Capítulo 11: Assombrados P2

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Ramon

Logo após o jantar fui ate a biblioteca devolver o livro que estava lendo "A Filha Das Sombras" era de fato um livro instigante.

Ao entrar na biblioteca que se expandia por metros quadrados eu procurei a ala de suspense para colocar o livro em seu devido lugar, passei por diversas estantes e percebi que o lugar estava completamente isolado, paro em frente à prateleira e deposito o livro em seu devido lugar, naquele instante um clarão ultrapassa as janelas da biblioteca me forçando a olhar através da mesma, observei a forte chuva tocando o solo, um arrepio percorreu meu corpo me alertando para sair daquele lugar me apresso e vou caminhando rumo à saída, ao forçar a porta percebo que mesma estava trancada puxo a maçaneta mais a peça não girava, bate na porta esperando algum retorno do outro lado mais nenhum som é ouvido apenas a chuva caindo do lado de fora.

O que eu faço?

Peguei meu celular no bolso da calça e começo a digitar uma mensagem de texto para a Sra: Cici a encarregada da biblioteca, ao enviar a mensagem de texto meu celular descarrega me deixando completamente sem resposta, outra vez a luz dos relâmpagos clarearam a biblioteca, minha respiração acelera, meu corpo treme e uma falta de ar jamais sentida antes me fez perder o raciocínio do que estava acontecendo a naquele momento, um trovão cai do céu e estremece todo o prédio, corri para debaixo da mesa de Cici e levei as mãos ao ouvido, lembranças do meu passado começam a aparecer na minha mente.

Lembrança

Chovia muito em Barrow cidade localizada na Austrália, os pais de Ramon estavam viajando a trabalho deixando a empregada tomando conta do seu jovem mestre, naquela tarde de domingo uma coisa inusitada aconteceu, com a forte chuva a represa da cidade se rompeu despejando toneladas de água rumo a cidade, o alarme que deveria alertar todos falhou naquele dia a água rapidamente invadiu as casas, a empregada desesperada pega o jovem rapaz e o leva para o sótão, mais não demorou para a água começar a subir e entrar no local deixando ambos presos naquele espaço, em questões de segundos o lugar estava submerso a mulher pega o jovem e o coloca sobre uma pequena viga no teto, o espaço cabia apena uma pessoa deixando a mulher na água, foram dois dias presos naquele lugar sem comida ou bebida , a empregada acalmava o coração do garoto todas as horas enquanto segurava sua mão, no final do segundo dia o garoto acordou e não viu a sua salvadora, seu corpo estava submerso no fundo do sótão, o jovem cai em lagrimas, lagrimas ouvidas por bombeiros que passavam de barco ali perto, eles abriram o teto e resgataram o jovem.

Depois do ocorrido seus pais se mudaram para Bangkok aonde começam uma nova vida, desde então Ramon tem medo de fortes chuvas.

Fim

O vento assoprava forte do lado de fora, os trovões ficavam mais altos após cada clarão dos relâmpagos, meu corpo tremia, minha boca estava seca meu corpo procurava fugir daquela sensação de puro desespero.

- Ramon.

Escuto um sussurro mais não me atrevo a abrir os olhos.

Sinto alguém tocar em minhas mãos.

- FICA LONGE DE MIM! (Grito após empurrar o individuo)

A pessoa me pega pelo punho e envolve meu corpo em um abraço, um abraço calmo que confortou meu coração, abri meus olhos lentamente e ali estava ele.

- Jackson! (Disse entre as lagrimas)

Ajoelhado a minha frente Jackson me encarava preocupado.

- O que há de errado? (Pergunta Jackson)

Nesse momento olhei para o lado e percebi que a chuva havia parado.

- Parou de chover? (Perguntei enquanto me levantava)

- Já parou de chover a horas Ramon. (O moreno levanta logo depois)

Desentendimento era minha afeição nesse momento, como poderia ter parado de chover a horas se há segundos atrás o mundo estava quase derrubando as paredes do colégio.

Segui com o mais novo para fora da biblioteca.

- O que você foi fazer na biblioteca? (Perguntei a Jackson)

- Estava procurando por você, assim que o jantar acabou eu te vi saindo do refeitório com os livros em mão, deduzi que você poderia ter vindo aqui. (Jackson disse sem fazer contato visual) – Tem coisa acontecendo.

- Como assim? (Segui o questionando)

- Algumas estudantes reclamaram de terem visto coisas. (Responde Jackson) – Temos que achar os outros. (Ele pega na minha mão, e me guia pela escola)

Jerdeany

Termino a lição e vou para a cama, acordo as 00:15 e vou ate o banheiro fazer minha necessidades, ao voltar para o quarto escuto um coaxar, estranho ter ouvido aquele som desagradável mais não demorei a voltar para a cama, me deito e relaxo ate começar pegar no sono novamente.

Meu corpo é desperto ao ouvir aquele barulho novamente deslizo meu pé pelo lençol da cama e sinto o mesmo tocar algo úmido e frio, tento mover meu corpo mais ele não me obedece, o coaxar dessa vez estava sendo emitido do meu lado, movi meus olhos e percebi que havia um sapo ao lado do meu travesseiro, tento me mover novamente mais sem sucesso.

- Socorro. (Chamei por ajuda)

O barulho ficava cada vez mais alto, e se multiplicava a cada segundo, vários sapos estavam aparecendo no quarto, e pulando em cima da minha cama a agonia de não poder me mover me fez chorar, deslizei meus olhos pelos cantos do quarto ate ver algo que me fez desejar a morte, um anfíbio de 2 metros me olhava no canto do quarto.

-SOCORRO. (Gritei)

Ele se move lentamente em minha direção, as minhas lagrimas tocavam o travesseiro, o sapo gigante coloca sua língua para fora e movimenta a mesma para a minha direção, a coberta que cobria o chão cai da cama, aquela língua pegajosa e fria toca meu pé envolvendo o mesmo ate a minha coxa, o animal começa a me puxar em direção a sua boca.

- KECY ME AJUDA. (Grito por socorro)

Naquele momento a porta do meu quarto e arremessada ate a parede do outro lado quarto, Kecy adentra no quarto e me ajuda a levantar, sem pensar abracei a mesma com toda minha força, todos os sapos que havia no quarto desapareceram sem deixar rastros.

- Vem comigo. (Kecy pega uma blusa em meu guarda roupa e joga sobre a cama)

Me visto e saio com ela do quarto.

- Você precisava mesmo ter quebrado a porta do meu quarto? (Disse fazendo uma careta)

A japa me encarou e seguiu em silencio.

Kecy me explica o que aconteceu com ela e Luana e finalizou dizendo para levar todos para o salão principal.

Quando chegamos ao salão o lugar estava completamente infestado de alunos e professores.

- A onde estão os novatos? (Disse enquanto olhei a minha volta)

- Foram buscar quem ainda não apareceu aqui. (Responde Kecy)

Cintia chorava no ombro de uma aluna do segundo ano, que parecia estar bem tranqüila com aquela situação.

Horas se passaram e cada vez mais alunos chegavam, os professores fizeram a chamada e naquele momento perceberam que apenas uma pessoa estava faltando.

- Alguém viu a Fernanda? (Disse Gabriel enquanto se aproximava)

Fernanda

O que estou fazendo aqui no meio da floresta de madrugada?

Continua.......

Os Escolhidos (Livro 1: Pandemia)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora