Capítulo 13: Lanternas

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Um dia se passou desde de que Fernanda morreu, a tarde cinzenta envolveu a cidade de Bangkok desde o acidente na escola.

O funeral foi marcado para homenagear a líder de torcida que deu sua vida para salvar os alunos e professores, naquela tarde vários alunos estavam vestidos de preto segurando uma rosa branca para depositar na lápide da jovem, Charles fez um longo discurso motivacional sobre amizade e companheirismo, ao meu lado estava minha mãe e Luana ambas abraçadas, Gabriel estava sentado na primeira fileira o rapaz tentava segurar as lágrimas mais era nítido seu rosto inchado, era bem provável que ele não tivesse dormido desde a morte de Fernanda, eu nunca pensei que teria pena de um cara babaca com ele.

- Que horas isso vai acabar? (Deixei as palavras escaparem da minha boca)

- Se comporte Jackson. (Luana me belisca)

- Qual seu problema? Ela nem gostava dessas pessoas, e eles nem a conheciam seria hipocrisia a minha fingir tristeza.

Olhei próximo a saída e vi Ramon junto a Jerdeany ambos com a expressão triste, Ramon acena suavemente com a cabeça.

- Oi. (Sussurei)

Quando a cerimônia terminou vários alunos voltaram para a escola, Gabriel parou na entrada impedindo a minha saída e a dos outros novatos.

- Ei otários quero falar com vocês.

Apenas nos mantivemos calados.

- Hoje a noite se não chover vocês poderiam me acompanhar até o bosque, quero ligar uma lanterna dos desejos. (Disse o jogador encarando todos no local)

- E porquê eu iria acompanhar voc... (Luana tampa minha boca me impedido de terminar a frase)

- Nós vamos Gabriel, nós vemos as 20hrs? (Disse a morena)

O jogador apenas concorda com a cabeça e sai da capela.

- Qual é Luana, eu tô fora! Eu não vou. (Disse tirando as mãos da mais nova da minha boca)

- Jack!! Tenha um pouco de empatia. (Luana faz aquela expressão que eu odiava vê-la fazer)

- Não precisa fazer essa cara de velório, eu vou.

- Nós também vamos! (Disse Jerdeany e Kecy)

De volta ao colégio parecia que o lugar tinha sido inaugurado em poucas horas de tão limpo e arrumado, nem parecia que uma batalha mortal foi travada uma noite atrás.

A chuva começa a cair por volta das 13:30, o vento frio que entrava pelas janelas do salão principal faz algumas veteranas que estavam sentadas ao meu lado se abraçarem.

- Filho posso sentar com você? (Elaine se aproxima e não espera pela minha resposta, ela se senta e coloca um pouco de café no copo que estava sobre a bandeja a nossa frente)

Apenas me mantive calado enquanto ela tomava seu café, nosso diálogo desde que começou esse inferno no mundo foi piorando cada dia que passava.

- Jackson meu filho como você tá lidando com tudo isso que tá acontecendo? (Disse Elaine)

- Mãe por favor, não vamos sobre isso, você sabe que estou bem, eu não sou o cara que vai quebrar por um simples fim do mundo ok? (Dei um sorriso para Elaine)

A mais velha apenas retribuiu o sorriso e levou suas mãos ate meus ombros, ficamos ali por horas conversando ou pelo menos tentando conversar sobre coisas normais tentando fugir da realidade.

A chuva parou por volta das 18:45hrs, o céu ficou completamente limpo de nuvens dando visibilidade as bilhares de estrelas que iluminaram o céu. Com as aula canceladas por conta do ataque ao colégio eu fiquei perambulando pelo prédio estudando cada parte daquela construção, esses estudos me proporcionaram descobertas legais como passagens secretas no subterrâneos e uma porta na torre leste trancada com cadeados e uma placa de não entre.

Os Escolhidos (Livro 1: Pandemia)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora