna que ninguém vai te ouvir - avanço de novo. - Sabe porque? - ela tenta correr, todavia, sou mais rápido, a agarro pelos cabelos fartos e a puxo, envolvendo sua cintura com meu braço livre, me aproximo de seu ouvido e sussurro. - Porque toda a estrutura desse quarto tem isolamento acústico, posso estripar você, vão encontrar dias depois ou quando sua carne começar a apodrecer.

VELARK | PART I E IIHistórias para pegar e não largar. Descubra agora