Capítulo 12: Assombrados P3

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Fernanda

Minha ultima lembrança era de ter me despedido de Cintia e Gabriel após o jantar, como eu vim parar na floresta? Eu não sei.

Olhei a minha volta mais minha visibilidade era pouca por causa da noite escura a única fonte de luz era o luar iluminando o ambiente, o vento assopra e sinto um arrepio na nuca, era como se algo tocasse suavemente aquela área do meu corpo, me virei rapidamente mais nada avistei meus extintos pedem para que eu retorne ao prédio da escola.

No caminho de volta para o prédio algo prendeu minha atenção.

Preso sobre os galhos de uma grande arvore estavam pendurados dois corpos, as lagrimas surgem em meus olhos quando vejo meus pais ambos haviam morrido quando essa maldição se espalhou pelo mundo.

- Mãe? Pai? (Eu os chamei)

Minha mãe abriu seus olhos e sorriu para mim, senti um raio de esperança então corri para ajudá-la.

- Mãe! Estou indo.

- Sua vaca egocêntrica. (Disse a mais velha) - Eu preferi morrer a ter que continuar com uma filha como você, sempre querendo ser o centro das atenções, você não merece viver sua escoria imunda.

Ao ouvir aquelas palavras meu corpo demorou a processar o que estava acontecendo.

- Mãe o que você esta dizendo?

- Estou dizendo que você nunca deveria ter nascido ninguém te ama, se mate e deixe as pessoas a sua volta viverem felizes. (O corpo da mulher se contorce pelos galhos da arvore) - Você só traz tristeza e angustia para todos que estão a sua volta.

- Cala a boca. (Eu disse)

- SE MATE. (Disse a mulher presa na arvore)

- EU MANDEI CALAR A BOCA. (Meu grito ecoou pelo bosque)

Naquele instante tudo se acalmou, a voz da minha mãe desapareceu junto a seu corpo e do meu pai presos na arvore.

- O que?

Senti algo preso em meus punhos era uma raiz de flor pluméria

- Não se deixe enganar! Seus pais te amavam.

- Quem é? (Perguntei enquanto tentava me livrar da raiz)

- Sou aquela que segura seu braço nesse instante (Disse a voz)

Olhei para a raiz que não demorou a me soltar.

- Seu dom é ligado à natureza então você também e capaz de conversa, manusear tudo que é planta ou derivados da natureza, o seu desespero alguns segundos atrás despertou essa habilidade.

- Eu não sabia desse meu dom. (Disse após me levantar) - Você pode me dizer o que acabou de acontecer aqui?

- Sim.

As folhas do chão começam a flutuar e criar uma forma humanóide.

- Aquilo que você acabou de ver foi criado por um hospedeiro, mais não um simples hospedeiro como aqueles que ficam vagando pelas ruas. (A ninfa do bosque toca meu ombro) - Esses foram modificados por ele.

- Por quem? (Eu perguntei)

- O senhor das sombras. (Disse a ninfa) - Enquanto alguns hospedeiros não tem noção do que estão fazendo, outros foram evoluídos como você e seus amigos.

- Tenho que contar ao diretor. (Dei as costas para a ninfa) - Obrigada.

- Fernanda espera.

A ninfa se aproxima e fala algo no meu ouvido.

Os Escolhidos (Livro 1: Pandemia)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora