Darya
Morar com Braden foi uma das minhas melhores decisões. Eu me sentia tão leve e tão feliz, é inacreditável o quanto nos damos bem. Agora estávamos deitados de lado, com as pernas entrelaçadas, e conversando sobre várias coisas.
- Amor, o que você pensa sobre adoção ? - Braden deu de ombros e se aconchegou mais em mim, escondendo o rosto no meu pescoço.
- Eu apoio, família não se resume a sangue. Família se resume a amor, e eu amaria tanto um filho adotado quando um de sangue, não faz diferença. - Eu sorri e passei a mão pelos seus fios macios.
- Você e o Zander são adotados ? - Questionei.
- Ah, não. Nossas mães fizeram inseminação artificial. - Ele respondeu, parecia querer dizer algo mais, mas ficou quieto.
- Você quer adotar ? - Ele desviou o foco da conversa e passou a barba por fazer no meu pescoço, me causando cócegas.
- Quem sabe, mais para frente nós podemos tentar. - Ele me abraçou mais apertado ao seu corpo e eu acariciei suas costas nuas. Braden respirava contra minha pele e eu sentia seu sorriso.
- Significa que pretende ter filhos comigo? - Sussurrou.
- Significa que eu pretendo ter um futuro ao seu lado. - Expliquei.
De repente Braden segurou fortemente os fios da minha nuca e me beijou. O ar escapou dos meus pulmões e meus pensamentos ficaram confusos...Era um beijo intenso, que eu retribui com fervor.
- Eu também quero um futuro ao seu lado, amor. - Ele passou seu nariz no meu suavemente.
- Mesmo com a deficiência? - Sussurrei, mostrando minha insegurança.
- Quantas vezes vou ter que provar que você é perfeita para mim? Do seu jeitinho, com ou sem deficiência. Eu te amo, Darya. Mesmo quando este mundo for um sussurro de terra esquecido em meio às estrelas , amarei você.
- Citando Sarah J Maas para me convencer ? - Indaguei sorrindo. - Eu também te amo, Braden. Meu parceiro, meu neném, meu tudo!
○○○
- Senta aí, estou fazendo panquecas com bluberries! - Minha boca se encheu d'água e eu me sentei no banco.
Consegui me habituar ao apartamento do Braden...Nosso apartamento. Sinto algo gelado em minha bochecha e reclamo.
- Passou chantilly em mim? - Questionei, tateando a mesa para achar algo no que pudesse limpar o rosto.
- Não pude evitar. - Ele disse rindo. - Deixa que eu limpo, anjo.
Ele passou um pano, limpando o que havia feito.
- Obrigada, não me suja mais! - Ele mordeu minha bochecha e eu revirei os olhos. - Braden!
- Que? Você faz isso comigo também. - Ele se defendeu.
- Bobo. - Ele roubou um selinho meu. - Esta com um cheiro otimo!
O celular dele tocou e eu conseguir achar a tigela na bancada, pegando uma fruta e comendo.
- Braden ? Cadê a Darya ? - Minha sogra, Clarisse, questionou.
Eu ri quando Braden grunhiu, ele tinha colocado o celular no viva voz.
- Ela está ocupada mãe...- Ele desconversou.
- Larga de ser besta e passa o telefone para ela, menino! - Eu mordi meu lábio inferior, contendo uma risada.
Eu me acostumei com as vozes da Clara e da Luana, elas eram muito engraçadas e doidas...Mas Eu amava minhas sogras.
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My Angel
General Fiction"- Eu estou aqui. - Sussurrei. - Promete não ir embora ? - Ela murmurou. - Você é o meu anjo, meu lindo e delicado anjo...Eu nunca irei embora. Sabe que eu não ligo para a sua condição, não é um defeito. - Garanti, fazendo carinho em seu cabelo. "
