04 | MUSEUM.

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SINA DEINERT.

Assim que meus olhos se abriram e contemplaram a vista pelas janelas, um grande sorriso se abriu em meu rosto. Não era uma manhã qualquer, mas sim a manhã do meu aniversário.

Sempre gostei de fazer aniversários. Eles sempre faziam com que eu lembrasse de aproveitar mais a vida ao lado das pessoas que eu amava e que me faziam bem, além de ser maravilhoso poder ter um dia inteiro para chamar de meu e poder fazer o que eu quisesse.

Levantei da cama e calcei as pantufas, esticando os braços para acordar por completo antes de ir até as janelas e ver o movimento dos veículos já constante nas ruas e vários pontinhos também em movimento, comprovando que as pessoas já tinham começado a cuidar de suas respectivas vidas mesmo tão cedo.

Mexi um pouco no celular e já tinham algumas mensagens de felicitações dos meus pais, dos meus colegas de trabalho e de Heyoon, que foi a primeira dos meus amigos a me dar parabéns. Agradeci a todos e fui tomar um banho para descer até a área de café da manhã do hotel, pois eu estava faminta.

Após vestir uma roupa confortável e desembaraçar os cabelos, peguei o celular e as chaves do quarto antes de ir até o elevador. A área não estava cheia, mas também não estava vazia. Peguei um prato e comecei a me servir, decidindo caprichar um pouco mais dessa vez.

Coloquei o prato com todas as comidas sobre a mesa e comecei a comer enquanto mexia nas redes sociais para me atualizar de tudo o que estava acontecendo quando vi um movimento na porta de entrada da área e me deparei com um homem segurando dois buquês consideravelmente grandes com muito esforço. Ele andava pela área chamando a atenção das pessoas que estavam por ali até pousar os olhos em mim e vir destemido até minha direção.

— Ai Senhor, não. Por favor, não. — Sussurrei e fechei os olhos de vergonha.

— Bom dia, srta. Sina! Feliz aniversário, primeiramente. — O homem começou e abriu um sorriso logo depois. — Esses dois buquês foram entregues na recepção destinados à senhorita, tem dois cartões para que você saiba quem foi.
— Ele colocou os buquês sobre a mesa e logo depois foi embora, me deixando ali sem reação e morrendo de vergonha ao mesmo tempo.

— Feliz aniversário! — Um casal sentado na mesa ao lado disse e com eles o resto das pessoas também começou a me desejar parabéns, que eu agradeci cordialmente.

Tomei mais um gole do meu cappuccino e olhei para os lados antes de pegar o cartão que estava pendurado no buquê de rosas meio azuis e meio verdes. Abri o envelope e tirei o papel aveludado de dentro, passando os olhos na escrita, por mais que já soubesse quem era o autor daquilo tudo.

"Oi, boozie!

Feliz aniversário. Eu não queria chamar tanta atenção, mas precisava te entregar essas flores quando as vi na floricultura perto do meu apartamento hoje cedo.

Essas, em especial, lembram os seus olhos, não acha?

N :)"

Não percebi que tinha um sorriso estampado em meu rosto até ter que desfazê-lo para olhar as flores mais uma vez. As rosas possuíam uma cor rara e se fosse parar pra analisar direitinho, realmente lembravam a cor dos meus olhos, que não eram nem verdes e nem azuis, mas sim uma mistura dos dois.

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