Existem coisas que as pessoas não conseguem explicar, uma delas era o motivo de Amu ainda estar viva após o tempo em que ela sofreu o ataque da Esfinge. O tempo médio das outras vítimas eram de 7 a 15 dias, os que duraram mais.
Quando foi atacada, após não conseguir responder a pergunta da Esfinge, Amu sentiu sua mente ser envolvida pelas trevas. Ela não sabia onde estava, sentia muito medo e suas reações posteriores eram reflexos que nem ela sabia explicar como acontecia. Ela estava sozinha em um lugar impalpável. Ela sentia como se seu corpo fosse perdendo a vida aos poucos e o vazio ia preenchendo todo seu ser. Era como se aos poucos ela estivesse adormecendo em meio aquela escuridão.
Ela não via ou sentia nada além do sono que ia tomando todo o seu ser. Mas, ela não sabe como isso aconteceu, mas em um determinado momento, enquanto o sono inundava todo seu ser, ela ouviu a voz de sua mãe.
─Vai ficar tudo bem, Amu. Não tenha medo, mamãe está aqui.
Aquela voz estava embargada pela tristeza e sua mãe devia estar chorando, mas ela reconhecia aquele calor regado de amor por ela. Por mais triste ou com medo que ela estivesse, sua mãe jamais a abandonaria. A solidão que Amu sentia começou a diminuir e sua consciência foi tomada por uma enxurrada de lembranças sem que ela tivesse controle. Ela se lembrou do momento mais difícil para ela até então, quando ela perdeu um animalzinho que amava. Amu viu ele sendo atropelado quando ela correu para a rua para procura-lo, ela viu os olhinhos assustados do cachorrinho e seu ultimo suspiro. Amu correu para lá chorando sem prestar atenção. Ela não sabe quando sua mãe chegou, mas parou a menina em um abraço caloroso evitando que ela fosse atropelada também. Amu se lembrou das lágrimas quentes de sua mãe que segurava sua cabeça contra o peito, o coração que batia tão rápido, do calor que emanava de sua mãe e das palavras dela.
─Vai ficar tudo bem, Amu. A mamãe está aqui.
Aquelas palavras carregadas de tristezas e embargada pelas lágrimas jamais sumiram das lembranças de Amu. Sua mãe a ajudou a recolher o animal morto, a abrir um buraco no quintal e enterrar o bichinho amado. Ela se lembrava do momento em que se culpava e sua mãe a consolava dizendo que o cachorrinho sabia que Amu o amava muito e por isso ele foi feliz. O bichinho sabia que Amu jamais quis seu mal, então, ele pode estar em paz em seus últimos momentos.
A dor que ela sentiu foi muito grande, mas sua mãe esteve com ela em todo o momento, ela jamais esteve sozinha. Aquele sentimento preencheu todo o seu ser, sua mãe estava ali, ela não estava mais sozinha naquela escuridão. Seus olhos começaram a abrir e ela via algo embaçado. Mesmo sem distinguir nada, ela sentia o calor de sua mãe e sabia que não estava sozinha naquele lugar sombrio.
Após ela sentir o calor de sua mãe, quando ela estava pensando no amor dela, ela sentiu mãos quentinhas enxugando seus olhos. Era um calor diferente do emanado pela sua mão, mas Amu podia sentir que havia amor naquelas mãos.
─Quem está aí?
Pensa ele em meio a escuridão. A pessoa parecia não falar com ela, mas estava sempre por perto. Amu se lembrava de alguém que ela conhecia e que sempre ficava quieta quando triste. Seria ela?
─Amu...
O tom era gentil e doce como ela se lembrava. Erein sempre fora dessa forma, sempre estava dispostas a ajudar as pessoas e escondia sua dor para cuidar dos demais. Amu se lembra delas ainda crianças e Erein foi para o quintal da casa dos avós e subiu em uma mangueira, ficou lá quietinha sem falar nada com ninguém. Elas haviam manifestado as individualidades a poucos dias e Erein estava sofrendo por causa da dela. Amu foi a única que percebeu a saída da menina e ela subiu na árvore também.
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A namorada de Bakugou
FanfictionPara surpresa de seus companheiros, Bakugou tinha uma namorada... Para surpresa de Deku e Shoto, ele se comportava de forma diferente na frente dela... A turma 1-A queria saber, como Bakugou encontrou essa garota? Ela era explosiva como o loiro ou s...
